Nova locação do CPLG11 para o Mercado Livre em São Bernardo do Campo consolida a força do e-commerce e reforça a escassez de grandes áreas disponíveis no Brasil.
São Paulo, 3 de junho de 2026 – O fundo imobiliário CPLG11 atingiu um marco simbólico em sua trajetória. Matéria do Metro Quadrado aponta que, com a locação de 75 mil m² para o Mercado Livre em São Bernardo do Campo (SP), o veículo da Capitânia passou a ter, pela primeira vez, 100% de seu portfólio ocupado por empresas de e-commerce.
O galpão, desenvolvido em parceria com a SPX Capital e localizado na Rodovia dos Imigrantes, foi entregue no fim de 2025.
Embora o fundo tenha negociado com indústrias e transportadoras nos últimos meses, o Mercado Livre fechou o contrato antes dos demais interessados. Com isso, evidenciando a velocidade com que os grandes operadores digitais ocupam novos empreendimentos logísticos.
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Escassez de áreas amplia disputa entre Meli, Amazon e Shopee
Segundo Gabriel Martins, gestor do CPLG11, empresas tradicionais ainda enfrentam dificuldades para competir com a rapidez de expansão dos principais players do comércio eletrônico.
Além disso, a oferta limitada de grandes áreas contíguas tem acelerado a ocupação dos novos projetos por Mercado Livre, Amazon e Shopee.
O movimento acompanha uma tendência observada em todo o setor. Dados da Binswanger mostram que nove das dez maiores transações de galpões logísticos realizadas no Brasil durante o primeiro trimestre envolveram uma dessas três empresas.
Para se ter ideia, levantamento da Buildings mostra que o Mercado Livre e a Shopee, juntas, somam 5,8 milhões de metros quadrados ocupados no Brasil. A gigante argentina domina o cenário logístico com 4,4 milhões de m² locados, distribuídos em 101 ocupações.
Já a Shopee detém 1,9 milhão de m² locados, distribuídos em 114 ocupações logísticas.
Ambas, juntas, fecharam mais de 800 mil metros quadrados em novos contratos apenas no primeiro trimestre de 2026, segundo a Buildings.
Além disso, dados do Buildings CRE Tool, apontam que, já para o segundo trimestre (ainda em andamento), o Mercado Livre já alugou ou ocupou cinco novos espaços, somando mais de 270 mil m² em expansão.
Já a Shopee segue ampliando sua atuação numa nova locação ou expansão de 100 mil m² em Guarulhos. Leia também: Mercado Livre versus Shopee: a corrida bilionária por galpões logísticos acelera no 1T de 2026
Por fim, a Amazon ocupa atualmente 874,2 mil m² de espaços logísticos, distribuídos em 30 endereços, além de possuir quase 40 mil m² já pré-locados para atividade futura.
Fundo aposta em desenvolvimento e ganho de capital
Criado em 2023, o CPLG11 ainda possui uma estrutura patrimonial relativamente jovem. Por isso, seu portfólio reflete com maior intensidade a atual predominância do e-commerce, ao contrário de fundos mais antigos, que mantêm maior diversificação entre indústrias, varejistas e operadores de transporte.
Atualmente, o fundo reúne três ativos.
Além do empreendimento recém-locado em São Bernardo do Campo, desenvolve um galpão built-to-suit para o Mercado Livre em Jacareí, com entrega prevista para 2027, e outro para a Amazon em São José dos Pinhais, cuja conclusão deve ocorrer até o final deste ano.
A estratégia da Capitânia permanece concentrada no desenvolvimento, locação e posterior venda dos ativos. Desde sua criação, o veículo realizou quatro desinvestimentos e gerou aproximadamente R$ 100 milhões em ganho de capital para os investidores.
Por fim, com contrato de locação firmado por cinco anos com o Mercado Livre, o empreendimento de São Bernardo desponta agora como o candidato mais provável ao próximo desinvestimento do fundo.
Matéria do Metro Quadrado
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