Incorporadora tem R$ 600 milhões aportados na Berrini e mantém banco de terrenos próximo à avenida, para novos investimentos.
São Paulo, 5 de maio de 2026 – A abertura da Linha 17-Ouro do metrô, que ficou conhecida como monotrilho e conecta o aeroporto de Congonhas à Linha 5-Lilás e à Linha 9-Esmeralda (estação Morumbi), recoloca a região da avenida Luiz Carlos Berrini entre as mais procuradas por ocupantes de lajes comerciais.
A avaliação é da F.Reis, incorporadora e construtora que completa 50 anos de atividades em 2026. Além disso, junto a investidores, já aportou R$ 600 milhões na Berrini e na avenida Roberto Marinho, com a construção de cinco edifícios de alto padrão.
“Acreditamos no potencial da Berrini a ponto de manter um landbank da ordem de R$ 100 milhões para novos investimentos na região”. Quem ressalta é Dorival A. Pereira, gerente comercial e de novos negócios da F.Reis.
“Com a pandemia, essa área que era muito forte em ocupação, principalmente por empresas de tecnologia, teve queda acentuada na demanda por lajes comerciais”, ele recorda.
“O monotrilho devolve relevância à Berrini porque agora ela passa a ter o que não tinha: metrô. Nossos prédios aqui, que estão na ‘beirada’ da avenida Roberto Marinho, agora se servem de metrô, ônibus e CPTM. A região está isenta do rodízio semanal de veículos. O acesso do monotrilho ao aeroporto de Congonhas também cria um enorme diferencial do ponto de vista da mobilidade a novos ocupantes”, diz Pereira.
Berrini pode ter alta de até 30% nos aluguéis com efeito monotrilho
Estudos divulgados à época da pandemia, pelas principais consultorias imobiliárias do mercado, mostram que a Berrini registrou decréscimo elevado na ocupação dos espaços.
Já nos últimos meses de 2025, as pesquisas divulgadas pelas consultorias davam conta de que teria aumentado a tendência de absorção de escritórios nas regiões da Berrini e Chucri Zaidan, sobretudo em virtude da diferença de preços de locação pedidos nessas áreas, chamadas ‘descentralizadas’, das ‘centralizadas’, entre estas a da Faria Lima.
Atualmente, segundo dados da Buildings, a taxa de vacância na Berrini para imóveis de alto padrão é de 12,6%, maior que 11% do 4T de 2025. Apesar disso, o preço médio pedido de aluguel subiu de R$ 88,7 para R$ 95,3 o m² no período.
Por fim, a região também recebeu mais de 10,1 mil m² de novo estoque no período.
“Entendemos que o cenário está altamente favorável para empresas virem, ou voltarem, para a Berrini. O momento é agora”, prossegue Pereira.
Segundo ele, a F.Reis calcula que o ‘efeito monotrilho’ traciona uma expectativa de aumento de 20% a 30% do preço de locação na região, no futuro próximo.
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Roberto Marinho, a “avenida do futuro”
Segundo Pereira, os empreendimentos da F.Reis na região da Berrini têm cerca de 42 mil m² de área locável e lajes de 450 m² a 700 m², gerando unidades de 200 m² a 1.000 m2.
Além disso, ele destaca que a taxa média de vacância dos cinco empreendimentos da F.Reis na região “vem caindo vertiginosamente, em virtude do retorno das empresas ao sistema de trabalho presencial e à anunciada inauguração do monotrilho”.
Os edifícios Berrini 1681, Bridge Tower, Berrini Plaza, Berrini Park e Jornalista Roberto Marinho são de classe A A+ fazem parte do escopo.
Para o gerente comercial da F.Reis, além do monotrilho, o governo de SP deu, recentemente, um incentivo extra para devolver à região da Berrini a condição de porto seguro para investimentos em lajes comerciais.
“Acabou de sair a contratação do prolongamento da avenida Roberto Marinho. A Roberto Marinho é a avenida do futuro. Isso em face a este projeto de interligação dela ao aeroporto de Congonhas e rumo a Santos, ao porto e à Baixada Santista”, complementa.
Com mais de 1 milhão de metros quadrados construídos, a F.Reis também atuou em obras públicas e industriais. Além de residenciais, galpões logísticos e projetos especiais que vão de praças de pedágio a escolas até pontes e instalações hospitalares e militares.
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