Resumo da Semana: notícias do mercado imobiliário corporativo #41

Confira abaixo as mais recentes notícias do mercado imobiliário corporativo, além de artigos com temas relacionados.

Google adia novamente o retorno aos escritórios

31/08 – Money Times

Google, da Alphabet, está estendendo a sua política de retorno voluntário aos escritórios até janeiro do próximo ano, afirmou o presidente-executivo Sundar Pichai na última terça-feira, 31/08. Na ocasião, ele citou as incertezas causadas pela pandemia em muitas partes do mundo.

A rápida disseminação da variante Delta do coronavírus também está fazendo com que empresas reconsiderem as ordens de usar máscaras e políticas de vacinação.

“Depois de 10 janeiro, permitiremos que países e locais determinem quando encerrar o trabalho voluntário em casa, com base nas condições locais”, afirmou o executivo em e-mail aos funcionários.

Nas últimas semanas, empresas como Amazon.com e Lyft adiaram o cronograma de retorno aos escritórios até 2022 para trabalhadores norte-americanos.

Anteriormente, o Google já havia adiado a política de retorno aos escritórios de setembro para outubro.

Empreendedores voltam aos escritórios com regime híbrido e espaços menores

28/08 – Folha de S.Paulo

Com a suspensão das medidas de restrição na maioria dos estados, pequenas e médias empresas testam, ainda que lentamente, o retorno aos escritórios.

A volta ao trabalho presencial acontece gradualmente, com a implementação de modelos híbridos, a adoção de sistemas de rodízio e a continuidade do home office para parte da equipe.

A divisão do quadro de funcionários permitiu escritórios menores. E a redução dos gastos com condomínio e aluguel tem ajudado as empresas a prepararem o terreno para a reintegração do pessoal.

Segundo afirmou Leonardo Pantaleão, diretor-executivo da Sices Solar, empresa que atua no mercado de energia fotovoltaica.

“Temos um ambiente novo, agora sem divisórias. Estamos contratando especialistas para treinar nossos colaboradores para essa nova realidade”.

A empresa colocou a maioria dos 150 funcionários em home office no início da pandemia e trocou o escritório de quase 2.000 metros quadrados por outro com a metade do tamanho.

Com o avanço da vacinação, planeja, a partir de outubro, a volta dos funcionários no modelo híbrido.

Segundo Pantaleão, a decisão foi tomada após algumas pessoas manifestarem a preferência pelo trabalho presencial. Ainda assim, no espaço físico menor, a empresa economizará 40% no aluguel.

“Diminuindo o custo fixo, consigo reduzir também o preço final do produto. A empresa fica mais competitiva”, diz.

Outra empresa, além da imunização dos funcionários, leva em consideração a variação no fluxo de caixa para planejar o retorno, a partir de novembro. É o caso da marca de vinhos Veroni.

No ano passado, as vendas de vinho no verão subiram cerca de 200%, de acordo com Mariana Noronha, sócia da empresa.

“No trabalho remoto, a relação com a equipe fica menos humanizada. Alguns funcionários podem ter a sensação de que fazem um trabalho menos importante, o que não é verdade”, afirma Mariana.

Cifras maiores ou menores do que as da concorrência podem indicar que o modelo remoto está dando certo ou que o trabalho presencial ainda é a melhor alternativa.

Antes de voltar ao escritório, no entanto, as empresas devem se certificar de que tomaram cuidados para minimizar os riscos de contaminação.

BR Properties celebra proposta vinculante para venda do Complexo JK por R$ 555 milhões de reais

30/08 – Fato Relevante

A BR Properties informou, por meio de Fato Relevante emitido no último dia 30 de agosto, que celebrou com a JFL Must Empreendimento Imobiliário, uma Proposta Vinculante para Venda de Fração Ideal que tem por objeto a venda de 55% do Complexo JK – Bloco B, localizado em São Paulo.

Essa proposta equivale ao preço de mais de R$ 555 milhões de reais, o equivalente a R$ 33.000 por m² de ABL, e a conclusão e o pagamento serão realizados após a superação de determinadas condições precedentes, conforme estabelecido na proposta.

