Escritórios biofílicos podem trazer economia de até U$ 2 mil por funcionários, aponta estudo

Escritórios biofílicos avançam nos espaços comerciais brasileiros ao aliar bem-estar, produtividade e redução de custos nas empresas.

São Paulo, 30 de abril de 2026 – Incorporar a natureza ao ambiente de trabalho deixou de ser um luxo. Assim, passou a ser um investimento econômico e sólido na saúde e no bem-estar dos funcionários.

É nesse cenário que o conceito de biofilia, que propõe a integração entre natureza e ambiente construído, ganha força com elementos como vistas naturais, acesso à plantas e luz natural que garantem benefícios para a saúde e mais produtividade.

Além disso, é importante destacar que a implementação de biofilia em projetos arquitetônicos em prédios corporativos pode trazer economia às empresas.

De acordo o estudo The Economics of Biophilia, publicado pela Terrapin Terrapin Bright Green, projetos que contam com design biofílicos podem garantir economia de até US$ 2.000 por funcionário/ano, em custos administrativos.

Ainda segundo o estudo, mudanças biofílicas feitas em um ambiente de trabalho podem reduzir o absenteísmo a longo prazo, diminuir as reclamações que prejudicam a produtividade dos recursos humanos e ajudar a reter funcionários por muitos anos.

Outro estudo recente da Universidade de Oregon mostrou que funcionários com vista para a natureza tiram menos licenças médicas (57 horas/ano) do que aqueles sem vista (68 horas), enquanto quem tem vista urbana apresenta resultados intermediários. Além disso, fatores como qualidade da vista, iluminação natural e tamanho das janelas explicam cerca de 10% da variação no absenteísmo.

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Biofilia aplicada em prédios corporativos no Brasil

A aplicação do conceito também tem ganhado espaço em projetos corporativos no Brasil. A 3z Realty, empresa do segmento imobiliário do Grupo NC, é uma das que vêm apostando nessa tendência ao incorporar princípios da biofilia em empreendimentos recentes, como o Art Tower Pinheiros.

Situado em Pinheiros, uma das regiões mais promissoras de São Paulo, o empreendimento está sendo construído a poucos minutos das estações Faria Lima e Fradique Coutinho do metrô, além de oferecer fácil acesso a importantes vias da cidade.

Com área total de 11.225 m² (BOMA), o edifício conta com conjuntos comerciais que variam de 170 m² a 870 m², distribuídos em 20 pavimentos, além de térreo com fachada ativa.

Ao todo, são 18 conjuntos comerciais em 19 lajes, com possibilidade de unificação ou subdivisão dos espaços. Isso reforça a flexibilidade como um dos principais atributos do projeto.

Previsto para o final de 2027, outro destaque é o conceito de fachada ativa no térreo, com espaços destinados a cafés, restaurantes e serviços.

Espaços verdes integrados ao projeto

No campo técnico, o Art Tower incorpora soluções voltadas à eficiência e sustentabilidade, como certificação LEED, infraestrutura para automação e ar-condicionado, elevadores tecnológicos e gerador de conforto.

Por conseguinte, o edifício também inclui itens como bicicletário com vestiários, vagas com infraestrutura para veículos elétricos e sistemas de segurança avançados. São studios mobiliados de 38 m², voltados à locação de curta duração, atendendo à demanda de profissionais em trânsito e ampliando a funcionalidade do empreendimento.

O empreendimento também prevê espaços verdes integrados ao projeto, incluindo uma praça no pavimento térreo e outra no 20º andar, junto aos apartamentos de short stay.

“A proposta é equilibrar estética e funcionalidade para criar ambientes que estimulem bem-estar, inovação e qualidade de vida no dia a dia”, afirma o engenheiro e diretor comercial da 3z Realty, Rodrigo Colares.

Por fim, o engenheiro também destaca que nesse cenário, “a biofilia deixa de ser apenas um elemento estético”. Para ele:

“Passa a se consolidar como um diferencial estratégico no desenvolvimento de novos projetos imobiliários, acompanhando a crescente demanda por ambientes mais saudáveis, sustentáveis e conectados à natureza”.

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