Conteúdo Exclusivo – Por Ellen Costa
Com base nos dados do terceiro trimestre de 2025, o setor de escritórios em São Paulo mostra redução na taxa de vacância, crescimento na absorção líquida e alta nos preços de aluguel.
São Paulo, 21 de outubro de 2025 – Com os números do terceiro trimestre de 2025 atualizados e disponíveis para consulta na plataforma Buildings CRE Tool, é possível entender para onde o mercado de escritórios de São Paulo está caminhando.
Segundo dados da Buildings, o mercado imobiliário corporativo em São Paulo conta com aproximadamente 2.950 edifícios comerciais (Corporate e Offices, de todas as classes). Deste total, 1.648 são edifícios corporativos. Destacam-se 308 edifícios deste montante classificados como Classe A (alto padrão).
No terceiro trimestre de 2025, a taxa de vacância apresentou queda de 0,3 pontos percentuais, passando de 16,8% para 16,5%. Essa redução normalmente acompanha um aumento na absorção líquida.
Assim, neste período, a absorção líquida atingiu quase 64 mil m² (63.990 m²), indicando que mais espaços foram ocupados do que devolvidos.
Em números absolutos, o total de área ocupada em edifícios corporativos subiu de 10.278.000 m² para 10.327.000 m² de um trimestre a outro.
Já a queda anterior da vacância foi maior devido à absorção líquida significativamente elevada nos trimestres anteriores. No fim de 2024, a absorção líquida foi de 113,6 mil m² e, no segundo trimestre de 2025, de 122,1 mil m². Por isso, o ritmo atual reflete uma normalização após um pico.
Além disso, aproximadamente 40,4 mil m² de novos edifícios corporativos foram entregues nos últimos dois trimestres, distribuídos entre Nova Faria Lima, Pinheiros, Paulista e outros.
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Setor de escritórios de São Paulo: taxa de vacância, preço de aluguel, novo estoque Classe A
Focando no segmento Classe A, a taxa de vacância caiu de forma mais acentuada. Destaca-se também a evolução dos preços médios pedidos.
No primeiro trimestre de 2024, o preço médio de aluguel era R$ 101,60 por m². Hoje, o valor médio alcança R$ 120 por m², equivalente a um crescimento próximo de 20%, com regiões específicas registrando aumento ainda maior.
Na contagem geral de imóveis, perdemos três edifícios Classe A nesse trimestre, apesar das entregas recentes. Isso se deve ao processo de atualização trimestral das classificações promovido pela Buildings.
Assim, edifícios com mais de 20 anos de inauguração caem automaticamente para a Classe B, salvo decisão contrária do comitê de revisão. Portanto, a rotatividade acontece entre envelhecimento e novas entradas.
Mesmo assim, a absorção líquida no setor de escritórios Classe A permanece positiva, considerando apenas os edifícios em classificação vigente. A taxa de vacância no segmento teve pico de 23,5% no segundo trimestre de 2023 e, atualmente, está em 15,80%. Caso essa redução prossiga, é esperado um crescimento adicional nos preços pedidos de aluguel.
Absorção líquida, locações e devoluções de espaços
A análise histórica da Buildings confirma o caráter cíclico do mercado. Houve baixa vacância em 2012, aumento em 2016, queda gradual até 2020, seguida de alta devido à pandemia. Agora, o mercado está em fase de retomada com redução contínua da taxa de vacância, um indicador essencial para o setor.
Quanto à absorção líquida recente, embora tenha sido menor no último trimestre (55,3 mil m² ante 102 mil m² do anterior), permanece elevada. Esse movimento reflete a volta das empresas aos escritórios após devoluções feitas durante a crise sanitária. Muitas delas reocuparam espaços num prazo inferior a um ano.
Além disso, também registramos absorções relevantes no período, como na torre Julieta do complexo Romeo e Julieta, com ocupação significativa de 11,3 mil m² da empresa Arrise iGaming.
Por fim, também houve devolução pela Seven na torre D do Rochaverá, e forte ocupação na torre B do EZ Towers, além do QuintoAndar ocupando no Arquipeo, em Pinheiros.
Para ter acesso detalhado aos dados do setor de escritórios, acesse a plataforma CRE Tool da Buildings, uma poderosa ferramenta de inteligência imobiliária de dados.
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