Resumo da Semana: notícias do mercado imobiliário corporativo #017

Apresentamos abaixo as mais recentes notícias do mercado imobiliário corporativo nesta segunda semana de janeiro, além de artigos com temas relacionados.

Segmento imobiliário tem usado IPCA para reajustar contratos de aluguéis

16/03 – Valor Investe

O pesadelo da pandemia volta a assustar o mercado de fundos imobiliários, com o fechamento de shoppings, lojas e o adiamento da volta aos escritórios.

Mas, além das incertezas ligadas à segunda onda da crise da saúde, outro fantasma assombra o mercado de locação corporativa: desde o ano passado o indicador mais usado para reajustar contratos de aluguéis tem rondado patamares perto de 30% ao ano.

Para o sócio-fundador da Hedge, André Freitas, o nível do referencial, associado a uma crise como pano de fundo, tem levado o mercado a se ajustar.

O gestor explica que os proprietários se mostram dispostos a negociar. Segundo ele.

“Tenho visto muita a troca do IGP-M pelo IPCA, algumas provisoriamente, mas boa parte em definitivo. Mas ainda não está ocorrendo uma migração para imóveis mais baratos, porque as negociações têm funcionado”.

O segmento de lajes corporativas pode viver período mais difícil que o esperado em 2021 não só por conta do IGP-M.

Conforme o gestor, há situações específicas nas quais os locadores têm conseguido repassar o IGP-M de maneira integral.

“São os casos de contratos firmados logo após a recessão [entre 2015 e 2017], quando o mercado estava deprimido e os proprietários tiveram de oferecer descontos e carências que atingiam 18 meses em alguns casos”.

Copom surpreende e eleva Selic a 2,75% na primeira alta em 6 anos

17/03 – Folha de S.Paulo

A escalada persistente dos preços levou o Copom, o Comitê de Política Monetária, do Banco Central, a elevar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,75 ponto percentual, a 2,75% ao ano.

Sede do Banco Central, em Brasília – Sérgio Lima – 20.set.2013/Folhapress.

Isso ocorreu na última quarta-feira, dia 17.

A Selic estava em seu menor patamar desde agosto do ano passado, a 2% ao ano, como resposta à crise gerada pela pandemia.

A decisão de aumentar os juros surpreendeu porque veio acima das expectativas do mercado. A maior parte dos economistas consultados esperavam elevação de 0,5 ponto – alguns apostavam em uma alta mais gradual, de 0,25.

O comitê justificou que os indicadores recentes de atividade econômica mostram recuperação da economia e que as expectativas de inflação foram revisadas para cima.

Segundo o texto, uma alta mais acentuada da taxa de juros reduz a probabilidade de que a meta não seja cumprida este ano.

“Os membros do Copom consideram que o cenário atual já não prescreve um grau de estímulo extraordinário, com juros muito baixos. O Produto Interno Bruto, o PIB, encerrou 2020 com crescimento forte na margem, recuperando a maior parte da queda observada no primeiro semestre, e as expectativas de inflação passaram a se situar acima da meta no horizonte relevante de política monetária”, pontua o comunicado da decisão.

Magazine Luiza, B2W ou Via Varejo: quem levou a melhor em 2020?

18/03 – CNN Brasil

O grande destaque para o setor varejista em 2020 foi a corrida para oferecer o melhor serviço nas vendas online.

Ao mesmo tempo, as empresas precisaram aprender como aproveitar melhor as lojas físicas, que passaram um bom tempo de portas fechadas.

O e-commerce foi um dos poucos setores que cresceram com a pandemia. Segundo a Mastercard, as vendas online cresceram 75% no Brasil. A XP Investimentos ainda espera crescimento de 32% do comércio eletrônico em 2021.

Diante disso, vimos resultados positivos nos balanços das grandes varejistas brasileiras. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) da Via Varejo em 2020 foi de R$ 2,9 bilhões de reais.

O do Magalu apresentou R$ 1,5 bilhão de reais e a B2W R$ 950 milhões de reais.

Apesar dos fortes números da Via Varejo, 2020 tem outro dono: o Magazine Luiza. Esta é a opinião da maior parte dos especialistas consultados, embora o Magalu não seja unanimidade.

Para especialistas, o Magazine Luiza foi o escolhido pelo enorme potencial de gerar valor usando as lojas físicas. A empresa é pioneira na estratégia de integração das lojas com o e-commerce. E, mesmo com as restrições de circulação, as vendas cresceram 11% nas lojas físicas.

Segundo afirma Luiz Claudio Dias Melo, sócio-diretor da consultoria 360 Varejo.

“É o Magalu quem manda no negócio chamado omnichannel (integração de canais), mesmo com a pressão dos concorrentes chegando forte. É impressionante como a empresa apresenta boas notícias um trimestre após o outro”.

Lucas Carvalho, analista da Toro Investimentos, considera que a Via Varejo foi a empresa de melhor desempenho entre as gigantes do varejo no ano passado.

“A Via Varejo foi o principal destaque pela transformação da companhia, que precisou de uma agilidade imensa para direcionar os esforços para as vendas online”.

