Apresentamos abaixo as notícias mais recentes do mercado imobiliário corporativo, de 11/11 a 17/11, além de artigos e conteúdos com temas relacionados. Para se inscrever no canal da Buildings no Youtube, clique aqui.
Nova Faria Lima continua com o preço mais elevado da cidade de São Paulo
Recentemente trouxemos artigo com os dados do fechamento do terceiro trimestre de 2022 dos mercados de São Paulo, Rio de Janeiro e setor industrial. Todos com resultados melhores em alguns indicadores.
Agora é o momento de focarmos nas regiões consolidadas de São Paulo.
Como elas se comportaram no 3T de 2022 em relação à taxa de vacância, atividade construtiva, absorção líquida e média de preço pedido por m²?
De acordo com os dados apurados pela Buildings, o mercado de escritórios corporativos de alto padrão (Classe A) na cidade de São Paulo é composto por 273 edifícios. Esse número representa 4,7 milhões de m² de estoque total (dados do 3T/2022).
A região da Nova Faria Lima, a mais cobiçada e cara de São Paulo, possui atualmente 51 edifícios corporativos de alto padrão. Isso totaliza mais de 1 milhão de m² de estoque total.
A taxa de vacância na região no 3T/2022 ficou em 3,7% – segue abaixo dos 10% desde o segundo trimestre de 2018.
O preço de locação sempre foi um forte indicador de crescimento e/ou valorização de qualquer região.
Quando olhamos para a média de preço pedido, a Nova Faria Lima continua com o preço mais elevado da cidade: R$ 161,62 o m².
Motivado pela escassez de lajes corporativas disponíveis, a região apresenta grande procura e preços bem acima das demais regiões. Espaços que entram no mercado já possuem ofertas bem acima das demais, fazendo com que essa média suba ainda mais.
Além disso, no 3º trimestre de 2022, analisamos um aumento dos preços pedidos comparados ao trimestre anterior, considerando a oferta no mesmo edifício.
Em segundo lugar em questão de preço, aparece a região de Pinheiros com R$ 152,65. Ela é seguida da Paulista com R$ 116,63.
Para conferir uma análise completa das regiões, leia matéria na Revista Buildings.
Logística segue em alta e oferece oportunidade em FII com portfólio premium
Em um cenário repleto de incertezas, um setor que não decepcionou no mercado de fundos imobiliários (FII) em 2022 foi o logístico.
Entre os segmentos do Ifix, a cesta de fundos imobiliários de galpões logísticos sobe aproximadamente 8% no ano, com crescimento real dos dividendos.
Esse movimento não é à toa. Até 2021, o principal catalisador para o crescimento do setor foi a ascensão do e-commerce.
A partir deste ano, notamos uma desaceleração contundente da categoria. Mesmo assim, a demanda pela locação de galpões segue em patamar elevado.
A absorção líquida, por exemplo, métrica que calcula a diferença entre áreas locadas e devolvidas, caminha para o maior valor nos últimos dez anos.
Com isso, o estoque de metros quadrados tem crescido sequencialmente nos últimos trimestres.
De modo geral, o setor logístico vive um momento de expansão, com o aumento da atividade construtiva no país e a procura por galpões bem localizados e de alta qualidade.
Em algumas praças específicas, como Minas Gerais, Santa Catarina e Centro-Oeste, a vacância se encontra abaixo de 3%, de acordo com a Buildings.
Esse movimento tende a prosseguir no curto prazo. Especialmente quando tratamos da elevação dos aluguéis — fator que pode ser interessante para o investidor que busca renda.
FedEx Express anuncia a abertura de dois novos centros logísticos no Brasil
A FedEx Express, subsidiária da FedEx Corp, anunciou a abertura de duas novas instalações no Brasil, uma em Serra (ES) e outra em Conde (PB). Juntas, as unidades possuem mais de 50 mil m² e oferecem serviços logísticos e de transportes para dentro e fora do país.
O centro logístico de Serra (ES) foi projetado para incorporar operações de duas unidades no estado e suportar a expansão dos negócios. Para isso, a FedEx aumentou a área de armazenamento em cerca de 170% em relação à metragem anterior, totalizando 46 mil m².
O espaço foi desenvolvido com conceito Triple A e apresenta foco em sustentabilidade, com sistema de captação de água da chuva para reuso, cobertura que melhora a climatização do ambiente, iluminação em LED e estrutura para a instalação de placas fotovoltaicas para geração de energia.
O centro também tem 60 docas com eclusas (área segregada e gradeada para manter os processos de carga e descarga mais seguros) e 40 mil posições de paletes, atendendo operações de e-commerce e com licença para receber clientes da indústria farmacêutica.
Já a nova filial da Paraíba reúne as operações da FedEx das cidades João Pessoa e Conde. A unidade tem mais de 7 mil m² – 20% maior que a área dos outros dois centros de distribuição juntos –, e com sistemas de segurança e automação avançados.
Em junho deste ano, a FedEx inaugurou uma unidade em Campina Grande (PB) com mais de 5 mil m² para oferecer os mesmos serviços.
Central Capital está levantando R$ 1 bilhão para seu primeiro fundo
Thiago Costa, sócio da HSI que liderou transações emblemáticas em São Paulo, está abrindo sua própria gestora de private equity imobiliário. Com isso, ele aposta numa originação diferenciada, focando num segmento do mercado onde há menos concorrência.
A Central Capital está levantando R$ 1 bilhão para seu primeiro fundo – metade do total já está garantido pelo Credit Suisse, que terá exclusividade na distribuição. Além disso, vai participar do resultado da gestora por tempo limitado.
O fundo da Central vai investir em quatro segmentos: residencial (focado em incorporação), lajes corporativas, galpões logísticos e varejo.
O executivo discutiu o projeto com outros players de mercado, mas optou pelo CS justamente pela estrutura, que garante que a gestora continue independente.
“Os clientes estão procurando alocação em produtos alternativos com um boa proteção de capital e algum tipo de hedge inflacionário,” disse Rafael Gross, o head do wealth management do Credit Suisse.
A tese é basicamente comprar bem – e vender mais caro.
“A tese é fazer negócios oportunísticos em que o vendedor está estressado ou há alguma outra complexidade, mas o ativo é de alta qualidade”, explicou Thiago Costa.
VBI Prime Properties vende fatia na Torre B do Complexo JK
O Fundo Imobiliário VBI Prime Properties (PVBI11) anunciou na semana passada a venda de 20% da fração ideal que detinha na Torre B JK, integrante do Complexo JK na cidade de São Paulo, por R$ 237 milhões.
O imóvel está na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek e representava 15,43% da carteira do fundo. O nome do comprador não foi informado.

(Foto: Divulgação – VBI)
A parcela de 20% da fração ideal da Torre B do Complexo JK havia sido adquirida pelo fundo em junho de 2021 por R$ 30.150,00 o metro quadrado. O valor de venda foi de R$ 38.700,00 por metro quadrado.
Um sinal de R$ 165,9 milhões – equivalente a 70% do valor total – já foi pago ao fundo.
Outra parcela de R$ 35,6 milhões – 15% do total – tem prazo para pagamento em julho de 2023.
Os outros 15% restantes de R$ 35,6 milhões serão pagos 12 meses após a data de fechamento do negócio com correção monetária pelo IPCA.
Segundo a gestora VBI, a transação é a primeira alienação de ativo imobiliário do PVBI11 e gerou ao fundo uma Taxa Interna de Retorno (TIR) de 46,4%.
O cap rate da venda foi de 5,1%, de acordo com a VBI.
Para se inscrever no canal da Buildings no Youtube, clique aqui.
Deixe uma resposta