Iguatemi alcança R$ 5,6 bilhões em vendas, com crescimento de 12,8%, elevada ocupação de 97,3% e sólida disciplina financeira.
São Paulo, 6 de maio de 2026 – A Iguatemi, uma das maiores companhias full service do setor, com participação em 15 shopping centers, registrou, no primeiro trimestre de 2026, a marca de R$ 5,6 bilhões em vendas totais. Esse resultado representa uma alta de 12,8% em relação ao 1T/2025.
Além disso, vem impulsionada pela resiliência do consumo no segmento premium, pela produtividade dos ativos e pela contínua qualificação do portfólio.
Assim, o desempenho também reforça a expansão de market share e a capacidade de sustentar crescimento, mesmo em um cenário macroeconômico mais desafiador.
Nesse sentido, o lucro líquido ajustado atingiu R$ 239,5 milhões, alta de 110%, com margem líquida ajustada de 64,9%.
A receita bruta totalizou R$ 414,8 milhões no trimestre, alta de 11,7% na comparação anual. Da mesma forma, a receita líquida ajustada somou R$ 368,9 milhões, avanço de 11,8% em relação ao 1T/2025, sustentada pela expansão da receita de aluguel e pela captura de valor dos ativos adquiridos.
“O desempenho desse primeiro trimestre materializa nossa tese de resiliência ativa e reflete uma disciplina rigorosa na execução. Mesmo em um cenário de juros restritivos, seguimos crescendo acima da inflação, com ativos cada vez mais produtivos, níveis recordes de ocupação e a menor inadimplência para um primeiro trimestre em 16 anos. Essa consistência operacional nos permite manter margens robustas e uma estrutura de capital extremamente saudável, mesmo após ciclos importantes de investimento”, afirma Guido Oliveira, CFO da Iguatemi S.A.
Iguatemi destaca resultados expressivos
Ainda segundo a empresa, no trimestre, as vendas mesmas áreas (SAS) cresceram 7,8% e as vendas mesmas lojas (SSS) avançaram 5,2%, ambas acima da inflação.
O aluguel percentual cresceu 26,4%, enquanto os aluguéis mesmas lojas (SSR) avançaram 6,0% e os aluguéis mesmas áreas (SAR), 6,7%, com ganhos reais acima da inflação e leasing spread positivo.
Do mesmo modo, na análise de produtividade, as vendas por metro quadrado cresceram 7,3% na visão 100%. Passando de R$ 7,7 mil para R$ 8,2 mil, e 12,1% na visão proporcional à participação da Iguatemi, de R$ 7,3 mil para R$ 8,1 mil.
Já o aluguel por metro quadrado avançou 8,8% na visão 100%, de R$ 613 para R$ 667, e 12,7% na visão IGTI, de R$ 560 para R$ 631, reforçando a qualidade dos ativos e o potencial de reprecificação do portfólio.
Por fim, a taxa média de ocupação atingiu 97,3%, a maior para um primeiro trimestre dos últimos anos e 0,7 p.p. acima do 1T/2025. Esse resultado reflete a estratégia de qualificação de mix e a atratividade dos ativos para marcas premium e internacionais, consolidando a Iguatemi como parceiro preferencial para expansão de marcas de alto valor agregado.
Por conseguinte, o custo de ocupação seguiu controlado em 11,9%, ainda abaixo das médias históricas da companhia. Enquanto isso, a inadimplência líquida atingiu 0,7%, o menor patamar para um primeiro trimestre nos últimos 16 anos, reforçando a saúde financeira dos lojistas e a qualidade do crédito.
Expansão estratégica reforça geração de valor
Dando continuidade à estratégia de otimização de portfólio, a Iguatemi finalizou a venda de participações minoritárias em quatro ativos. São eles: Iguatemi Alphaville, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Praia de Belas. Todos para o fundo XP Malls, por R$ 372 milhões.
A transação gerou um ganho de capital de aproximadamente R$ 143 milhões. Com isso, refletindo a capacidade da companhia de cristalizar valor em ativos maduros para realocar recursos em frentes de maior potencial de retorno.
Como evento subsequente, em abril, foi concluída a aquisição de 3,0% adicional no Pátio Paulista. Uma transação de R$ 75,6 milhões, a um cap rate de 7,5%, elevando a participação da Iguatemi no shopping para 14,45%.

Pátio Paulista
Com isso, ampliando a exposição a um empreendimento com elevada produtividade por m² e perfil de público AB+.
“Nossa estratégia de alocação de capital é pautada pela profundidade e dominância nos mercados onde o consumo premium é mais resiliente”, explica Oliveira.
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Novos avanços
O CFO da Iguatemi ainda destaca que a alienação de participações minoritárias é uma alavanca estratégica de geração de valor e liquidez.
“Ela nos permite concentrar recursos em ativos dominantes e preservar uma estrutura de capital extremamente robusta”, diz.
Ele ainda destaca:
“Entramos no restante de 2026 com o balanço limpo e um portfólio altamente qualificado. Assim, estamos prontos para capturar a maturação das novas marcas internacionais que escolheram a plataforma Iguatemi como seu destino no país”.
A Iguatemi S.A. encerra o 1T/2026 não apenas com eficiência operacional comprovada, mas com uma estrutura de capital otimizada que a diferencia em seu setor.
A combinação entre a dominância física de seus shoppings e a aceleração do ecossistema digital e de varejo próprio pavimenta o caminho para um crescimento sustentável.
Por fim, a companhia mantém o foco na geração de valor para o acionista por meio da seletividade de ativos. Bem como do fortalecimento de sua posição como o hub indispensável para o mercado de luxo e alta renda no Brasil.
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