Apresentamos abaixo as notícias mais recentes do mercado imobiliário corporativo, de 11/03 a 17/03, além de artigos e conteúdos com temas relacionados.
Após a pandemia, empresas dão preferência para escritórios de alto padrão no Rio de Janeiro
O retorno gradual do trabalho nos escritórios de alto padrão tem revelado uma nova tendência no perfil das locações no Rio de Janeiro. Alguns especialistas dizem que a cidade passa por um período de transição, já que o alto número de locações concluídas em janeiro no Centro — quase 9 mil metros quadrados — tem diminuído grandemente a vacância de imóveis na cidade.

Foto: Agustin Diaz Gargiulo (Unsplash)
A informação afirma que o índice de vacância na cidade foi de 35,73% em janeiro, mas deve recuar mais ainda nos próximos segundo a consultoria Cushman & Wakefield, uma espécie de imobiliária internacional especializada em locações de imóveis para empresas.
O arrefecimento da ideia que parecia dominante, de manter o chamado “home office”, é apontado como uma das razões do aumento da ocupação deste tipo de escritório.
Os especialistas, porém, acabam divergindo, ainda que todos concordem que a vacância deste tipo de imóvel premium tem diminuído com velocidade.
Segundo Thierry Botto, diretor de transições da Cushman & Wakefield.
“As empresas têm reduzido o número de pessoas nos escritórios e, por consequência, diminuído a área locada. Essa redução tem feito as empresas migrarem suas sedes para regiões ou prédios de maior interesse”.
Para Lúcio Pinheiro Buenos Ayres, diretor da Sergio Castro Imóveis, maior empresa de locação, venda e administração de imóveis da região Central, o movimento de locação dos imóveis comerciais mais luxuosos tem sido realmente constante. Mas ele justifica isso de forma diferente.
“Com a grande vacância causada pela crise econômica e pela pandemia, todos os imóveis baixaram de preço, inclusive os de alto luxo e tecnologia. Então, com valores que anteriormente colocariam uma empresa num edifício médio, hoje se consegue um prédio de categoria AAA“.
A migração da demanda de galpões e-commerce no Brasil
De acordo com a Coluna de Gustavo Asdourian da Suno, a demanda para galpões logísticos foi bastante resiliente nos últimos dois anos. O motivo principal foi o e-commerce que aqueceu o mercado, impulsionado sobretudo pela pandemia.
A região metropolitana de São Paulo foi a primeira e principal favorecida neste movimento, bastante óbvio devido à sua massa populacional e poder econômico representado por 1/3 do PIB nacional.

Imagem: Jacques Dillies Jcav (Unsplash)
Este fenômeno continua existindo, com o mercado movimentado em regiões próximas à capital, como Cajamar, Barueri e Guarulhos. Todas elas com preços de locação e venda em ascensão nos últimos meses. Com isso, os proprietários seguem com poder de negociação, tanto nas transações de aluguéis, quanto na venda dos imóveis.
No entanto, é possível verificar que os maiores impulsionadores deste fenômeno – os grandes varejistas de e-commerce – já se posicionaram de forma robusta, ocupando diversos galpões, com áreas relevantes que chegam a 100 mil m² cada, nos arredores de São Paulo.
Daqui para frente, é possível traçar dois cenários importantes.
O primeiro é a tendência desses varejistas começarem a focar suas próximas ocupações em soluções de micro-distribuição dentro da cidade de São Paulo, os chamados “last mile”. Esta etapa vem enfrentando um grande desafio, considerando a disputa com outros tomadores de terreno como incorporadores ou lojas.
A segunda é a migração destas redes, tanto nacionais como internacionais, para demais regiões metropolitanas brasileiras de relevância econômica e de poder de consumo.
Transações de locação relevantes vindas de demandas de diversos players do setor de e-commerce vêm ocorrendo em capitais como Salvador, Recife, Belo Horizonte, entre outras.
No entanto, dados apontam que a região Sul é a que vem mais se favorecendo desta situação, com maior crescimento na contribuição de faturamento de e-commerce, saindo de 16% para 25%, enquanto Sudeste diminuiu de 63% para 51%.
São Paulo lidera entre as melhores cidades para empreender no Brasil
São Paulo, Florianópolis e Curitiba são as melhores cidades para empreender no País, segundo o novo Índice de Cidades Empreendedoras, pesquisa produzida pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap), com apoio da Endeavor.
Os municípios que melhoraram o desempenho de 2020 para 2021 e passaram a integrar o top 10 da lista são Belo Horizonte, Joinville e Cuiabá, além de Curitiba.
Já Rio de Janeiro, Brasília, São Bernardo do Campo e Jundiaí deixaram as 10 primeiras colocações do ranking, que mostra o desempenho dos 101 municípios mais populosos do País.
Porto Alegre subiu da 9.ª para 6.ª posição, enquanto Osasco caiu do 3.º para o 8.º lugar. O estado de São Paulo, que tinha cinco cidades nas primeiras colocações, tem agora apenas três.
O resultado da pesquisa é o principal raio X do ambiente de negócios no Brasil. O panorama de 2021 mostrou um avanço do empreendedorismo em cidades menores fora do eixo Sul e Sudeste, com destaque para o Centro-Oeste e também experiências bem-sucedidas relevantes no Nordeste e Norte.
Os pesquisadores medem sete fatores determinantes para definir a posição no ranking. São eles: ambiente regulatório, infraestrutura, mercado, capital financeiro, inovação, capital humano e cultura empreendedora.
Maior e mais rica cidade do País, São Paulo é campeã em quase todas as áreas, mas perde feio quando o assunto é capital humano.
Nesse ponto, a cidade com o maior Produto Interno Bruto está na 57.ª posição, uma sinalização de que a capital precisa melhorar o desempenho educacional de seus moradores.
Já a saída do Rio de Janeiro da lista é porque a cidade pontua mal em itens com grande peso, como infraestrutura e capital humano. Brasília piorou em ambiente regulatório, inovação e capital humano.
Dos profissionais, 81% querem trabalho híbrido, diz estudo da WeWork
Os profissionais latino-americanos querem trabalho híbrido, de preferência com presença no escritório duas vezes por semana. Essa é uma das conclusões de um estudo realizado pela empresa de escritórios compartilhados WeWork em parceria com a HSM.
O levantamento ouviu mais de 10 mil lideranças e executivos na Argentina, no Brasil, no Chile, na Colômbia, no México e no Peru.

