Resumo da Semana: notícias do mercado imobiliário corporativo #24

Confira abaixo as mais recentes notícias do mercado imobiliário corporativo, além de artigos com temas relacionados.

IGP-M: inflação do aluguel desacelera em abril, mas atinge 32% em 12 meses

29/04 – G1

O Índice Geral de Preços – Mercado, o IGP-M, desacelerou a alta para 1,51% em abril, ante avanço de 2,94% em março. Esta informação foi divulgada pela Fundação Getulio Vargas no último dia 29 de abril.

Imagem: Banco free

Com este resultado, o índice passou a acumular alta de 9,89% no ano e de 32,02% em 12 meses. Em abril de 2020, o índice havia subido 0,80% e acumulava alta de 6,68% em 12 meses.

Segundo afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

“Todos os índices componentes do IGP-M recuaram em abril. A desaceleração da taxa de variação dos combustíveis orientou o recuo da inflação ao produtor e ao consumidor. Apesar disso, a variação do IGP-M avançou mais em 12 meses, tendência que deve continuar até o próximo mês, dado que o IGP-M havia subido apenas 0,28% em maio de 2020”.

O resultado de abril ficou acima da mediana das estimativas de 29 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, de 1,35%, com intervalo das projeções indo de 0,83% a 1,58%.

O IGP-M é conhecido como ‘inflação do aluguel’, por servir de parâmetro para o reajuste da maioria dos contratos de locação residencial e comercial.

Ele sofre uma influência considerável das oscilações do dólar, além das cotações internacionais de produtos primários e matérias-primas.

Como será o novo escritório do Google para um mundo pós-pandemia

30/04 – Exame

Desde 2003, a sede do Google na Califórnia fica em um campus extenso, conhecido pelo nome de Googleplex. Com escritórios abertos e arejados, áreas de descanso e comida grátis, a gigante da tecnologia definiu um novo jeito de abrigar seus colaboradores.

Novas salas de reunião consideram conversas por videochamada (Cayce Clifford/The New York Times)

Hoje, o Google está redefinindo seu ambiente de trabalho mais uma vez, considerando a nova realidade e os novos costumes de seus colaboradores que passaram o último ano trabalhando de casa por conta da pandemia.

Os planos para mudar seu escritório começaram antes da crise da saúde.

A equipe do Google conversou com sociólogos que estudam a Geração Z e como alunos do ensino fundamental socializam e aprendem para tentar imaginar o que seus futuros funcionários iriam querer.

A empresa focou em três tendências: o trabalho pode acontecer fora do escritório; o que os funcionários precisam no local de trabalho está em constante mudança e esses espaços precisam ter mais do que mesas e salas de reunião.

De acordo com Michelle Kaufmann, líder do projeto.

“O futuro do trabalho que pensávamos que iria chegar daqui 10 anos, a covid-19 nos trouxe agora”.

O Google tem escritórios em 170 cidades e 60 países ao redor do mundo. Na Austrália, Nova Zelândia, China, Taiwan e Vietnã, os escritórios da gigante empresa foram reabertos com ocupação permitida para mais de 70 pessoas.

Escritório de elite terá mais ar livre, café, manicure e academia no pós-pandemia

30/04 – Folha de S.Paulo

O trabalho presencial nos escritórios vai voltar no pós-pandemia, mas precisará ser diferente.

Longas fileiras de mesas em baias fixas deverão ser substituídas por estações de trabalho móveis e maior distanciamento entre cada uma delas. A frequência também deverá ser outra, um reflexo de um ano em home office.

Foto: Carolina Daffara/Editoria de arte

Nos setores que ocupam o topo da pirâmide do mundo corporativo, como bancos, gestores de investimentos, empresas de tecnologia, auditoria, farmacêuticas, grandes escritórios de advocacia e multinacionais, a ida ao escritório precisará oferecer mais do que um espaço para o trabalho.

Martín Andrés Jaco, diretor-presidente da BR Properties, diz que o mercado passa agora a olhar para além das especificações técnicas que garantem aos edifícios a classificação “triple A”.

“Não se dava tanta ênfase a outras questões, como acesso ao transporte, serviços no prédio e no entorno. É necessário que haja academia, lavanderia, áreas verdes. Isso tudo passa a ter um valor muito grande. Além disso, esses serviços precisam funcionar em tempo integral. O modelo de trabalho mudou, e é necessário atender. Isso era uma tendência, mas agora foi acelerada”.