A alienação de 55% da fração ideal do imóvel equivale a uma área bruta locável de, aproximadamente, 16.847 m².

Com isso a empresa reforça seu objetivo de reciclar parte de seu portfólio, rentabilizando o investimento de maneira atrativa, além de manter continuamente o processo de otimização de sua estrutura de capital.

Empresas trocam concreto por madeira para erguer edifícios

27/08 – Folha de S.Paulo  

Ainda raros na paisagem brasileira, os prédios feitos com estrutura de madeira entraram nos planos das construtoras.

A startup Noah, por exemplo, quer erguer de três a cinco prédios comerciais de até 11 andares em São Paulo, nos bairros de Vila Madalena, Jardins e Itaim Bibi e na região das avenidas Rebouças e Paulista. Todos feitos com madeira engenheirada.

Nicolaos Theodorakis, diretor-executivo da startup, afirma que:

“Enquanto o norueguês nasce em uma casa de madeira, sabe o que é cheiro, o visual dela, nós crescemos com a história dos Três Porquinhos. Há um mito para ser quebrado”.

Provar que não basta um sopro bem forte para derrubar um edifício de madeira é um dos desafios do negócio, que foi fundado em 2019. Para isso, pretende usar R$ 230 milhões de reais a serem captados em um fundo de investimento.

A construção em madeira já existe há anos no Brasil, e há diferentes tecnologias para se fazer isso. Para construções maiores e mais altas, ainda raras por aqui, a madeira engenheirada é a melhor opção.

Como explica Marcelo Aflalo, professor do curso de arquitetura da Faap, a madeira engenheirada é um produto feito com várias placas de madeira agrupadas, que podem ser coladas no mesmo sentido ou de forma cruzada.

Essa técnica gera produtos com usos distintos, como o CLT (madeira laminada cruzada, sigla em inglês) e o MLC (madeira laminada colada).

De acordo com Theodorakis, da Noah, hoje a construção de um prédio em madeira engenheirada é um pouco mais cara do que um prédio comum, mas ele acredita que essa diferença pode deixar de existir no curto prazo.

IGP-M: inflação do aluguel desacelera a 0,66% em agosto e fica abaixo da expectativa do mercado

30/08 – Info Money

O Índice Geral de Preços – Mercado, o IGP-M, desacelerou de 0,78% em julho para 0,66% em agosto, informou a Fundação Getulio Vargas na última segunda-feira, 30/08.

A inflação acumulada pelo índice em 12 meses cedeu de 33,83% para 31,12% no período. O resultado ficou abaixo da mediana de mercado apurada pelo Projeções Broadcast, que indicava alta de 0,78% para o índice. O piso da pesquisa era de variação de 0,45% e o teto, de 1,42%.

Nas aberturas, o Índice de Preços ao Produtor Amplo, o IPA-M, desacelerou de 0,71% para 0,66%. O indicador acumula alta de 39,97% nos 12 meses encerrados em agosto e de 20,62% em 2021.

O Índice de Preços ao Consumidor, o IPC-M, também arrefeceu, de 0,83% em julho para 0,75% em agosto. Em 12 meses, o índice acumula inflação de 8,60% e, em 2021, de 5,05%.

O Índice Nacional de Custos da Construção, o INCC-M, desacelerou de 1,24% para 0,56% no período. O indicador acumula alta de 17,05% em 12 meses e de 11,37% no ano.

Três das oito classes de despesa componentes do IPC-M registraram decréscimo em suas taxas de agosto. A principal contribuição foi de Educação, Leitura e Recreação, que passou de 2,16% para 0,53%, puxada por passagem aérea (de 24,69% para 3,17%).

ARTIGOS BUILDINGS

Antes de finalizar, te convido para conferir os artigos e outros conteúdos na Revista Buildings e também no nosso canal no Youtube.

Ainda não conferiu o artigo que produzimos sobre Como será o retorno gradativo aos escritórios agora que a vacinação está mais acelerada? Para entender melhor o cenário atual do mercado, a visão das empresas e os dados de pesquisas recentes, acesse a Revista Buildings. Para conferir, clique aqui.

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