Resumo da Semana: notícias do mercado imobiliário corporativo #40

Confira abaixo as mais recentes notícias do mercado imobiliário corporativo, além de artigos com temas relacionados.

Gestores ainda veem alto potencial para fundos imobiliários de logística

25/08 – Info Money

Os fundos imobiliários do setor de logística foram um dos mais beneficiados com a pandemia, com a necessidade de expansão rápida dos centros de distribuição das empresas de comércio eletrônico.

Mas ainda há grande potencial de valorização no longo prazo, diante do reajuste esperado para os aluguéis e do aumento da demanda das empresas por ativos com melhor qualidade e classificação de rating.

Essa, ao menos, é a forma como os especialistas Pedro Carraz, gestor de real estate da XP Asset Management, e Marcelo Fedak, CEO da BlueMacaw, avaliam o setor de mercado de fundos imobiliários.

Para Carraz, o segmento de fundos de galpões logísticos pode ser beneficiado diante da demanda crescente das empresas de comércio eletrônico.

Além disso, ele também destaca um movimento esperado para os próximos meses, conhecido como “fly to quality“, em que investidores buscam ativos de melhor qualidade e com melhor classificação de risco dentro do nicho.

“Hoje, boa parte dos galpões logísticos não é ‘triple A’. Acredito que deve ocorrer um movimento de ‘fly to quality’ e isso também deve impulsionar o mercado”, destaca.

Já Fedak observou que os valores dos aluguéis cobrados dos inquilinos de galpões logísticos seguem bastante depreciados. Segundo o CEO da BlueMacaw, a participação do comércio eletrônico dentro do varejo brasileiro também segue bem atrás de países emergentes, como a China, em que o e-commerce representa 50% do mercado, assim como de outros locais como Estados Unidos e Europa.

“A gente vai virar o que é Estados Unidos e Europa daqui a alguns anos. O comércio eletrônico deve representar entre 15% e 20% das vendas no varejo. É um setor interessante para estar posicionado.”

Villa XP deve ser lançada até o segundo semestre de 2022

24/08 – Folha de S.Paulo

A Villa XP, nova sede da corretora que será estabelecida em São Roque, São Paulo, deve ser lançada até o segundo semestre de 2022. Segundo Guilherme Benchimol, presidente do conselho de administração e fundador da XP, o lugar será utilizado para algumas práticas, como a integração de novos funcionários, treinamentos e trocas de práticas.

Imagem: Arne Müseler/Wikimedia

“Essa pandemia trouxe muitos aprendizados, principalmente que dá para trabalhar de um jeito diferente. Estamos fazendo o Silicon Valley brasileiro”, afirmou o empresário.

Além disso, a corretora adotará permanentemente um modelo mais híbrido de trabalho, que aceite o home office cada vez com mais frequência.

Dos 5.000 funcionários da companhia, 70% não estão mais concentradas em São Paulo.

De acordo com Thiago Maffra, presidente da XP, o objetivo desse modelo de trabalho é expandir a capacidade da companhia de atrair e reter talentos.

“Hoje temos 2.000 pessoas que entraram na XP durante a pandemia. Algumas delas nunca estiveram fisicamente em algum prédio ou escritório da XP e isso tem funcionado super bem”, afirmou.

Outro objetivo da XP é o de aumentar o seu alcance entre as empresas.

“São quatro grandes frentes que vamos expandir: crédito, seguros, serviços de banking e pessoas jurídicas. Vamos investir muito em pessoas jurídicas nos próximos anos, porque acreditamos que dá para fazer uma revolução nesse segmento”, disse Maffra.

De olho no pós-pandemia, Citi conclui reforma de R$ 150 milhões de reais em sede no País

24/08 – Estadão

O Citi concluiu a reforma milionária em sua tradicional sede no Brasil. Enquanto parte do setor financeiro migra para a região da Faria Lima, o banco americano preferiu modernizar o tradicional prédio na Avenida Paulista, em São Paulo, no qual está há 35 anos.

Foram R$ 150 milhões de reais de investimento. Ao menos nisso, a pandemia ajudou. Com o prédio esvaziado, as obras foram aceleradas. Um dos desafios do projeto era justamente fazer a reforma com os funcionários trabalhando no local.

O prédio do Citi foi todo remodelado e adequado a questões de distanciamento social e à sustentabilidade. Também passou a contar com espaços compartilhados, além do reforço tecnológico.

Atualmente, o Citi tem apenas 4% do seu time no Brasil em trabalho presencial. Agora, planeja como ocupar novamente a “nova sede”. A ideia é iniciar o processo entre o fim de setembro e o começo do quarto trimestre, e em etapas.

