Resumo da Semana: notícias do mercado imobiliário corporativo #49

Confira abaixo as mais recentes notícias do mercado imobiliário corporativo, além de artigos com temas relacionados.

Meu principal fundo imobiliário para capturar a retomada dos escritórios é um legítimo FII de lajes corporativas triple A

28/10 – Seu Dinheiro

Os últimos 18 meses têm sido no mínimo desafiadores para os proprietários de escritórios. No caso dos fundos imobiliários do setor, apesar da leve recuperação no segundo semestre do ano passado, a cesta de fundos listados acumula queda de aproximadamente 13% desde janeiro (média geral Ifix).

Imagem: shutterstock

Entretanto, notamos recentemente alguns sinais de retomada para o segmento, especialmente na parcela de lajes de alta qualidade localizadas em regiões de melhor estrutura corporativa.

Primeiro, é importante mencionar que boa parte das companhias já planeja uma retomada das atividades presenciais, mesmo que seja em um modelo híbrido de trabalho.

Em pesquisa recente realizada com gestores de FIIs, notamos que a maioria dos inquilinos tem aumentado seu fluxo de utilização dos empreendimentos e que janeiro será um mês decisivo para essa retomada.

Durante setembro, o Google anunciou a aquisição de um edifício empresarial em Nova York por US$ 2,1 bilhões de dólares, o maior negócio do setor imobiliário desde o início da pandemia.

Chamado de St. John’s Terminal, o empreendimento tem previsão de entrega completa para 2023 e será a nova sede corporativa da companhia. No total, o valor por metro quadrado supera a casa dos R$ 70 mil reais, montante bem superior ao observado no Brasil.

Recentemente foi fechada a compra de seis andares do edifício Pátio Victor Malzoni, pela BlueMacaw e a Catuaí Asset. O empreendimento corporativo é um dos mais relevantes e modernos da região da Faria Lima, em São Paulo, centro financeiro do país. A transação, no valor de R$ 365 milhões de reais por 9.500 metros quadrados (cerca de R$ 38,5 mil/m2), é um dos maiores negócios imobiliários do ano.

Por fim, é importante pontuar que a perspectiva de oferta de escritórios não deve receber uma quantidade significativa de lançamentos nos próximos anos. Mesmo considerando uma demanda moderada para o setor, impactada negativamente pelo trabalho remoto, não visualizamos um desbalanceamento no mercado no curto e médio prazos.

Copom eleva Selic em 1,5 ponto, para 7,75%, maior alta desde fim do governo FHC

27/10 – Folha de S.Paulo

O Comitê de Política Monetária do Banco Central elevou a taxa básica de juros, a Selic, em 1,50 ponto percentual, a 7,75% ao ano, na última quarta-feira, dia 27. No comunicado, a autoridade monetária sinalizou nova elevação de mesma magnitude na próxima reunião, em dezembro, para 9,25% ao ano.

Sede do Banco Central em Brasília – Adriano Machado – 29.out.2019/Reuters

A taxa é a maior em quatro anos, quando atingiu 7,50% em outubro de 2017.

Esta é a maior alta desde dezembro de 2002, fim do governo de Fernando Henrique Cardoso. Na ocasião, os juros subiram 3 pontos percentuais — de 22% para 25% ao ano.

O comitê disse considerar o ritmo de 1,5 ponto percentual por reunião adequado para levar a inflação à meta, mas disse que o nível final da taxa deve “avançar ainda mais no território contracionista”.

O Copom afirmou que, “diante da deterioração no balanço de riscos e do aumento de suas projeções, esse ritmo de ajuste é o mais adequado para garantir a convergência da inflação para as metas no horizonte relevante”.

A elevação da última quarta é maior que a indicada pelo BC na reunião anterior, em setembro, quando sinalizou que subiria novamente a Selic em 1 ponto percentual.

O presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, e diretores, reiteraram que o plano era manter esse ritmo nas decisões seguintes.

