Resumo da Semana: notícias do mercado imobiliário corporativo #007

Apresentamos abaixo as principais e mais recentes notícias do mercado imobiliário corporativo nesta primeira semana de janeiro, além de artigos com temas relacionados.

Incertezas turvam cenário para o PIB em 2021

06/01 – Valor Investe

A recuperação da economia brasileira em 2021 é observada com bastante cautela por analistas, seja entre aqueles que acham que o consumo poderia liderar o processo, seja para quem espera uma retomada pelos investimentos. O cenário é repleto de incertezas na saúde, no mercado de trabalho e nas contas públicas. 

Projeções para o Produto Interno Bruto, o PIB, acima de 3% podem parecer fortes em um país que cresceu um pouco acima de 1% nos anos pré-pandemia, mas, descontada a herança estatística de 2020, sobra pouco espaço para um “avanço efetivo” da atividade em 2021.

O cenário atual da A.C. Pastore & Associados para o PIB deste ano, de alta de 4,5%, já se tornou um teto, afirma a economista-chefe da consultoria, Paula Magalhães. 

A previsão é de contração de 4,1% em 2020, o que deixando 4,1% de carregamento estatístico para 2021- ou seja, se a atividade ficar estacionada no nível do fim de 2020 e não avançar nada neste ano, já cresceria 4,1%. Isso implica num crescimento médio trimestral de apenas 0,2% em 2021.

Um dos desafios enfrentados é o fim do auxílio emergencial, que se soma à taxa de desemprego elevada e à falta de segurança causada pela pandemia. 

“As pessoas, com medo de consumir certos serviços, migraram para o consumo de bens, mas havia a ajuda do auxílio, que não existiria agora”, lembra a economista, Paula Guimarães. 

Ela observa ainda que o PIB per capita deve ficar 9,7% abaixo do primeiro trimestre de 2014. “A gente engatou uma crise na outra, é difícil ficar otimista.”

O juro real (descontada a inflação) até negativo pode fomentar investimentos, mas o nível de incerteza é muito elevado, o que mantém as taxas deprimidas, avalia Paula. 

Amazon quer 85 aviões para entrega de encomendas até 2022

05/01 – Olhar Digital

A Amazon quer expandir sua rede destinada a logística de distribuição entre centros de entregas para 85 aviões até 2022. Esse plano avançou mais um degrau na última terça-feira, dia 5, com a compra de onze aeronaves Boeing 767-300 da Delta e WestJet.

O Amazon One foi o Boeing 767-300 que inaugurou a Amazon Air, em 2016

Os aviões entrarão em operação na Amazon Air até 2022 e representam a primeira aquisição de veículos por parte da empresa. Lançada em 2016, a esquadrilha conta com aeronaves alugadas e próprias.

Atualmente, mais da metade das entregas nos EUA são atendidas pela rede de logística, que pretende dar à empresa a possibilidade de encerrar sua parceria com a FedEx e a UPS.

Segundo afirmou Sarah Rhoads, vice-presidente da Amazon Global Air.

“Ter uma combinação de aeronaves arrendadas e próprias nos permite gerenciar melhor nossas operações, o que por sua vez ajuda a manter o ritmo no cumprimento das nossas promessas aos clientes”.

Quatro aeronaves adquiridas da WestJet em março passado estão atualmente passando por conversão – deixam de ser aviões de passageiros para transportar apenas carga – e devem entrar em funcionamento ainda em 2021.

Mercado de galpões logísticos seguirá com forte ritmo de crescimento em 2021

05/01 – O Semanário

O mercado de construções logísticas sai fortalecido da pandemia. A própria crise econômica – que levou donos de escritórios, galpões ou lojas a se desfazer de ativos para reforçar o caixa e evitar a negociação de dívidas – e o crescimento do e-commerce em mais de 70%, foram fatores que contribuíram para que a busca por galpões e condomínios logísticos desse um salto. 

Em 2020, as locações desses espaços tiveram um aumento de 134% entre janeiro e setembro, em relação a igual período de 2019. E, com a menor taxa de vacância já registrada pelo setor, a expectativa é que esse mercado continue crescendo em 2021.

“A estratégia de venda de ativos imobiliários tem sido uma alternativa vantajosa para empresas que precisam de caixa diante da crise que vivemos. E esse movimento deve continuar”, afirma o empresário Leonardo Martins de Almeida, CEO da Araguaia Empreendimentos.