Crédito: Unsplash
Os dados levantados mostram que 75% dos profissionais latino-americanos sentem-se seguros em retornar aos escritórios, mas 81% consideram o modelo híbrido o mais indicado para o mercado de trabalho pós-pandemia.
Segundo o levantamento, a distribuição ideal é de dois dias de trabalho presencial e três dias de trabalho remoto para 42% dos entrevistados. Outros 28% preferem três dias presencial e dois dias remoto, 26% preferem apenas um dia presencial e 4% preferem apenas um dia remoto.
A pesquisa também indicou que o nível de produtividade dos profissionais é maior no trabalho híbrido: 4,5, ante 4,0 no trabalho presencial e 4,3 no trabalho remoto, em uma escala de 0 a 5.
Não à toa, 57% dos entrevistados consideram que a concentração aumenta no trabalho remoto, enquanto 49% consideram um benefício não ter código de vestuário.
‘Prévia’ do PIB do Banco Central indica retração de 0,99% em janeiro
O nível de atividade da economia brasileira iniciou o ano de 2022 em queda, de acordo com informações divulgadas ontem, (17) pelo Banco Central.
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), apresentou recuo de 0,99% em janeiro, na comparação com o mês anterior. O número foi calculado após ajuste sazonal, uma espécie de “compensação” para comparar períodos diferentes.
Esse foi o primeiro recuo mensal do indicador desde setembro do ano passado, ou seja, em quatro meses, segundo o Banco Central. Também foi o maior tombo do nível de atividade desde março de 2021 – quando recuou 1,67%.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2021, a economia teve um crescimento de 4,6%.
Na comparação com janeiro do ano passado, o indicador do nível de atividade da instituição registrou estabilidade (+0,01%).
Ainda de acordo com o Banco Central, o indicador do nível de atividade apresentou crescimento de 4,73% em doze meses até janeiro. Nesse caso, foi calculado sem ajuste sazonal.
Com a queda em janeiro, o índice de atividade do BC atingiu 138,48 pontos. Esse é o menor patamar desde dezembro de 2020, quando estava em 138,18 pontos.
ARTIGOS BUILDINGS
Nesta semana publicamos um artigo sobre Fundos imobiliários como a melhor opção (ainda) para os entrantes na renda variável.
Além disso, caso ainda não tenha visto, fizemos um vídeo de análise e comparação de duas regiões cobiçadas de São Paulo: a Chucri Zaidan e a Nova Faria Lima. Quer conhecer mais sobre o perfil de cada uma delas, diferenciais e pontos em comum? Confira vídeo abaixo:
Deixe uma resposta