Diante da manobra do governo para driblar o teto de gastos na semana passada, no entanto, o BC teve que mudar a postura para tentar levar a inflação de 2022 e 2023 à meta.

Novos escritórios da Enel revelam o futuro do trabalho

15/10 – Exame

A pandemia trouxe mudanças significativas nas relações de trabalho. Evidenciou a importância do coletivo, empoderou os colaboradores, digitalizou as empresas e lançou a elas um grande desafio: tornar a retomada (ainda que parcial) aos escritórios segura, prazerosa e, sobretudo, justificável.

Espaços flexíveis: nova configuração favorece o trabalho colaborativo (Nunno Fonseca/Divulgação)

E foi justamente isso que fez a Enel Brasil ao inaugurar, no último dia 5 de outubro, seus dois novos escritórios, em São Paulo e no Rio de Janeiro, localizados no complexo Parque da Cidade (Avenida das Nações Unidas) e no edifício Aqwa Corporate (região do Porto Maravilha), respectivamente.

Com a mudança, a sede da holding, incluindo a presidência do Grupo no país, foi transferida do Rio de Janeiro para a capital paulista.

De acordo com Nicola Cotugno, Country Manager da Enel no Brasil.

“As novas sedes refletem a atual necessidade da companhia de assegurar aos nossos colaboradores mais qualidade no ambiente de trabalho, em um espaço dedicado ao bem-estar e ao desenvolvimento das pessoas”.

“Os novos espaços reúnem o que há de mais moderno em engenharia corporativa e foram projetados para um modelo de trabalho híbrido, refletindo as atuais necessidades e as tendências do mundo do trabalho. As mudanças fazem parte da estratégia global da Enel de se instalar em edifícios aptos a obter a certificação Well, primeira certificação mundial centrada em pessoas e não em processos, o que auxilia a companhia a promover o bem-estar de seus colaboradores e de visitantes”, destaca Flavia Baraúna, diretora de Serviços da Enel Brasil.

Log dá sequência ao plano de expansão

28/10 – Diário do Comércio

A Log Commercial Properties, empresa que atua na incorporação, construção e comercialização de condomínios logísticos, continua sendo beneficiada pelo forte crescimento do setor logístico no País, especialmente em virtude do e-commerce.

Crédito: Divulgação

Demandas e projetos estão aquecidos de tal forma que 60% dos 700 mil metros quadrados de Área Bruta Locável previstos para serem entregues até o fim do ano que vem já estão pré-locados.

Apenas no terceiro trimestre deste ano foram produzidos mais 114,2 mil metros quadrados de ativos greenfield da empresa. Já para o restante de 2021 estão previstos outros 400 mil. Para isso, há 10 canteiros de obras em andamento no País, sendo cinco no Sudeste.

Tudo isso dentro do plano Todos por 1.5, que prevê a construção de 1,5 milhão de metros quadrados de galpões até 2024 e cujo escopo e metas já foram revistos pela companhia mais de uma vez, em função do forte aquecimento do mercado, mudando a estratégia para R$ 2,5 bilhões de reais em aportes.

Para se ter uma ideia, o programa foi lançado com meta inicial de 1 milhão de ABL e investimentos da ordem de R$ 1,5 bilhão de reais.

Assim, a previsão antecipada em maio do ano passado deverá se confirmar. Na época, o CEO da Log, Sérgio Fischer, disse que embora ainda fosse cedo para entender como a demanda iria se comportar no restante do ano, a empresa já prospectava terrenos em novas regiões para construção de galpões para além dos 1 milhão de metros quadrados de ABL previstos quando do lançamento do plano de expansão da companhia, lançado em 2019. Ele citou a evolução do plano em 50% ou até em dobro, o que significaria aportes de R$ 3 bilhões de reais.

“Estamos animados com os resultados e mantemos a positividade para o último trimestre de 2021. Hoje, 65% do nosso portfólio tem vínculo direto ou indireto com o comércio eletrônico, que registrou avanço bastante positivo nos últimos meses, principalmente em função da mudança nos hábitos de consumo dos brasileiros em virtude da pandemia”, explicou o CFO da Log, André Vitória.