Parece que a estratégia de transformação da empresa vem dando certo. A varejista viu seu e-commerce crescer 174% em 2020. Seu marketplace teve crescimento de 84%. Já o Ebitda foi multiplicado por 2,7 e chegou a R$ 2,9 bilhões de reais no ano passado.

Nessa corrida, a B2W corre por fora, por enquanto.

É verdade que a dona da Americanas.com e Submarino apresentou sinais de recuperação no quarto trimestre, quando reportou lucro de R$ 16 milhões de reais após uma longa série de prejuízos.

Por atuar apenas no e-commerce, diferentemente de suas principais concorrentes, a B2W foi beneficiada pelo boom do comércio eletrônico e não precisou se preocupar com o desempenho de lojas físicas.

Segundo Luiz Claudio Dias Melo, sócio-diretor da consultoria 360 Varejo.

“A B2W e a Via Varejo estão criando uma forte pressão no Magazine Luiza. A briga parece ter finalmente esquentado”.

Mercado de escritórios de alto padrão termina 2020 com vacância alta

14/03 – Folha de S.Paulo

A taxa de vacância dos imóveis comerciais de alto padrão em São Paulo fechou o ano de 2020 em alta e deve subir ainda mais a partir do segundo trimestre. Isso porque serão colocados no mercado cerca de 130 mil metros quadrados em lajes de escritórios.

O percentual de espaços vagos está entre 17,2% e 22,4%, dependendo da consultoria.

De 16,1% no último trimestre de 2019, a Newmark projeta que a vacância em São Paulo tenha chegado a 20,8% ao fim do ano passado.

O cálculo considera um estoque de 4,89 milhões de metros quadrados, entre imóveis premium (os triple A, no jargão do mercado) nas regiões mais cobiçadas, como o eixo Berrini-Chucri Zaidan e a Faria Lima, e os demais padrões.

Nos cálculos da consultoria Buildings, a taxa de vacância desses imóveis em São Paulo está em 17,2%.

O estoque total de edifícios corporativos na capital paulista chega a 11,2 milhões de metros quadrados, distribuídos em 1.560 prédios. Desses, apenas 247 são considerados de alto padrão.

Para a JLL, ficou em 22,4%.

A adoção do home office e a crise econômica decorrente da pandemia foram fatores de pressão sobre o índice de espaços vagos, mas não os únicos.

A oferta também cresceu em 2020, ao mesmo tempo em que as empresas entregavam espaços ou desaceleravam contratações.

Em seu relatório, a JLL diz que, apesar do saldo negativo, regiões como Faria Lima, Paulista e Chácara Santo Antônio terminaram o ano com ganho em área ocupada.

A Buildings também destaca a região da Faria Lima como uma das que tiveram aumento na absorção líquida em 2020.

De 1,257 milhão de metros quadrados ocupados no primeiro trimestre, em todos os padrões, a região fechou o ano com 1,273 milhões de metros quadrados.

No mercado de imóveis comerciais, Berrini, Faria Lima e Vila Olímpia são chamadas de regiões primárias premium.

Nessas áreas, apesar das devoluções terem crescido no ano passado, a oferta de prédios de alto padrão, os triple A, ainda é considerada baixa. Deve subir a partir das entregas previstas ainda para este semestre.

Para a WeWork, 2021 é o ano da virada

14/03 – Neo Feed

Reportagem publicada pelo jornal britânico Financial Times chamou atenção para o novo momento vivido pelo WeWork, até pouco tempo, a grande estrela do segmento de escritórios compartilhados.

Lucas Mendes, diretor-geral do WeWork no Brasil.

A companhia entrou em parafuso depois do turbilhão de problemas desencadeado por um IPO frustrado, no segundo semestre de 2019, que trouxe à tona problemas de governança, de estratégia e um histórico de resultados deficitários.

Mas vem encontrando a luz no fim do túnel a partir de mudanças geradas pela crise da saúde.

De acordo com a afirmação de Lucas Mendes, diretor-geral do WeWork no Brasil.

“Esse modelo de trabalho híbrido, que a gente vinha propondo há muito tempo, ganhou o mainstream. Está muito claro que você não precisa gastar duas horas no trânsito, mas as pessoas querem, em algum momento, ter um escritório”.

Ainda segundo o executivo, a aceleração dessa tendência já está se refletindo na operação brasileira, já que “as empresas com mais de mil funcionários já representam mais de 50% de nossos clientes”, afirma.

A lista inclui companhias como a Sky, que aderiu a essa tendência e firmou contrato com a WeWork no período.

Entre aberturas e fechamentos de unidades, hoje, o WeWork tem 32 unidades no mercado brasileiro. Antes de retomar os planos de expansão, a partir do segundo semestre, a empresa quer avaliar a aderências de produtos que estão sendo testados no País e que vão ao encontro dessas tendências, como a locação de espaços por hora.

ARTIGOS BUILDINGS

Antes de finalizar, também te convido para conferir os artigos e outros conteúdos na Revista Buildings e também no nosso canal no Youtube.

Nesta semana, publicamos um novo vídeo sobre Como escolher os FIIs de logística em 2021 Se interessa pelo assunto? Então confere abaixo:

E nos siga também nas redes sociais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

cinco × quatro =