XP Asset estreia em renda urbana com pacote de 11 ativos; um deles, galpão logístico

XP Asset lança o XP Renda Imobiliária e, assim, compra dez imóveis locados ao GPA e Grupo Mateus por até R$

São Paulo, 14 de agosto de 2025 – A XP Asset está realizando um sonho antigo e, finalmente, entrou no segmento de renda urbana.

Nesse sentido, a gestora criou o seu primeiro fundo imobiliário dedicado à categoria, o XP Renda Imobiliária. E deve assinar nos próximos dias a primeira leva de aquisições. Trata-se de um pacote de dez imóveis locados ao GPA e ao Grupo Mateus, num acerto que pode chegar a R$ 485,5 milhões.

Matéria do Metro Quadrado aponta que a compra inclui também um galpão logístico locado à BRF. Com esse imóvel, a transação elevará o valor total do negócio para perto dos R$ 771 milhões.

Por sua vez, o vendedor dos imóveis é outro FII, o Guardian Real Estate (GARE11), que, pelo acordo, terá 15% do novo FII da XP. Além disso, poderá se beneficiar caso a nova dona revenda os ativos ao final do prazo de cinco anos do fundo.

Assim, a estrutura da transação, além de alinhar interesses, ainda preserva a participação do GARE11 no potencial upside dos ativos.

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A XP resolveu entrar em renda urbana por ter uma visão positiva para o varejo — mesmo diante dos juros elevados — em razão da experiência que já tem no mercado de shoppings.

Ao adquirir o pacote de imóveis do GARE11, a XP entra na renda urbana em posição para competir com grandes players do segmento, como os fundos do Patria (HGRU11), TRX (TRXF11) e Rio Bravo (RBVA11).

Enquanto isso, a asset discute outras potenciais aquisições que somam de R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão.

No portfólio alvo, metade da receita vem dos aluguéis de supermercados. Quatro deles estão locados ao GPA — três com vencimento em 2038 e outro em 2041.

Os outros seis imóveis são ocupados pelo Grupo Mateus e a locação vence apenas em 2047.

Por outro lado, os outros 50% da receita vêm de um galpão logístico refrigerado da BRF em Salvador, cuja locação vence ao final de 2027.

Por fim, para o GARE11, a venda não só resultará em um lucro significativo, como também contribuirá para a redução de sua alavancagem financeira, que atualmente está em 27% em relação aos ativos.

Notícia do Metro Quadrado

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