Oeste versus Leste logístico: qual lado vai crescer mais no raio de 15 km da capital Paulista?

Conteúdo Exclusivo – Por Ellen Costa

Queda de braço entre as regiões Leste e Oeste de São Paulo: operações last mile movimentam o raio de 15 km da capital, impulsionando oportunidades logísticas.

São Paulo, 07 de agosto de 2025 – Impulsionado pela contínua expansão do e-commerce e pela crescente demanda por operações last mile, o setor logístico paulista atrai volumes expressivos de demanda e investimentos.

Especialmente em espaços e centros logísticos estratégicos, localizados no raio de 15 km da capital, os mais caros e competitivos.

Não à toa, essa discussão foi o tema central da 18ª edição do Buildings Exclusive, um dos eventos mais importantes do mercado imobiliário corporativo. Realizado na última terça-feira (05/08), no Goodman Jaguaré, em São Paulo, reuniu mais de 350 executivos do mercado.

Líder do mercado logístico nacional, o estado de São Paulo, o maior polo econômico do país, conta com 519 condomínios logísticos prontos para ocupação. Esse número reflete um estoque total de 20,8 milhões de m².

Além disso, conta uma atividade construtiva intensa, de 1,9 milhão de m² em andamento, e mais 8,8 milhões de m² em projeto.

Por conseguinte, a absorção líquida em São Paulo no segundo trimestre de 2025 deu um salto impressionante. Saiu de 502,5 mil m² ante 140 mil m² do trimestre anterior, reforçando a alta demanda regional.

Com um cenário tão positivo, os condomínios logísticos localizados no raio de 15 km da capital estão roubando a cena. Isso contribui para tornar o setor mais competitivo para as empresas que desejam ganhar a preferência dos consumidores.

Leia também:
– São Carlos anuncia venda de 8 ativos de escritórios por R$ 837,2 milhões
– Galpões logísticos de alto padrão em São Paulo: qual eixo é mais caro

Saídas Oeste e Leste (Raio 15km): um cluster de gigantes

Os dados apresentados no evento sobre o mercado de condomínios logísticos e industriais nas regiões Oeste e Leste, concentradas no raio de 15km da capital paulista, destacam diferenças marcantes quanto à ocupação, perfil dos maiores locatários e dinâmica de mercado. Um verdadeiro hub logístico.

Um dos destaques trazidos em primeira mão por Fernando Didziakas, sócio-diretor da Buildings, durante esta edição do Buildings Exclusive, destacou os principais ocupantes da Saída Oeste e Leste do raio 15 km, pesos-pesados da economia brasileira.

Conforme quadro abaixo, segundo dados da plataforma Buildings CRE Tool, na Saída Oeste, as empresas que se destacam são:

        1. JBS: com mais de 50 mil m² ocupados;
        2. GPA Grupo Pão de Açúcar: com mais de 35 mil m² ocupados;
        3. Natura: com mais de 30 mil m² ocupados;
        4. B2W Digital Americanas: com mais de 27 mil m² ocupados;
        5. A empresa seguinte depois da B2W já é Shoppe, com 14.500 m².

Além disso, quatro empresas ocupam áreas entre 27 mil m² e 57 mil m² e outras 20 empresas ocupam espaço logístico entre 5 mil m² e 14,5 mil m² (incluindo Mercado Livre, Shopee e DHL).

Por fim, entre as 94 empresas que ocupam espaço logístico acima de 700 m² até 4.966 m², destaca-se a gigante americana Amazon.

Essa distribuição demonstra a capacidade da região de atender tanto grandes operações quanto empresas de médio porte.

Raio de 15 km: comparativo de regiões em São Paulo

Nessa queda de braço entre as regiões Oeste e Leste, vale destacar que a primeira detém 75 condomínios logísticos prontos para ocupação (Condomínios Classe A, B e C) contra 43 empreendimentos da segunda.

