Notícias do mercado imobiliário corporativo #286

Confira as últimas notícias do mercado imobiliário corporativo de São Paulo e outras regiões, abrangendo o período de 03/07 a 08/07/2026. Além disso, explore artigos e conteúdos relacionados que trazem insights valiosos sobre o setor. Para não perder nenhuma novidade, inscreva-se no canal da Buildings no YouTube clicando aqui.

Mercado Livre acelera expansão logística e amplia rede de centros de distribuição

06/07 – Transporte Moderno

O Mercado Livre intensifica sua expansão logística no Brasil com a abertura de 14 novos centros de distribuição ao longo de 2026. 

Com isso, a empresa elevará sua rede de unidades fulfillment de 34 para 48 empreendimentos, um crescimento de aproximadamente 50%. 

A iniciativa integra o plano de investimentos de R$ 57 bilhões anunciado para o país e acompanha o avanço contínuo do comércio eletrônico.

Além de ampliar sua infraestrutura, a companhia prevê a contratação de 28,2 mil profissionais. A expansão concentra-se em importantes polos logísticos do Sudeste e do Sul. Cajamar, em São Paulo, lidera a geração de empregos, seguida por Araçariguama e Governador Celso Ramos.

O movimento acompanha a evolução do e-commerce brasileiro e reforça uma tendência observada no setor imobiliário: operadores logísticos continuam ampliando suas áreas de armazenagem para reduzir prazos de entrega, aumentar a eficiência operacional e atender uma base cada vez maior de consumidores digitais.

Escritórios assumem papel estratégico e elevam produtividade

06/07 – Revista Buildings

Durante anos, muitas empresas apostaram no retorno obrigatório ao escritório como solução para recuperar produtividade, fortalecer a cultura organizacional e ampliar o engajamento das equipes.

Entretanto, os resultados mais recentes indicam um cenário diferente.

Pesquisa global da CIPD revela que 74% das empresas ainda mantinham o modelo híbrido em 2025. Além disso, 41% dos empregadores registraram aumento da produtividade, enquanto apenas 16% observaram queda no desempenho das equipes.

Destaca-se que o crescimento do presencial aconteceu porque muitas empresas redesenharam seus escritórios para oferecer colaboração, cultura, networking, aprendizado e experiência — elementos difíceis de reproduzir totalmente em casa.

Por isso, os especialistas falam cada vez mais em “destination office”: o escritório como um lugar onde o funcionário quer estar, e não apenas onde precisa bater ponto. 

Essa mudança de percepção aparece claramente nos números atuais do mercado paulistano.

Os dados do segundo trimestre de 2026, apurados pela Buildings, mostram que o estoque total de escritórios da cidade alcançou 12,5 milhões de metros quadrados (de todas as classes), dos quais 10,6 milhões já estão ocupados.

Além disso, a taxa de vacância caiu para 14,7% ante 15,4% registrado no trimestre anterior, enquanto a absorção líquida positiva chegou a 96,3 mil metros quadrados.

O movimento é ainda mais evidente nos edifícios de alto padrão. Para uma análise completa, acesse a Revista Buildings.

Escassez de escritórios triple A impulsiona aluguéis acima da inflação em São Paulo

07/07 – Metro Quadrado

O mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo entrou em um novo ciclo de valorização. 

Segundo Fernando Oliveira, fundador da Primaz, a combinação entre o retorno mais intenso das empresas ao trabalho presencial e a redução na entrega de novos empreendimentos criou um cenário de escassez de ativos triple A e double A. 

Como consequência, os aluguéis passaram a crescer acima da inflação.

De acordo com o executivo, além da Faria Lima — onde algumas locações já alcançam R$ 400 por m² —, a disponibilidade de áreas diminuiu na Avenida Paulista. 

Ao mesmo tempo, regiões como Marginal Pinheiros, com valores próximos de R$ 240 por m², e Berrini registram pressão de alta nos preços.

A valorização também alcança mercados que ainda apresentam vacância moderada. Na Chácara Santo Antônio, por exemplo, alguns contratos acumulam reajustes de até 40% após dois anos de correções limitadas à inflação. 

BGR amplia participação no Birmann 32 e aposta na valorização dos escritórios da Faria Lima

06/07 – Estadão

A BGR Asset concluiu a captação de R$ 42,8 milhões para o fundo imobiliário BGR B32 e ampliou sua participação no Birmann 32, conhecido como Prédio da Baleia, na Avenida Faria Lima. 

Com a operação, a fatia da gestora passou de 14,5% para 16% do empreendimento, avaliado em cerca de R$ 2,8 bilhões, ou aproximadamente R$ 44 mil por metro quadrado.

A participação adicional foi adquirida do empresário Rafael Birmann, que permanece com 34% do ativo. Outros 50% pertencem à Partage. 

Desde 2024, a estratégia da BGR consiste em adquirir participações em edifícios corporativos de alto padrão, revisar contratos de locação, capturar a valorização dos aluguéis e, posteriormente, monetizar os ativos.

Com esse movimento, a gestora alcançou R$ 3,5 bilhões em ativos imobiliários sob gestão. O portfólio reúne fundos voltados à geração de renda, valorização patrimonial e estratégias híbridas, refletindo o momento mais favorável para proprietários de escritórios corporativos de alto padrão em São Paulo.

Escritórios Classe A em São Paulo: vacância cai no 2T de 2026, enquanto aluguéis avançam

07/07 – Revista Buildings

O mercado de escritórios Classe A em São Paulo manteve a trajetória de crescimento no segundo trimestre de 2026. 

Os indicadores apontam queda da vacância na maior parte das regiões corporativas da cidade, acompanhada por reajustes nos preços médios pedidos de aluguel.

De acordo com dados da Buildings, disponíveis na plataforma Buildings CRE Tool, seis dos sete principais mercados analisados reduziram a taxa de vacância entre o primeiro e o segundo trimestre.

A Nova Faria Lima segue como o principal endereço corporativo do país. A taxa de vacância se manteve praticamente igual, enquanto o preço médio pedido avançou de R$ 307,79 para R$ 322,36 por m², aumento de aproximadamente 4,73%.

Dessa maneira, a região preserva o menor nível de disponibilidade entre os principais polos empresariais e amplia sua distância como o mercado mais valorizado da capital. 

Na sequência, Pinheiros confirmou o bom momento observado desde 2025.

A vacância recuou de 9,40% para 7,3%, enquanto o aluguel médio passou de R$ 164 para R$ 166 por m². Pinheiros absorveu mais de 46,7 mil m² de novos espaços de escritórios.

Já o novo estoque do período, de quase 40 mil m², do edifício Biosquare, foi entregue totalmente pré-locado para a Amazon. Para uma análise completa das demais regiões, como Paulista, Chucri Zaidan e Vila Olímpia, acesse a Revista Buildings.

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