Pesquisa da consultoria JLL mostra que a vacância no segmento atingiu o menor patamar desde o início de sua série histórica em 2013. Foi registrada média de 17% em todas as regiões monitoradas pela pesquisa, predominantemente São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. 

Em 2021, a taxa deve cair ainda mais, chegando a 15% no Brasil e a 9% no Rio de Janeiro. Em São Paulo, a vacância está próxima de zero, o que reforça a tendência de crescimento do setor. 

Fundos imobiliários têm crescimento de 76% no total de investidores

04/01 – Estadão

Impulsionados pela taxa de juros baixa, os fundos de investimentos imobiliários, os FIIs, registraram até novembro de 2020 um crescimento de 76,1% na base de cotistas em relação ao ano anterior.

Esse ânimo segue tendência vista em 2019, quando o número de investidores já havia mais que triplicado em relação ao ano anterior. O apetite pelos fundos imobiliários cresceu em um mercado sem alternativas atrativas para a renda fixa.

Para especialistas, não será surpresa se nos próximos cinco anos o número de pessoas físicas em fundos imobiliários alcançar entre 5 milhões e 10 milhões de investidores.

O segmento corresponde hoje a menos de 2% do total da indústria brasileira de fundos de investimentos e, por isso, as perspectivas de que ele tome espaço nas carteiras que buscam diversificação são boas. 

O mercado se mostra atento ao potencial de crescimento, mas cauteloso. O número de fundos novos registrados em 2020 na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) cresceu 12,9%. Em relação à ofertas novas, foram 70 em 2020, mesma quantidade do ano anterior.

Passada a fase mais crítica da pandemia, o segmento dos fundos imobiliários que menos se abalou foi o residencial. 

O novo escritório: empresas miram interação social no contrafluxo do home office

03/01 – Estadão

A pandemia trouxe ao menos uma certeza para empresas focadas em inovação e ligadas em transformação digital. escritório no formato tradicional, para cumprir expediente em frente ao computador das 8h às 18h, ficou no passado. 

Walter Galvão Neto, sócio-fundador da consultoria Ioasys, na sede da empresa.

A tendência é existir cada vez mais lugares voltados a promover o encontro de pessoas e não servir apenas como estação de trabalho. O período enfrentado em home office (ainda em discussão) serviu para chefes e equipes se prepararem para uma jornada híbrida, com capacidade para superar as dificuldades de formas presencial e online.

A mudança, claro, não é uma novidade pensada a partir do coronavírus. Grandes empresas e startups nacionais, inspiradas em polos internacionais de inovação como o Vale do Silício, nos Estados Unidos, vêm nos últimos anos promovendo essa transformação arquitetônica. O surto de covid-19 tornou ainda mais urgente o movimento.

A Ioasys, empresa de consultoria e transformação digital, nasceu em Belo Horizonte, em 2012, com um escritório que servia como estação de trabalho e espaço para interação. Em 10 de março de 2020, a startup inaugurou uma unidade moderna na zona sul de São Paulo, mas não deu tempo de aproveitar a novidade. 

Dois dias depois, tiveram de fechar as portas por causa da pandemia. Walter Galvão Neto, sócio da empresa e Gilson Vilela Jr, parceiro de negócio, haviam investido R$ 2 milhões no projeto de expansão.

Para enfrentar o período online, promoveram inovação e também mantiveram hábitos corriqueiros feitos presencialmente, como o café de toda equipe no final da tarde, agora com cada um em frente ao seu computador. Não era a mesma coisa, obviamente. Mas essa nova realidade serviu para validar uma ideia.

ARTIGOS DA BUILDINGS

Antes de finalizar, confira também os últimos artigos publicados na Revista Buildings. 

Nesta primeira semana útil do ano, já disponibilizamos um vídeo com os números e a performance do mercado de escritórios de Salvador.

Além disso, no dia 31/12, trouxemos um vídeo e um artigo sobre os 10 acontecimentos que marcaram o mercado imobiliário em 2020. Falamos sobre taxa de vacância, consolidação do home office, absorção líquida com recorde negativo em São Paulo, o crescimento e a expansão do setor logístico e dos fundos imobiliários, entre outros temas.

Para ler o artigo na íntegra, clique aqui. Confira também o vídeo abaixo:

Você também pode conferir as notícias pelo Youtube:

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