Em relação ao último trimestre, a LOG fechou dois novos contratos para projetos “built to suit” para relevante player internacional de e-commerce, no Ceará e em Pernambuco. As obras já foram iniciadas e a previsão de entrega é no segundo trimestre de 2022.

IGP-M: inflação do aluguel sobe 0,64% em outubro e acumula avanço de 21,73% em 12 meses

28/10 – G1

O Índice Geral de Preços – Mercado, o IGP-M, ficou em 0,64% em outubro, após ter registrado deflação de 0,64% em setembro, informou na última quinta-feira, 28, a Fundação Getulio Vargas.

Com o resultado, a “inflação do aluguel” passou a acumular alta de 16,74% no ano e de 21,73% em 12 meses, o que representa uma desaceleração frente a setembro, quando acumulou taxa de 24,86% em 12 meses.

O resultado de outubro ficou acima da mediana das estimativas de 24 consultorias e instituições financeiras, de alta de 0,33%.

“A queda menos intensa registrada no preço do minério de ferro (-21,74% para -8,47%) e o aumento do preço do Diesel (zero para 6,61%), que neste caso, ainda não levou em conta o reajuste anunciado no dia 25/10, contribuíram para a aceleração da taxa do IGP-M”, afirmou André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

 Na última segunda-feira, dia 25, a Petrobras anunciou um novo reajuste, de 9,15% no diesel e de 7,04% na gasolina.

O IGP-M é conhecido como ‘inflação do aluguel’ por servir de parâmetro para o reajuste de diversos contratos, como os de locação de imóveis. Além da variação dos preços ao consumidor, o índice também acompanha o custo de produtos primários, matérias-primas, preços no atacado e dos insumos da construção civil.

Desde 2020, o índice tem subido bem acima da inflação oficial do país, medida pelo IPCA. O IBGE divulgou nesta semana que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, acelerou a alta para 1,20% em outubro, atingindo um avanço de 10,34% em 12 meses.

ARTIGOS BUILDINGS

Antes de finalizar, te convido para conferir os artigos e outros conteúdos na Revista Buildings e também no nosso canal no Youtube.

Nesta semana, Fernando Didziakas, sócio diretor da Buildings, foi convidado para participar do SUMMIT IMOBILIÁRIO BRASIL 2021 – o maior evento do setor no Brasil. Ele contribuiu com a discussão do Painel 5 que tinha como tema “Hotéis, prédios comerciais e eventos: oportunidades e desafios para o curto prazo”.

Durante sua fala no evento, Fernando Didziakas trouxe uma visão mais positiva sobre o mercado de escritórios em São Paulo.

“Os taxistas diziam que a Faria Lima estava completamente vazia, não se via pessoas circulando por lá. Sim, isso era uma verdade, já que os colaboradores estavam trabalhando de casa. Mas isso significa que as empresas devolveram seus escritórios? Não, elas não devolveram. Se posso citar um exemplo, a XP devolveu escritórios no começo da pandemia com a ideia de manter suas equipes em home office. Recentemente, ela realugou no mesmo espaço, na Faria Lima. Por algumas razões, percebeu ou constatou que precisava de um escritório na Faria Lima”.

Para conferir o evento na íntegra, clique aqui.

Nesta semana também visitamos a WeWork Brasil (unidade da Vila Madalena) para conversar com Guilherme Chernicharo, Diretor de Comunidade da empresa. A entrevista passeou pela chegada da Wework no Brasil e o crescimento rápido nestes últimos meses. Também falamos sobre o mercado de escritórios flexíveis pré-pandemia e a retomada dos espaços físicos neste momento, além das expectativas para o futuro do segmento flexível de escritórios. A entrevista completa irá ao ar no nosso canal no Youtube na próxima semana.

Lembrando ainda que também publicamos um artigo exclusivo sobre o Mercado logístico no Brasil que bateu novos recordes no 3 trimestre de 2021. Confira aqui.

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