A vacina dará o tom, nas palavras do presidente do banco, Marcelo Marangon. No primeiro momento, os funcionários em trabalho presencial irão de 4% para 7%, 8% e depois para 10%. Avançando mais uma fase, pode chegar nos 30% e assim por diante.

Fundos imobiliários correm para substituir IGP-M

20/08 – Valor Econômico  

A aceleração do Índice Geral de Preços – Mercado, o IGP-M, que acumula alta de 33,83% em 12 meses, levou proprietários de imóveis e inquilinos a negociar a troca do indicador como referência no reajuste de contratos de aluguel pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA.

Gestores seguiram o mesmo caminho e buscaram alternativas para evitar sustos na indústria de fundos imobiliários.

Em março deste ano, profissionais já haviam antecipado os riscos que a alta do IGP-M poderia apresentar para o mercado.

“Gestores viram a nuvem a quilômetros de distância e começaram a manobrar o avião. Se a nuvem realmente se transformar em chuva, acho que podemos ter problemas isolados, mas longe de comprometer os fundos e trazer prejuízos irreparáveis”, diz o analista-chefe de fundos imobiliários da Suno Research, Marcos Baroni.

Na mesma linha, Camila Almeida, sócia-fundadora da Habitat Capital, ressalta que, enquanto muitos investidores comemoraram a alta do IGP-M, o mercado passou a ver o fenômeno como um ponto de atenção.

Isso porque, segundo a profissional, a escalada do indicador coloca em xeque o repasse total ao preço dos aluguéis e, nas poucas situações em que é feito, surge o risco de inadimplência, o que poderia provocar um aumento da taxa de vacância e comprometer os fundos imobiliários. Em sua avaliação.

“O IGP-M sempre foi usado no mercado imobiliário, mas, quando se fala de correção de aluguel, a variação do indexador muitas vezes está descolada da vida de quem sofre com o repasse”.

O IGP-M é composto pelo Índice de Preços por Atacado (IPA), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), cada um com peso de 60%, 30% e 10%, respectivamente.

Tais indicadores, por sua vez, medem a variação dos preços da economia, ponderando a produção, a exemplo de materiais de construção e commodities, que têm valores atrelados ao dólar, e consumo, como alimentos.

Metade de quem está em home office espera voltar ao escritório em 6 meses

23/08 – Estadão

O avanço da vacinação contra a covid-19 no Brasil tem mudado cada vez mais as expectativas no mercado de trabalho. Metade dos profissionais que atualmente trabalham em home office esperam retornar ao escritório nos próximos seis meses.

Os jovens com menos de 25 anos, chamados de geração Z, são os mais entusiastas dessa ideia por acreditarem que o presencial vai impulsionar a suas carreiras.

Essas percepções fazem parte do Índice de Confiança do Trabalhador, pesquisa realizada mensalmente pelo LinkedIn e divulgada na última segunda-feira, dia 23.

Das mais de 400 pessoas que responderam à consulta em julho, 51% afirmam que já foi comunicada que deve voltar ao escritório nesse período. Outras 40% dizem que receberam sinalizações de que poderão trabalhar em casa no longo prazo e/ou optar por horários flexíveis.

Voltar ao presencial é a chance que muitos enxergam para construir coletivamente, uma das características da geração Z. De acordo com a pesquisa, o que mais encoraja esse público são a ideia de avanço profissional e os benefícios oferecidos no ambiente.

Já os millennials, com idades entre 25 e 39 anos, são mais motivados pela oportunidade de colaborar pessoalmente e a socialização com colegas e clientes. Essa também é a percepção da geração X (entre 40 e 54 anos) e dos baby boomers (a partir dos 55 anos).

As diferenças geracionais também se apresentam na ideia de ter um espaço exclusivo para as tarefas do dia a dia. Enquanto os mais novos gostam dessa divisão, os 50+ não veem tanta vantagem, assim como não acreditam que serão capazes de tirar proveito dos benefícios do ambiente físico quando comparado ao trabalho remoto.

Os ventos a favor da retomada dos escritórios reforça o sentimento de confiança desses profissionais, cujo índice ficou em 63 pontos em julho.

ARTIGOS BUILDINGS

Antes de finalizar, te convido para conferir os artigos e outros conteúdos na Revista Buildings e também no nosso canal no Youtube.

Publicamos recentemente um artigo exclusivo sobre Como será o retorno gradativo aos escritórios. Para entender melhor o cenário, a visão das empresas e os dados de pesquisas recentes, confira artigo completo na Revista Buildings. Para conferir na íntegra, clique aqui.

E caso ainda não tenho conferido, nosso último vídeo é sobre Como o PIB influencia o mercado de escritórios.

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