A diferença de estoque total não é grande: a região Oeste conta com 2 milhões de m² de estoque, enquanto a Leste segue na frente, com 2,7 milhões.

Já a taxa de vacância da Leste é bem maior: 8,2% contra de 3,2% da Oeste, contudo, a região Leste aponta para um futuro promissor: uma atividade construtiva superior a 730 mil m² contra apenas 144 mil m² da Oeste. Ou seja, a região Leste pode, em breve, equiparar-se ou até mesmo ultrapassar o potencial da Oeste.

No comparativo de preço de aluguel, a média de preço pedido de locação é de R$ 39,3/m² contra R$ 36,6/m² da Leste.

O lado Oeste contempla 448 empresas com uma média de ocupação de 5.887 m², enquanto a Leste possui 297 com uma média de ocupação de 9.257 m².

Maiores ocupantes

Na saída Oeste (Raio 15km), destacam-se:

  • Os maiores ocupantes em um raio de 15km são grandes players como JBS (54,2 mil m²), GPA Grupo Pão de Açúcar (35,5 mil m²), Natura (31 mil m²) e B2W/Americanas (27,3 mil m²);
  • Ampliando para a região Oeste geral, destacam-se GPA (120,4 mil m²), Mercado Livre (114,2 mil m²), Carrefour (87,7 mil m²), Leo (72 mil m²) e Pirelli (68 mil m²);
  • A média das maiores ocupações na região é de 92,5 mil m².

Na saída Leste:

  • A concentração de áreas locadas é ainda mais expressiva, com destaque absoluto para Mercado Livre (mais de 380 mil m²), SHEIN (mais de 215 mil m²), Magalu (120 mil m²), Riachuelo (mais de 100 mil m²) e RDsaúde (55,7 mil m²);
  • A média das maiores ocupações na Leste é de 175 mil m², quase o dobro da Oeste, indicando operações de altíssimo volume e concentração.
Outros mercados logísticos relevantes

Além de São Paulo, outros estados também exibem mercados logísticos robustos:

      • Extrema: destaca-se com 21 condomínios logísticos e uma taxa de vacância completamente zerada, refletindo uma demanda que supera a oferta. Há 1,4 milhão de m² entregues e 227 mil m² em construção;
      • Minas Gerais: com 3,9 milhões de m² de estoque total e uma taxa de vacância de 4,69%;
      • Paraná: o estado apresenta 2,1 milhões de m² de estoque e 4,59% de taxa de vacância;
      • Rio de Janeiro: possui 3,07 milhões de m² de estoque, mas com uma vacância mais alta, de 10,72%;
      • Pernambuco: conta com 2 milhões de m² de estoque e a maior taxa de vacância entre os citados: 13,04%.

Como apresentado na 18ª edição do Buildings Exclusive, o mercado logístico brasileiro no 2º trimestre de 2025 demonstra uma saúde financeira e operacional notável. São Paulo segue à frente, impulsionando a maior parte dos indicadores.

Por fim, para empresas e investidores, a análise detalhada desses indicadores é crucial. A tendência de regionalização e a crescente sofisticação das operações logísticas continuarão a atrair investimentos, fomentar a modernização da infraestrutura e impulsionar a competitividade nacional. Para obter informações e dados do setor logístico, acesse o Buildings CRE Tool clicando aqui.

Agradecimentos

Por fim, nesta 18ª edição do Buildings Exclusive, a Buildings deixa um agradecimento especial aos patrocinadores: Goodman como Meeting Sponsor; Athié Wonhrath como Networking Sponsor, John Richard e RealtyCorp como Sponsors; Barzel Properties, InvestCorp e Differa como Co-Sponsors.

Não é apenas o conteúdo dos números que torna o Buildings Exclusive um evento indispensável para entender o mercado, mas também o seu poder de reunir os principais profissionais do setor em um ambiente de aprendizado e networking.

Confira algumas fotos do encontro:

Deixe uma resposta

Translate

Descubra mais sobre Revista Buildings

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo