Vacância recua e absorção segue elevada nos escritórios em São Paulo; aluguéis ultrapassam R$ 300/m² na principal avenida financeira, segundo o BTG. São Paulo, 30 de abril de 2026 – O mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo iniciou 2026 em ritmo positivo e manteve a tendência observada ao longo de 2025.
Segundo relatório do BTG Pactual, em notícia do MoneyTimes, a vacância caiu para 13,4% no primeiro trimestre, recuo de 1,1 ponto percentual frente ao período anterior.
Além disso, o setor absorveu bem a entrada de cerca de 26 mil m² de novo estoque. Esse movimento reforça a leitura de demanda consistente, mesmo com novas entregas no mercado.
A absorção líquida alcançou 79,5 mil m² entre janeiro e março. Embora inferior aos 109,5 mil m² do quarto trimestre de 2025, o indicador segue em nível elevado. Assim, o mercado demonstra capacidade contínua de ocupar novos empreendimentos.
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Faria Lima lidera valorização; outras regiões
A região da Faria Lima voltou a se destacar no trimestre.
Os preços pedidos superaram R$ 300 por m², impulsionados pela combinação de oferta restrita e forte demanda por ativos de alto padrão.
Esse avanço reforça o posicionamento da região como principal polo corporativo do país. Além disso, indica que empresas seguem priorizando qualidade e localização estratégica.
Outras regiões também sustentam bom desempenho. Pinheiros e Rebouças registram liquidez elevada e absorção consistente ao longo do trimestre.
Ao mesmo tempo, a Chucri Zaidan concentra negociações de maior porte, o que evidencia seu papel crescente no mercado corporativo. Leia também: Faria Lima, Chucri Zaidan e Vila Olímpia: conheça as locações do 4º trimestre
Movimento de migração sustenta ocupação
O relatório do BTG destaca a continuidade do chamado flight-to-price. Nesse contexto, empresas migram para edifícios mais modernos em regiões alternativas, buscando melhor relação entre custo e qualidade.
Como resultado, áreas fora dos eixos tradicionais ganham tração. Esse movimento amplia a ocupação e contribui para o equilíbrio do mercado como um todo.
Além disso, os preços de aluguel avançaram no agregado. Proprietários mantêm postura firme nas negociações, apoiados pela oferta limitada de grandes lajes e pela demanda resiliente.
Apesar do cenário positivo, a Vila Olímpia deve enfrentar aumento pontual de vacância nos próximos trimestres. Devoluções relevantes já mapeadas pressionam a ocupação no curto prazo.
Ainda assim, o impacto tende a permanecer localizado. O BTG avalia que esse movimento não compromete o equilíbrio geral do mercado de escritórios premium em São Paulo.
Notícia do MoneyTimes
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