Resumo da Semana: notícias do mercado imobiliário corporativo #39

Confira abaixo as mais recentes notícias do mercado imobiliário corporativo, além de artigos com temas relacionados.

Empresas planejam retornar ao trabalho presencial e híbrido este ano

17/08 – Valor Econômico

O retorno aos escritórios começa a se desenhar em maior número e empresas brasileiras se preparam para colocar em prática os modelos híbridos de trabalho. É o que mostra uma pesquisa realizada entre o fim de julho e o começo de agosto com 81 empresas de vários setores.

O levantamento, da It’sSeg, corretora de seguros especializada em gestão de benefícios, indica que 62% das empresas planejam o retorno presencial dos funcionários ainda em 2021.

Desse total, 40% querem fazê-lo ainda neste mês de agosto, 12% em setembro, 24% em outubro, 16% em novembro e 8% em dezembro.

De acordo com Thomaz Menezes, presidente da It’sSeg.

“Desde o segundo semestre do ano passado, ocorreram várias tentativas frustradas de planejamentos para um retorno. A demora na disponibilização das vacinas e os indicadores de adoecimento, entre outras coisas, impossibilitaram para a maioria das empresas efetivarem o retorno presencial, mesmo que em um formato híbrido”.

O modelo híbrido, que mesclará a possibilidade de trabalho no escritório com home office, será realidade para 82% das companhias que planejam o retorno neste ano. Pouco mais de 15% afirmaram que irão voltar totalmente presencial e 2% que permanecerão em home office.

Na avaliação de Menezes, as relações pessoais sofreram grande impacto com o home office.

Considerando aquelas que pretendem voltar este ano, 89% disseram que irão adotar a obrigatoriedade do uso de máscaras, 85% criarão maior espaçamento nos ambientes, 85% medirão temperatura e 54% irão flexibilizar horários de trabalho.

Mais de 60% delas trabalham com uma estratégia de retorno gradativo – sendo que 35% estão analisando faixa etária, 34% área da empresa, 6% cargos e 14% grupos de risco e com comorbidades em sua força de trabalho.

Aumento da taxa Selic x fundos imobiliários: o que fazer com seus investimentos?

18/08 – Info Money

Embora a alta da taxa Selic pelo Banco Central venha fazendo muita gente se voltar para as oportunidades na renda fixa, isso não significa que ativos de maior risco deixem de atrair cada vez mais novos interessados.

Os fundos imobiliários são um bom exemplo, com uma contínua atração de cotistas nos últimos meses, mesmo com os ganhos crescentes nos títulos públicos, por exemplo.

Dados da B3 mostram que, em julho, o nicho dos FIIs alcançou a marca de 1,44 milhão de investidores, número bem acima do total de 1,17 milhão de cotistas em dezembro de 2020 e dos 645 mil, ao fim de 2019.

Apesar da alta da Selic, com a taxa prevista para chegar em 7,5% até dezembro, segundo a expectativa do mercado financeiro, especialistas destacam que o rendimento esperado para os fundos imobiliários ainda segue bem acima em comparação com as taxas de juros reais de longo prazo, de títulos públicos indexados à inflação.

dividend yield (retorno com dividendos) médio anualizado dos fundos imobiliários que compõem o Ifix era de 8,9% até 13 de agosto, bem acima da taxa de juro real, ou seja, acima da inflação, de 4,4% paga pelos papéis Tesouro IPCA+ convencimento em 2035.

Para Maria Fernanda Violatti, analista de research e real estate da XP.

“Os fundos do Ifix estão sendo negociados em patamares atrativos e bem saudáveis”.

Ainda de acordo com explicação da analista, os títulos públicos de longo prazo, e não a Selic, são usualmente utilizados como parâmetro para avaliar a atratividade no segmento, uma vez que os fundos imobiliários também têm um horizonte maior para o desenvolvimento dos empreendimentos e a proteção contra a alta da inflação, pelo fato de os contratos de locação serem corrigidos por índices de preços.

Votorantim avalia investir em imóveis, saúde e saneamento

13/08 – Valor Econômico

A Votorantim vai diversificar ainda mais a sua atuação. O conglomerado brasileiro, que já tem empresas como a CBA (Companhia Brasileira de Alumínio), a mineradora Nexa e o Banco Votorantim sob o seu chapéu, está olhando com mais afinco para os setores de saúde, saneamento e mercado imobiliário.

Malacrida, diretor da Votorantim (Foto: Nilani Goettems/Valor)

O diretor financeiro da Votorantim, Sergio Malacrida, disse que a companhia fechou o segundo trimestre com caixa de R$ 5 bilhões de reais e alavancagem abaixo de 1 vez, o que permite entrar em qualquer segmento.

No setor de saúde, a Votorantim está olhando todos os elos da cadeia, desde laboratórios, hospitais a farmacêuticas.

Em saneamento, a empresa deve seguir a mesma estratégia da Votorantim Energia, que criou uma empresa para atuar no setor e assim realizar os investimentos.

O setor que está mais estruturado para novos investimentos, conforme Malacrida, é o imobiliário. A Votorantim criou este ano a Altre para desenvolver empreendimentos comerciais. O foco, segundo ele, é investimento em galpões e escritórios tanto no Brasil como no exterior. “Separamos ativos do grupo com vocação imobiliária e estamos buscando outros para desenvolver os projetos”, afirmou.

