Conteúdo Exclusivo – Por Ellen Costa
O modelo Flex avança com 22,5 mil m² de novas entregas e 227,4 mil m² em construção, alinhando eficiência operacional, multiusuários e versatilidade.
São Paulo, 11 de agosto de 2025 – Conforme os dados mais recentes da Buildings, o mercado imobiliário logístico e industrial no Chile apresenta uma estrutura consolidada e diversificada, totalizando um estoque de 8,8 milhões de metros quadrados (2º trimestre de 2025).
Esse volume significativo está distribuído em 290 empreendimentos, que abrangem tanto os condomínios logísticos tradicionais quanto o modelo inovador e adaptável conhecido como “Flex”.
Nesse sentido, o modelo “Flex” tem emergido como uma categoria de destaque, apresentando-se como uma solução que as principais consultorias do setor distinguem dos condomínios logísticos convencionais. Isso ocorre dada sua proposta de valor e a crescente demanda do mercado por espaços multifuncionais.
A própria Buildings destaca a relevância desse perfil.
Assim, os condomínios modelo “Flex” contribuem com um expressivo estoque de 1,4 milhão de metros quadrados, distribuídos em 81 imóveis em todo o território chileno.
Além disso, seguem com uma taxa de vacância saudável, na casa de 10%, conforme dados do CRE Tool da Buildings. Do mesmo modo, alcançaram quase 16 mil de absorção líquida positiva no período. Esse resultado vem de uma sequência de sete trimestres consecutivos positivos, indicador considerado desde que começamos a mapear este mercado (3T/2023).
O modelo também recebeu 22,5 mil m² de novo estoque, ao mesmo tempo em que segue com uma atividade construtiva interessante, de 227 mil m².
Esses resultados não apenas sublinham a expansão e a aceitação desse formato, mas também evidenciam a sua capacidade de atender a uma gama mais ampla de necessidades empresariais. Com isso, consolida-se como um pilar estratégico no desenvolvimento do setor.
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O que é o modelo “Flex” e por que está em alta
A essência do modelo “Flex” reside na sua intrínseca capacidade de integrar diferentes funcionalidades dentro de um único complexo. Com isso, oferece uma versatilidade que ressoa com a dinâmica do mercado contemporâneo.
Além disso, esses empreendimentos têm perfil de ocupação “Multiusuários”, o que enfatiza a vocação do “Flex” para abrigar uma diversidade de locatários e operações.
Em conversa da Buildings com Elias Eyzaguirre, Broker Industrial da empresa GPS Property, ele destacou que essa integração de modelo reduz custos, aumenta a eficiência e otimiza recursos.
“Os galpões ‘Flex’ permitem integrar operações logísticas, área comercial e área administrativa em um único local. Além disso, a localização estratégica desses empreendimentos garante conectividade, acessibilidade e proximidade a fornecedores e clientes, favorecendo tanto empresas em fase de crescimento quanto negócios em consolidação”, destaca Eyzaguirre.
Em sua característica de operação, a “Área Total” dos empreendimentos no formato “Flex” inicia-se a partir de 2.500 m², enquanto os “Módulos” internos são projetados com uma “Área Média de 350 m²”.
Noutras palavras, esses espaços são concebidos para oferecer uma combinação otimizada de área logística com ambientes dedicados a escritórios ou, até mesmo, a estabelecimentos comerciais.
Benefícios do modelo Flex e empreendimentos em destaque
Essa integração permite que as empresas estabeleçam suas operações de armazenamento e distribuição. Além de suas estruturas administrativas ou pontos de venda em um mesmo local.
“Hoje, os armazéns flexíveis tornaram-se uma opção relevante para as empresas, permitindo integrar todos os seus processos e áreas — o seu centro de operações logísticas, o seu departamento de vendas e o seu departamento administrativo — num único local, reduzindo custos e maximizando os recursos da empresa. Além disso, as empresas que hoje utilizam neste tipo de modelo industrial conseguiram consolidar a sua posição, com crescimento constante, o que se traduz na aquisição de novas áreas dentro do mesmo complexo, confirmando a sua excelente alternativa para este setor industrial”, ressalta Eyzaguirre.
Essa sinergia operacional resulta em otimização de recursos, maior eficiência na gestão da cadeia de suprimentos e, em muitos casos, na criação de um ponto de contato direto com o cliente final.
O modelo “Flex” pode, portanto, contemplar um espaço logístico e um escritório no mesmo ambiente, facilitando a coordenação e a comunicação interna da empresa ali instalada.
“Exatamente por isso, as empresas buscam, em primeira instância, crescer sua operação no mesmo lugar, antes de pensar noutros espaços e regiões”, finaliza o Broker.
Work Center Costanera e Casa Nor-Oriente
Exemplos dessa notável versatilidade podem ser observados em empreendimentos como o Work Center Costanera, que serve como um modelo da configuração que integra escritórios de alto padrão, e o Casa Nor-Oriente, que ilustra a bem-sucedida implementação de estabelecimentos comerciais no nível térreo de uma bodega. Saiba mais, acessando o CRE Tool.
Esses casos concretos demonstram a capacidade do modelo “Flex” de se adaptar às diversas e complexas necessidades do ambiente corporativo. Isso ocorre sob a égide de uma infraestrutura moderna e estrategicamente localizada em um condomínio logístico.
Em suma, o modelo “Flex” oferece soluções versáteis e multifuncionais, se alinhando perfeitamente às demandas de empresas que buscam otimizar suas operações. Assim como integrar departamentos e expandir sua presença comercial de forma eficiente. Saiba saber mais sobre o modelo e oportunidades, acesse o Buildings CRE Tool.
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