RBR Asset vende portfólio logístico à XP Asset por R$ 1,15 bilhão

RBR Asset vende seu portfólio logístico para a XP Asset em negócio de R$ 1,15 bilhão, priorizando trocas por cotas do fundo XPLG11.

São Paulo, 01 de julho de 2025 – A RBR Asset acaba de fechar, enfim, a venda integral de seu portfólio logístico para a XP Asset. A notícia é do MetroQuadrado e aponta que o acordo totalizou R$ 1,15 bilhão.

Além disso, a negociação se destaca pelo modelo de pagamento, já que envolve, principalmente, a troca por cotas do reconhecido fundo de logística da XP, o XPLG11.

Em primeiro lugar, vale observar que o portfólio foi negociado em dois fundos distintos. O RBR Log, atualmente em processo de reciclagem para concentrar operações em galpões do chamado Raio 30 de São Paulo e outras capitais, cedeu seis centros logísticos, com ABL de 208,5 mil m².
Esses ativos foram vendidos por R$ 639 milhões serão pagos em cotas do XPLG11 — uma estrutura que, nos últimos tempos de juros elevados, tornou-se comum no setor.

Entretanto, apenas 17% desse portfólio localiza-se no Raio 30 da capital paulista; os demais estão em cidades como Extrema e Hortolândia.

Segundo a RBR, portfólio, avaliado em R$ 110 por cota), está sendo negociado a apenas R$ 80,00 no mercado. Além disso, o cap rate da transação ficou em expressivos 9,24%.

Imóveis em regiões diferentes

A RBR sinaliza que continuará mantendo o mesmo nível de proventos, com fluxo garantido pelas cotas do XPLG11, mantendo os cerca de R$ 0,75 de dividendo por cota. Paralelamente, a estratégia será vender essas cotas gradualmente para voltar a adquirir novos ativos a partir do quarto trimestre deste ano.

Nesse processo, em um mercado no qual o capital continua escasso, a empresa aposta em boas oportunidades de negociação. Prova disso é que a gestora já prospectou 60 galpões, recebendo 31 propostas concretas e negociando, de fato, com 10 potenciais operações.

A maioria dos imóveis analisados está sediada na região metropolitana de São Paulo, mas também há negociações em Belo Horizonte, Curitiba e, em estágios iniciais, no Sul, próximo a Itajaí, e no Nordeste, especialmente em Recife.

Segundo Franklin Tanioka, sócio e gestor da RBR, a escolha por ativos no Raio 30 atende tanto à demanda dos inquilinos — que querem proximidade do consumidor e menores prazos de entrega — quanto a investidores que preferem menor exposição a áreas como Extrema, menos atrativas após as mudanças na legislação fiscal.

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Detalhes das operações

Por outro lado, o RBR Desenvolvimento Logístico também foi desinvestido. Seus dois ativos — em Guarulhos e em São Bernardo do Campo — foram vendidos por R$

Nesse sentido, ao montar uma operação ágil, a RBR conseguiu administrar os riscos de um país marcado, frequentemente, por imprevisibilidade econômica. O ciclo encerra-se com uma Selic que saltou de 10% para 15%, enquanto a gestora entrega 20% de retorno líquido, apostando em ativos resilientes.

Do outro lado do negócio, a XP Asset, sob liderança de Pedro Carraz, consolida sua posição como uma das mais ativas do segmento, figurando entre aquelas que mais adquiriram galpões no país ao longo do último ano.

Agora, a casa soma R$ 4,5 bilhões.

Com a transação, a avaliação dos ativos ultrapassa R$ 4 mil por metro quadrado.

Notícia do MetroQuadrado 

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