Conteúdo Exclusivo – Por Ellen Costa
Com 110 mil m² de escritórios Classe A absorvidos no 4T de 2025, setor inicia 2026 com indicadores sólidos, deixando incertezas no passado, segundo dados da Buildings.
São Paulo, 23 de janeiro de 2026 – O mercado de escritórios Classe A de São Paulo encerrou 2025 em um dos momentos mais sólidos de sua história recente. Segundo dados da Buildings, a absorção líquida dos escritórios Classe A e A+ alcançou 110 mil m² no último trimestre do ano. Trata-se do maior resultado desde 2018 (117 mil m² no 1T/2018).
Esse desempenho supera marcas relevantes de anos anteriores, como 98 mil m² no 4T/2021, 106 mil m² no 4T/2023, 107 mil m² no 3T/2024 e 100 mil m² no 2T/2025, sinalizando um adeus às incertezas do passado.
Nesse sentido, na somatória anual, 2025 apresentou uma absorção líquida de escritórios de alto padrão de 358 mil m². Este resultado foi maior que 2024, de 314 mil m². Por outro lado, o saldo de 2023 foi de 184 mil m², com um trimestre negativo em 15 mil m².
O mercado de escritórios Classe A também registrou o 11º trimestre consecutivo de absorção líquida positiva. Os 110 mil m² absorvidos no 4T de 2025 representam o dobro do observado no trimestre anterior (55 mil m² no 3T/2025).
Por conseguinte, esse avanço confirma uma demanda consistente por espaços corporativos de alto padrão na cidade paulistana.
Desde o segundo trimestre de 2023, São Paulo vem ocupando consistentemente mais áreas do que devolvendo, acumulando mais de 800 mil m² absorvidos no período — um indicador claro do fortalecimento da atividade corporativa e da confiança das empresas no ambiente físico de trabalho.
O papel da inteligência de mercado
Mesmo com a entrada de 42 mil m² de novo estoque agora, provenientes das entregas dos edifícios Arena Tower, Fonsecas Tower e River South, o mercado manteve ritmo acelerado de ocupação. Leia também: Setor de Escritórios em SP: taxa de vacância cai e preço pedido de aluguel sobe no 4T/2025
Assim, atualmente o estoque total da cidade soma 5,2 milhões de m², distribuídos em 310 edifícios corporativos Classe A e A+, com uma taxa de vacância acima de 10% (14,40%), mas em queda desde o final de 2023, o que reforça a relevância de São Paulo como principal hub corporativo da América Latina.
Nesse sentido, o papel da inteligência de mercado torna-se cada vez mais estratégico. Assim, a Buildings, primeira empresa brasileira especializada em pesquisa imobiliária corporativa, acompanha esse movimento desde 2005. Para isso, utiliza o Buildings CRE Tool, o maior banco de dados do setor, com mais de 8 mil imóveis cadastrados.
A empresa monitora de forma contínua os mercados de escritórios de São Paulo, Rio de Janeiro e outras 15 cidades brasileiras. Também acompanha todos os condomínios logísticos do país; e ainda atua no mercado de Santiago, no Chile, desde 2021.
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Decisões importantes
Em um cenário de crescimento consistente, decisões baseadas em dados confiáveis deixam de ser diferenciais e passam a ser essenciais. Os números da Buildings permitem que investidores, incorporadores, proprietários e ocupantes compreendam com precisão os ciclos do mercado. Com isso, eles conseguem antecipar movimentos de demanda, avaliar riscos e identificar oportunidades reais para seus negócios imobiliários.
Por fim, o recorde de absorção registrado em 2025 não representa apenas um bom resultado pontual, mas evidencia uma transformação estrutural do setor. Além disso, reforça como a análise de dados é fundamental para sustentar o crescimento do mercado imobiliário corporativo nos próximos anos.
Tem interesse em conhecer as principais movimentações e indicadores do setor de escritórios? Acesse o Buildings CRE Tool.
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