Interesse dos investidores em shoppings deve seguir aquecido em 2026

Consultoria aponta que os shoppings assumiram o protagonismo do período com R$ 5,5 bilhões movimentados em 16 operações relevantes.

São Paulo, 4 de fevereiro de 2026 – O mercado de imóveis comerciais encerrou o último trimestre com um volume histórico de R$ 13,9 bilhões em transações. Esse dado é da consultoria Cushman & Wakefield, e representa o maior patamar da série iniciada em 2020.

Nesse sentido, a consultoria disse ao Metro Quadrado que investidores de perfil conservador lideram o movimento, priorizando ativos com renda já contratada para mitigar riscos operacionais.

Para se ter ideia, o setor de shopping centers no Brasil atingiu um faturamento de R$ 200,9 bilhões em 2025, um aumento de 1,2% em relação a 2024, aponta a Abrasce.

A resiliência do setor vem de uma ocupação elevada (95,6%), crescimento de serviços/lazer e forte tendência de interiorização. Além de inaugurações no segundo trimestre de 2025, registrando alta de 8,3%.

Os shoppings têm se tornado centros de convivência, com crescimento de serviços, lazer e alimentação, reduzindo a dependência exclusiva do varejo tradicional. Para saber mais sobre o setor de shoppings, acesse o Buildings CRE Tool.

Para o presidente da Abrasce, Glauco Humai, o desempenho de 2025 foi positivo. “As vendas ficaram muito próximas do que esperávamos para este ano. O crescimento de 1,6% foi importante, ainda mais se comparado com outros setores, como a indústria, com resultados abaixo. Então, estamos satisfeitos”, afirmou Humai, em matéria do Uol.

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Investidores em shopping com perfil conservador

A Cushman & Wakefield aponta, ainda, que os shopping centers assumiram o protagonismo do período com R$ 5,5 bilhões movimentados em 16 operações relevantes. Destacam-se a venda do Midway Mall e a transação bilionária entre XP Malls e Riza Asset.

Além disso, especialistas preveem que o setor seguirá aquecido em 2026, atraindo propostas inclusive por portfólios completos.

O segmento de logística também demonstrou força ao registrar R$ 5,3 bilhões em negócios no trimestre. Paralelamente, o setor de escritórios movimentou R$ 2 bilhões com foco estrito em lajes corporativas triple A.

Como resultado, o preço médio do metro quadrado atingiu R$ 14.326, refletindo a alta demanda por prédios de padrão premium.

Por fim, a escassez de espaço na Faria Lima desloca o interesse de grandes ocupantes para regiões como Chucri Zaidan e Chácara Santo Antônio. Consequentemente, a pressão sobre os preços deve continuar, pois a queda dos juros estimula a busca por áreas maiores.

Assim, o cenário para 2026 indica uma consolidação de ativos maduros e resilientes no portfólio dos grandes fundos.

Resumo da reciclagem de portfólios  

  • Iguatemi (IGTI11): vendeu participações em quatro de seus shoppings por R$ 372 milhões para um fundo imobiliário da XP. Em outra operação relevante, concluiu, junto a fundos, a compra de shoppings como o Pátio Higienópolis e Paulista.
  • XP Malls (XPML11): realizou uma movimentação estratégica de venda de participações em nove shoppings, gerando um montante de R$ 1,6 bilhão. Parte desse valor foi utilizada para quitar dívidas de aquisições anteriores.
  • JHSF (JHSF3): captação de R$ 780 milhões com fundo imobiliário de shopping em 2025. As vendas consolidadas dos shoppings da JHSF cresceram 10% no 4T/2025.
  • Vinci Shopping Centers (VISC11): concluiu a aquisição de fatias de 4 shoppings da Ancar Ivanhoe, incluindo participações no Pantanal Shopping (21,5%), Porto Velho Shopping (49%), Shopping Boulevard (40%) e 100% do North Shopping Maracanaú, totalizando R$ 659,5 milhões.
  • Movimentações Gerais: Oosetor viu a saída da Brookfield de ativos premium e a venda do Midway Mall pela Guararapes, com taxas de capitalização (cap rates) situando-se entre 7,5% e 9,5% para ativos de alta performance.

Notícia do Metro Quadrado 

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