Fundo imobiliário Bresco Logística projeta dobrar de tamanho em 3 anos

14/08 – Exame Invest

Em quase dois anos desde a sua listagem na bolsa de valores, o fundo imobiliário Bresco Logística (BRCO11) passou por altos e baixos, especialmente por causa da pandemia. Mas, no geral, os resultados são positivos.

Entre os fundos do segmento, apenas o BRCO11 e um concorrente tiveram performance melhor do que a do índice de fundos imobiliários, o Ifix, no período, que registrou queda de 4,70%.

É o que afirma o sócio e CFO da Bresco, Rafael Fonseca.

Apesar da boa performance, atualmente a cota do Bresco Logística está abaixo do valor patrimonial, o que o gestor considera como algo “fora da curva” e pode representar uma oportunidade de entrada para investidores.

O fundo tem locatários importantes entre seus clientes, como Magazine Luíza e a Heineken. Fazem parte da sua carteira 11 empreendimentos, espalhados por seis estados.

Deles, 70% se enquadram no conceito de last mile, próximos do público consumidor, enquanto 50% estão localizados na cidade de São Paulo.

A estratégia vem dando certo, e o fundo estima que nos próximos três anos consiga obter galpões last mile suficientes para dobrar o tamanho do fundo. Hoje, o Bresco Logística tem patrimônio de R$ 1,6 bilhão de reais.

Apesar de serem constantemente assediados por outras empresas quando se trata dos projetos dentro da cidade, a Bresco acredita no potencial do mercado logístico na cidade.

“É uma mudança que vai durar muito tempo. Há um novo perfil de consumo e de utilização do e-commerce que demanda mais áreas de armazenagem na cidade, tendência que já observamos mais forte no exterior. O consumidor está mais exigente: quer receber mais rápido, e um frete mais barato”, disse.

No hipermercado do futuro, encher o carrinho de compras será só um dos programas

17/08 – O Globo

De olho nas mudanças de hábitos do consumidor, intensificadas pela pandemia, o Carrefour Property, braço imobiliário do Carrefour, pretende tornar o hipermercado parte de um complexo multiuso.

Alto das Nações. Primeira etapa do complexo será concluída em 2022 Foto: Divulgação

Com 310 imóveis próprios, incluindo supermercados, centros de distribuição, shoppings e galerias, a empresa deu a largada em sua proposta mais ambiciosa: a construção do Alto das Nações, em São Paulo, no local da primeira loja Carrefour no país, localizada no eixo Berrini/Chucri Zaidan.

O projeto inclui centro comercial com restaurantes, farmácia e serviços, torre comercial, prédio residencial e ampla área de lazer.

Segundo afirmou Yen Wang, CEO do Carrefour Property.

“O home office veio para ficar, mas nossa visão é que os negócios vão continuar e que as pessoas terão de voltar aos escritórios para algumas discussões. A diferença é que vão precisar de maior espaçamento e ventilação. É um projeto Triple A, de alto padrão, e vai competir com escritórios na Faria Lima ou em regiões mais adensadas”.

O executivo lembra que as gigantes on-line mergulharam no mundo das lojas físicas quando decidiram vender perecíveis. A Amazon criou a Amazon Go. O Alibaba abriu os supermercados high-tech Hema. São experiências que aliam tecnologia à loja física.

ARTIGOS BUILDINGS

Antes de finalizar, te convido para conferir os artigos e outros conteúdos na Revista Buildings e também no nosso canal no Youtube.

Nesta semana publicamos um artigo exclusivo sobre A nova era do facilities e como ela tem estimulado que as empresas ampliem suas ofertas de soluções.

Dentre os mais variados setores da economia, a área de facilities –serviços de infraestrutura como limpeza, desinfecção, portaria, gestão de áreas verdes e manutenção dentro de empresas e indústrias – sofreu diversas mudanças com a chegada da Covid-19. Esta impôs uma pandemia global jamais vista na era moderna da sociedade.

Com esse cenário, companhias e especialistas do setor, já está estimado no Brasil em US$ 16,4 bilhões (cerca de R$ 60 bilhões), precisaram se adaptar de forma muito rápida para oferecer soluções que atendessem às demandas do mercado e da sociedade. Estas informações aparecem na pesquisa realizada pela ABRAFAC, em parceria com a GlobalFM e conduzida pela Frost & Sullivan em mais de 40 países de todos os continentes*.

Apesar disso, assim como em qualquer crise, também há oportunidades.

Para conferir o artigo na íntegra, clique aqui.

Também publicamos artigo sobre Como será o retorno gradativo aos escritórios?

Nos últimos meses, a vacinação no Brasil se acelerou. Atualmente, mais da metade da população tomou, pelo menos, a primeira dose do imunizante contra a Covid-19.

Com isso, é conveniente deduzir que estamos adentramos a melhor fase desde que fomos acometidos por esta crise sanitária. O momento é de otimismo e expectativas positivas para dias melhores e para a retomada gradual das atividades econômicas.

Em São Paulo, maior centro empresarial do país, mais de 90% dos paulistanos acima de 18 anos já receberam ao menos uma dose.

Os efeitos da imunização começam a ser sentidos no sistema de saúde: no início deste mês, a ocupação dos leitos de UTI no estado foi menor do que 50% pela primeira vez em 2021.

Para conferir o artigo na íntegra, clique aqui.

Também publicamos um novo vídeo no nosso canal sobre Como o PIB influencia o mercado de escritórios.

 

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