Na avaliação do executivo, os edifícios de escritórios de alto padrão precisam estar atualizados e ter condições de atender essas novas demandas – do contrário, ficarão para trás.

Para ele, esse será o diferencial para garantir a ocupação do novo estoque de prédios Triple A que deverá ser entregue em São Paulo ainda neste ano.

“As empresas precisam ter uma sede. Talvez elas precisem de escritórios menores, mas mais bem localizados. Nesse sentido, há carência de projetos de qualidade”.

A BR Properties é dona de duas torres no Parque Cidade, complexo de prédios de escritórios na Chucri Zaidan, e já está com 41% do espaço com pré-locação, ou seja, reservado para firmas que pretendem ocupar lajes no local.

Chefes querem trabalhadores de volta ao escritório, diz pesquisa

05/05 – Yahoo Finanças

Uma nova pesquisa da empresa de consultoria Accenture revelou que quase 80% dos executivos questionados gostariam que seus funcionários trabalhassem entre quatro e cinco dias presencialmente, do escritório, quando as limitações exigidas pela pandemia acabarem.

Imagem: Banco free

O levantamento foi realizado com 400 executivos do setor financeiro, na América do Norte.

Eles argumentam que o trabalho presencial facilita o treinamento de funcionários mais jovens na empresa, e que o distanciamento prolongado poderia afetar negativamente a “cultura corporativa”.

Por outro lado, segundo a pesquisa, muitos desses funcionários desejam manter o regime de trabalho remoto.

Mas não são apenas executivos no topo que querem voltar.

Segundo a empresa, jovens também têm desejo de treinamentos mais constantes e maior proximidade corporativa.

A pesquisa surge num momento em que, com o avanço da vacinação, empresas e executivos começam a planejar estratégias de retomada dos velhos espaços de escritórios.

Após segunda alta da Selic, veja o que fazer com seus investimentos

06/05 – Valor Investe

Após a decisão do Comitê de Política Monetária, o Copom, do Banco Central de aumentar a Selic, em março, a autoridade elevou a taxa básica de juros pela segunda vez consecutiva.

Isso ocorreu na última quarta-feira, dia 5.

Imagem: Banco free

A alta de 0,75 ponto percentual, para 3,50% ao ano, já era aguardada pelo mercado, pois o Copom já havia indicado a elevação no último comunicado. Apesar da expectativa ter se concretizado, o cenário pode mudar para o investidor.

As decisões de investimentos devem ser tomadas baseadas no que deve acontecer com a Selic daqui para frente, não na taxa atual. Isso importa porque o juro é referência para muitas aplicações financeiras de renda fixa, ou seja, quanto mais alto ele está, maior o retorno dos investimentos mais conservadores.

Para a próxima reunião do Copom, uma nova alta de 0,75 ponto deve chegar, levando a Selic aos 4,25% ao ano. Foi mantida no texto a expressão “normalização parcial da taxa de juros”.

Na última segunda-feira, dia 3, antes da decisão do BC, os agentes financeiros projetavam que a Selic subiria para 5,50% no final de 2021.

Já para o fim de 2022, a estimativa era que a taxa aumentasse para 6,25% ao ano.

O investidor deve ficar de olho no que o Relatório Focus da próxima segunda-feira vai mostrar, mas o fato é que, até agora, os analistas e economistas esperam que o juro continue sendo elevado.

Da última decisão do Copom para cá, não houve alterações significativas no cenário.

A inflação e os riscos fiscais seguem escalando e a dificuldade do governo para aprovar o Orçamento de 2021 prova isso, conforme analistas. Ou seja, o Banco Central continua com motivações para subir a Selic.

 

ARTIGOS BUILDINGS

Antes de finalizar, te convido para conferir os artigos e outros conteúdos na Revista Buildings e também no nosso canal no Youtube.

Na revista você encontra um artigo exclusivo sobre A transformação do workplace: os caminhos para as novas relações de trabalho.

Imagem: Banco free

E no nosso canal no Youtube você confere vídeos sobre o mercado de escritórios em várias cidades do Brasil.

Na nossa Série Cidades, já analisamos o mercado de escritórios de Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Recife.

Este é o sétimo vídeo da nossa Série Cidades, disponível no Youtube. Já analisamos o mercado de escritórios de Florianópolis, Curitiba, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Recife.

Confira os demais vídeos da Série Cidades:

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