Conteúdo Exclusivo – Por Ellen Costa
Pinheiros se tornou a extensão natural da Faria Lima. Com vacância em queda e novos edifícios AAA em construção, o bairro atrai gigantes como Amazon e Nubank.
São Paulo, 7 de abril de 2026 – Pinheiros representa hoje muito mais do que um bairro tradicional de São Paulo. A região reflete uma lógica de ocupação urbana integrada, densa e conectada.
Assim, o bairro superou o antigo rótulo boêmio e residencial, assumindo nos últimos anos, um posicionamento como uma extensão natural de eixos corporativos premium, como as avenidas Faria Lima e Rebouças.
Nesse sentido, o mercado de escritórios corporativos em Pinheiros exibe números impressionantes, conforme dados atuais apurados pela Buildings.
Para se ter ideia, a região registrou mais de 60 mil m² de absorção líquida positiva em 2025. No primeiro trimestre de 2026, os dados da Buildings já apontam um resultado de 12,5 mil m². Saiba mais no CRE Tool
Na esteira de desenvolvimento, empresas dos setores de tecnologia, financeiro, saúde e serviços dominam as ocupações.
A exemplo disso, a Amazon pré-locou relevantes 39 mil m² no edifício Biosquare, ainda em construção. Com esse movimento, em breve a gigante também ocupará Pinheiros, além do Complexo JK (na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek).
Da mesma forma, o Nubank mantém múltiplas operações na região após alugar espaços no JK Square, que atingiu recentemente 100% de ocupação. Outras marcas globais como Uber e Shopee também escolheram a região para sediar suas operações.
Comparativo de custos e disponibilidade
No cenário atual, Pinheiros se destaca como uma das principais alternativas para empresas que buscam proximidade com a Faria Lima sem assumir os custos exorbitantes de aluguel do “miolo” financeiro.
Nesse sentido, o valor médio pedido alcançou R$ 168 por m² agora, ante R$ 158,50 do final de 2025, um aumento de cerca de 6%, com edifícios de maior padrão alcançando faixas entre R$ 220 e R$ 240 por m².
Já na Faria Lima, a média chega a R$ 307,00 por m² agora, com algumas transações recentes já ultrapassando R$ 400 por m².
Essa diferença de preços, aliada à proximidade geográfica — especialmente no eixo que conecta a região à Avenida Rebouças — tem impulsionado a migração e expansão de empresas.
| Indicador (1T/2026) | Pinheiros | Faria Lima |
| Preço Médio Pedido (todas as classes) | R$ 152,00/m² | R$ 283,00/m² |
| Taxa de Vacância (todas as classes) | 10,35% | 5,6% |
| Preço Médio Pedido (AAA) | R$ 158,00/m² | R$ 307,00/m² |
| Taxa de Vacância (AAA) | 8,96% | 6,6% |
Atualmente, o estoque de escritórios Classe A e A+ em Pinheiros reúne 44 edifícios, somando 675 mil m². Desse total, 35 imóveis estão prontos para ocupação. Além disso, a região ainda possui 41,7 mil m² disponíveis para locação nesse segmento.
Embora a oferta tenha avançado, a taxa de vacância apresenta uma trajetória de queda constante. No segmento que contempla todas as classes, o indicador caiu de 12% (4T/2025) para 10,35% (1T/2026). Trata-se do quarto trimestre consecutivo de redução.
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Já no segmento de alto padrão (A e A+), a queda foi ainda mais acentuada: de 11,65% (4T/2025) para 8,9% (1T/2026). Destaca-se que o indicador está em queda há nove trimestre consecutivos, apesar de novo estoque entregue em 2025.
Assim, o que se observa é que o mercado atingiu um nível equilibrado nos últimos trimestres. Esse cenário favorece proprietários em futuras negociações com novos inquilinos.
Além disso, a forte atividade construtiva, de 120 mil m² em desenvolvimento, justifica o visual de canteiro de obras que define o bairro nos últimos anos.
Por fim, Pinheiros agora disputa com a Vila Olímpia o posto de segundo polo corporativo mais relevante da capital. Com novos empreendimentos e pré-locações em curso, a região manterá seu ritmo de expansão acelerado. Para conhecer bem todos os indicadores da região, acesse o CRE Tool
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