Conteúdo Exclusivo – Por Ellen Costa
Pinheiros, Chucri Zaidan, Nova Faria Lima e Paulista são destaques no último ano; Chácara Santo Antônio registra enorme absorção líquida em 2025, enquanto na Vila Olímpia a taxa de vacância subiu no último ano e no 3º trimestre.
São Paulo, 07 de outubro de 2025 – O mercado de escritórios Classe A em São Paulo apresentou movimentos distintos entre o 3º trimestre de 2024 e o 3º trimestre de 2025, de acordo com dados da Buildings já disponíveis para consulta na plataforma CRE Tool.
As métricas de vacância, absorção líquida, novo estoque e preço médio pedido de locação, analisadas no período, variaram de forma significativa entre as principais regiões corporativas da cidade. Assim, revelaram um cenário de consolidação em algumas áreas e de ajustes em outras.
O grande destaque do último ano foi a alta nos preços de aluguel nas regiões de Pinheiros, Chucri Zaidan, Nova Faria Lima e Paulista, regiões consolidadas de São Paulo.
A Vila Olímpia apresentou retração. Já a Berrini demonstrou uma trajetória de melhora.
Escritórios Classe A em São Paulo: Chucri Zaidan, Nova Faria Lima e Paulista
De forma geral, a Chucri Zaidan, que havia registrado forte absorção em 2024 (66.806 m² no ano e 25,8 mil m² no 3T/2024), mostrou desaceleração em 2025. No acumulado do ano, a absorção líquida soma 28.559 m², mas o trimestre analisado teve resultado negativo de 1,9 mil m², ou seja, a região teve devoluções de espaços de escritórios.
Ainda assim, a taxa de vacância recuou de 22,15% para 17,67%, enquanto os preços médios pedidos subiram de R$ 97,32 para R$ 104,22.
Também não houve novo estoque entregue na região, sugerindo que o movimento reflete ajustes de oferta já existente.
A Nova Faria Lima, região mais cobiçada de São Paulo, manteve estabilidade com taxas de vacância em níveis baixos: 9,67% no 3T/2024 e 9,24% agora. A absorção líquida do trimestre caiu de 5,2 mil m² para 1,3 mil m², mas o acumulado em 2025 até agora (8.559 m²) ainda é próximo ao total de 2024 (11.098 m²).
Além disso, os preços médios pedidos também avançaram de R$ 252,70 para R$ 259,68, um aumento de aproximadamente 2,76%, reforçando a força da região mais valorizada da cidade.
Importante destacar que essa região recebeu um volume expressivo de novo estoque: 33,6 mil m² em 2024 e apenas 5,1 mil m² em 2025 (até agora), o que pode explicar parte do ajuste na absorção líquida e na movimentação dos preços.
Paulista evidencia consistência
Na Paulista, os números evidenciam consistência. A taxa de vacância diminuiu de 13,65% para 10,43% no último trimestre. Por outro lado, a absorção líquida reduziu de 15,8 mil m² no 3T/2024 para 7,2 mil m² no 3T/2025.
No entanto, o acumulado desse indicador aponta avanço: 45.074 m² em 2024 contra 51.869 m² em 2025 (até agora). Outro destaque é o preço médio pedido, que cresceu de R$ 120,20 para R$ 139,27 o m². Para saber mais sobre os indicadores de escritórios, consulte a plataforma CRE Tool.
A Paulista recebeu 39,4 mil m² de estoque adicionado em 2024, com resultado zerado neste trimestre.
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Escritórios Classe A em São Paulo: Pinheiros, Vila Olímpia e Berrini
Em Pinheiros, a dinâmica foi de relativa estabilidade. A taxa de vacância oscilou de 12,65% no 3T/2024 para 13,38% agora, enquanto a absorção líquida caiu de 16,8 mil m² para 7,3 mil m².
No entanto, o desempenho acumulado da absorção líquida foi melhor em 2024: 35.424 m² em (na somatória de três trimestres positivos deduzindo um negativo) contra 26.736 m² até agora.
Por outro lado, o preço médio pedido de locação subiu de um ano a outro: de R$ 158,20 para R$ 166,40, um crescimento de aproximadamente 5,14%.
A Vila Olímpia apresentou retração.
A taxa de vacância subiu de 11,34% para 13,14%, e a absorção líquida foi negativa em 420 m² no 3T/2025. No acumulado do ano, o cenário também se inverteu. Saiu de 11.615 m² positivos em 2024 para um resultado negativo de 1,4 mil m² em 2025 (até agora).
O preço médio pedido recuou levemente, de R$ 141,72 para R$ 139,05.
Por fim, a Berrini mostrou trajetória de melhora. A taxa de vacância caiu de 16,08% no 3T/2024 para 12,04% no 3T/2025, com absorção líquida de 3,9 mil m² para 2,2 mil m² no trimestre.
Ainda que menor no período, o acumulado da absorção líquida aponta crescimento: 29.852 m² em 2024 e 13.416 m² até o 3T/2025. Além disso, o preço médio de locação se valorizou, saindo de R$ 78,60 para R$ 85,66 o m².
Na Chácara Santo Antônio, na zona sul da cidade, a taxa de vacância caiu de 48,40% no 3T/2024 para 33,60% no 3T/2025, acompanhada de uma absorção líquida que saltou expressivamente de apenas 16 m² há um ano para 14,2 mil m² agora.
Também houve destaque no acumulado de absorção líquida em 2025: entre o 1T e o 3T de 2025, o resultado alcançou 30.833 m² (até agora). Noutras palavras, após um período, a região voltou a ter locações, a exemplo da XP e Arrise iGaming (que alugaram no edifício Julieta).
Essa região não recebeu novo estoque em nenhum dos períodos analisados, o que indica que a melhora ocorreu por ocupação de espaços existentes. Leia também: Buildings divulga prévia dos dados do 3º tri e destaca avanço nos setores de escritórios e logística
Estabilidade de preços e baixa vacância
No comparativo geral, a análise da Buildings mostra que regiões consolidadas como Paulista, Nova Faria Lima e Pinheiros mantêm estabilidade e preços de aluguel em alta. Por outro lado, a Chácara Santo Antônio e a Berrini avançaram em absorção e redução de vacância.
Já a Chucri Zaidan sofreu desaceleração após forte performance em 2024.
Assim, o mercado de escritórios Classe A em São Paulo demonstrou em 2025 uma transição. Enquanto algumas regiões se consolidam com estabilidade de preços e baixa vacância, outras ainda enfrentam oscilações significativas, refletindo ajustes naturais após dois anos de resultados contrastantes. Para saber mais sobre os indicadores de escritórios, consulte a plataforma CRE Tool.
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