Resumo da Semana: notícias do mercado imobiliário corporativo #002

Apresentamos abaixo as principais e mais recentes notícias do mercado imobiliário corporativo, além de artigos com temas relacionados.

Companhias desistem do home office em tempo integral

Dia 19 de novembro, Valor Econômico

Empresas brasileiras esboçam planos para receber um maior número de funcionários nos escritórios em 2021. O retorno tem sido considerado necessário para preservar a saúde mental de funcionários e a cultura das empresas.

Maurício Russomanno

Maurício Russomanno, presidente da Unipar. (Foto: Silvia Zamboni/Valor)

Na sede da holding Votorantim S.A., na zona Sul de São Paulo, cerca de 40% dos cerca de 80 funcionários estão executando suas atividades presencialmente. Segundo a empresa, o plano é que o trabalho presencial, com a disponibilidade da vacina e todos já seguros frente à pandemia, retorne aos 100%.

Na Unipar, maior fabricante de cloro-soda e segunda maior produtora de PVC na América do Sul, o home office em tempo integral deve ser uma realidade em 2021 apenas para a área de serviços ao cliente.

A questão da cultura, onde o presencial ajuda na cocriação e no engajamento, também pesa para a incorporadora MRV. O plano da empresa é manter um modelo de trabalho pós-pandemia, onde o presencial envolva mais de 85% da força de trabalho administrativa.

Fundos imobiliários reduzem perdas e têm melhor patamar desde a pandemia

Dia 18 de novembro, Valor Investe

Os principais fundos imobiliários do mercado brasileiro tiveram em outubro o melhor desempenho desde o início da pandemia, apontando para uma possível recuperação do segmento neste fim de 2020 e a partir de 2021.

Segundo um levantamento do buscador de investimentos Yubb, houve no mês passado uma redução significativa nas desvalorizações, que, até setembro, passavam de 20% nos fundos mais afetados – em outubro, o fundo com pior desempenho, o Mogno FOF, registrou queda de 8,72%.

Os cálculos consideram apenas o preço da variação da cota do fundo imobiliário, sem levar em conta eventuais distribuições de dividendos, e, no caso do acumulado de 2020, consideram os rendimentos até 6 de novembro.

Atacado pressiona e IGP-M acelera alta a 3,05% na 2ª prévia de novembro, diz FGV

Dia 18 de novembro, Reuters

Os preços das commodities voltaram a pressionar a inflação ao produtor e o Índice Geral de Preços ao Mercado, o IGP-M, registrou alta de 3,05% na segunda prévia de novembro, sobre avanço de 2,92% no mesmo período do mês anterior. Esses dados foram divulgados na última quarta-feira, 18, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

IGPM

REUTERS/Leonardo Benassatto

O Índice de Preços ao Produtor Amplo, o IPA, que responde por 60% do índice geral, subiu 3,98% no período, ante alta de 3,75% no segundo decêndio de outubro.

Segundo explicou em nota André Braz, coordenador dos índices de preços.

“O IPA, índice de maior peso no IGP, segue influenciado pelo comportamento das matérias-primas brutas – de 4,77% para 5,22%, onde estão as commodities, cujo aumento de preços vem influenciando mais a cadeia produtiva”.

BrMalls apresenta resultado misto, diz BB Investimentos

15 de novembro, Eu quero investir

O desempenho da BrMalls (BRML3) para o terceiro trimestre de 2020 pode ser considerado misto, segundo apontou relatório divulgado pelo BB investimentos.

plaza-shopping

Plaza Shopping. Crédito: BRMalls (BRML3)

Isso porque, em virtude dos impactos causados pela pandemia, as atividades da Companhia tiveram suas atividades limitadas.

Ao mesmo tempo, embora os resultados no terceiro trimestre esbocem uma recuperação, o financeiro foi negativamente impactado por provisões e pelo incremento de despesas financeiras.

O Ebitda da BrMalls atingiu R$ 99,4 milhões de reais no terceiro trimestre de 2019. Apesar de refletir uma queda de 58,2% no ano, na comparação trimestral mostrou fortes sinais de recuperação, avançando 147,3% sobre o trimestre anterior.

Já a margem Ebitda, que havia caído 24,4 p.p. na comparação ano a ano, avançou 26,2 p.p em relação ao trimestre anterior.

Top Picks: Após 2020 muito positivo, Magazine Luiza e Via Varejo devem entrar fortes em 2021

13 de novembro, Estadão

As empresas mais voltadas ao comércio eletrônico se destacam na Bolsa paulista, a B3, desde o início de 2020, e esse movimento até se reforçou com a pandemia de covid-19.

MAGAZINE LUIZA

Recuperação das vendas nas lojas físicas do Magalu. Foto: Daniel Teixeira/Estadão

O motivo foi a necessidade de isolamento que fez com que as pessoas aumentassem o consumo via canais digitais. Para o próximo ano, os analistas do mercado financeiro esperam que estas companhias continuem entregando bons resultados e, consequentemente, maiores retornos aos acionistas. Neste contexto, Magazine Luiza e Via Varejo aparecem como preferidas do público.

Para Mario Roberto Mariante, analista da Planner Investimentos, a crise acabou acelerando alguns processos que estavam se desenvolvendo em um ritmo relativamente lento.

“Setores que ainda não utilizavam, de maneira ativa, o e-commerce como canal de vendas e não queriam ficar para trás tiveram de acelerar o processo, com investimentos em tecnologia e digitalização, para compensar o fechamento das instalações e afastamento social”.

Artigos Buildings

Antes de finalizar, convidamos que você também confira os últimos artigos publicados na Revista Buildings.

Nesta semana, trouxemos conteúdos exclusivos sobre:

A resiliência dos escritórios bem localizados em São Paulo

escritorio de são paulo

Com a pandemia do novo coronavírus e a imposição de uma nova postura nas relações de trabalho, diversas discussões surgiram em relação à utilização dos edifícios corporativos. Isso abriu espaço para alguns questionamentos sobre a resiliência do setor.

A proposta deste artigo é apresentar, de forma resumida, o que vem sendo conversado nos últimos meses sobre a ocupação dos edifícios corporativos classe A em localizações estratégicas da cidade e o potencial efeito do home office sobre eles.

Para conferir na íntegra, clique aqui.

Remediação sustentável como obrigatoriedade para o real estate

Destinação segura para áreas contaminadas pode ter um olhar “verde” e contribuir para valorização dos empreendimentos.

Cidades como São Paulo têm histórico fabril que garantiu progresso e desenvolvimento. Nos dias atuais, apesar do legado positivo, lidamos também com uma herança no que diz respeito a áreas contaminadas. Segundo dados disponibilizados pela CETESB referentes a 2019, o estado de São Paulo tem 6.285 áreas cadastradas, sendo aproximadamente 1.775 remediadas para uso declarado, 1.429 em processo de remediação e 226 em processo de reutilização.

A quantidade de áreas reutilizadas cresceu 205% de 2016 para 2019. Isso mostra a importância que tem para a reurbanização, o complemento dos equipamentos urbanos e o atendimento às demandas atuais das cidades.

Para conferir na íntegra, clique aqui.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dezessete − 11 =