Notícias do mercado imobiliário corporativo #233

Confira as últimas notícias do mercado imobiliário corporativo de São Paulo e outras regiões, abrangendo o período de 13 a 17 de junho de 2025. Além disso, explore artigos e conteúdos relacionados que trazem insights valiosos sobre o setor. Para não perder nenhuma novidade, inscreva-se no canal da Buildings no YouTube clicando aqui.

HGBS11 vai vender participação em Shopping Jardim Sul por valor extraordinário

17/06 – Revista Buildings

O fundo imobiliário Hedge Brasil Shopping (HGBS11), em atividade desde dezembro de 2006, anunciou, recentemente, um compromisso de venda referente a 10% do Shopping Jardim Sul, situado na Vila Andrade, em São Paulo.

A Vila Andrade, especialmente o entorno da Avenida Giovanni Gronchi, onde o shopping está localizado, reúne infraestrutura completa, facilidades de acesso e constante valorização.

A transação, que movimenta expressivos R$ 63 milhões — valor a ser pago à vista na assinatura da escritura definitiva —, simboliza um novo marco estratégico para o portfólio do fundo.

Conforme dados do CRE Tool Buildings Shoppings, o Shopping Jardim Sul possui 28.700 m² de área bruta locável (ABL). Além disso, também conta com 171 lojas, além de 9 restaurantes, 6 lojas âncoras e 9 megalojas.

Também conta com 1818 vagas de estacionamento para receber seu público consumidor. 

Atualmente, o HGBS11 detém participação direta e indireta em 18 shopping centers. Apenas no Jardim Sul, a fatia chega a 90%, sendo esse ativo responsável por 19% do portfólio total do fundo, o que ilustra a relevância da operação.

Além disso, o HGBS11 conta com mais de 126 mil cotistas e tem como principal objetivo gerar renda por meio da aquisição e exploração comercial de participações em shoppings já construídos e em operação.

Tais empreendimentos, inclusive, necessitam apresentar, no mínimo, 15 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL), além de localização em regiões com pelo menos 500 mil habitantes.

Quer conhecer mais sobre o setor de shoppings? Acesse a Revista Buildings e leia conteúdo exclusivo.

Mercado imobiliário corporativo: Eurofarma volta ao endereço que já abrigou sua fábrica – agora um triple A

17/06 – MetroQuadrado

Depois de cinco anos como inquilina, a Eurofarma está voltando a ter sua sede num imóvel próprio em São Paulo – e em um endereço histórico para a companhia.

A farmacêutica já começou a se mudar para o Viva! Campo Belo, um prédio de uso misto recém-inaugurado e desenvolvido pela Jacarandá Capital, uma gestora de real estate ligada a sócios da Eurofarma.

A companhia ocupou o mesmo endereço por mais de 40 anos, desde os anos 1970, década em que foi fundada, chegando a abrigar ali a sua antiga fábrica, além do escritório.

A fábrica funciona em outro endereço desde 2008, em Itapevi, num complexo de 80 mil m² na Rodovia Castello Branco, e a área administrativa saiu no início de 2020, para ser inquilina no Roberto Marinho Square, no Brooklin, enquanto Jacarandá tocava o desenvolvimento.

Em um terreno de 10 mil metros quadrados, a nova torre tem 19 andares que somam 79 mil m², dos quais 24 mil m² de área locável em padrão triple A.

A 15 minutos do aeroporto de Congonhas, o projeto prevê ainda um shopping integrado com salas comerciais, teatro e cinema, ainda em fase de desenvolvimento. 

O projeto foi pensado para integrar o empreendimento à área urbana do bairro, com uma torre concebida em quatro blocos de vidro, separados por faixas de vegetação, e com paisagismo de Ricardo Cardim.

A região de Moema – onde Campo Belo está inserida – tem despontado como rota alternativa para investimentos em edifícios corporativos.

Mercado imobiliário corporativo: Shopee atinge 912 mil m² de espaços logísticos ocupados no Brasil

16/06 – Revista Buildings

Presente no Brasil há quase cinco anos, a Shopee não para de crescer.

Segundo dados do Buildings CRE Tool, que monitora todas as ocupações em condomínios logísticos no Brasil, a Shopee aluga atualmente 912 mil m² em todo o território nacional. Esses espaços estão distribuídos em 81 ocupações em condomínios (não inclui galpões isolados).

Além disso, ampliou seu território neste início de 2025, adicionando nesse primeiro trimestre, nove condomínios ao seu portfólio. Apenas no primeiro trimestre de 2025, alugou ou expandiu em 10 condomínios, que somam 66 mil m² de área locável.

Em São Paulo (capital), entre os condomínios ocupados pela Shopee, destacam-se: CL SP Dutra – Centro Logístico Dutra, Condomínio Logístico Mooca, Goodman Itaquera, GS Espaço Empresarial Park Maginal Lapa III, GS Espaço Empresarial Park Vila Anastácio e Landscape Business Park.

A exemplo de sua expansão fora de São Paulo, recentemente instalou mais um centro de distribuição no Recife, em Pernambuco. 

A operação no estado pernambucano será conduzida no formato fulfillment, em que todo o processo — desde o armazenamento dos produtos até o empacotamento e a entrega — é centralizado em uma única instalação. 

Esse modelo já é utilizado pela empresa em São Paulo e deverá ser replicado com sucesso na nova unidade nordestina.

A escolha pelo Recife não foi por acaso. A região Nordeste representa o terceiro maior polo de vendedores da plataforma, e Pernambuco está entre os estados com maior número de lojistas, ao lado da Bahia e do Ceará. 

Para saber todos os indicadores da Shopee, acesse a Revista Buildings e conheça o Buildings CRE Tool.

Feira de Santana se consolida como destaque logístico no Nordeste

16/06 – De Olho na Cidade

Feira de Santana tem se consolidado como um dos principais polos de desenvolvimento logístico do Nordeste.

A avaliação é do especialista no mercado imobiliário Humberto Mascarenhas, que participou do quadro Home News e destacou o crescimento da cidade impulsionado por sua localização estratégica, infraestrutura privada e alta demanda de empresas por centros de distribuição.

“Feira sempre foi diferenciada nesse sentido devido à sua localização estratégica. Somos hoje o maior entroncamento rodoviário de todo o Norte e Nordeste. Tudo que passa por essas regiões tem que passar por Feira”, afirmou.

De acordo com o especialista, o crescimento do e-commerce após a pandemia ampliou ainda mais a necessidade por galpões logísticos modernos.

Um estudo recente colocou Feira de Santana atrás apenas de Lauro de Freitas (BA) e Itaitinga (CE) no ranking nordestino do setor logístico. No entanto, Humberto acredita que os dados não refletem plenamente a realidade local.

“Esse estudo precisa ser mais aprofundado. Só um condomínio em Feira tem mais de 172 mil metros quadrados de área locável 100% ocupada. Isso mostra que Feira já deveria estar em primeiro lugar. O que falta hoje é estrutura para receber ainda mais empresas”, pontuou.

Galpões em Feira de Santana representam oportunidade de investimento

Os dados do Buildings CRE Tool apontam que o estado baiano possui 1,2 milhão de m² de estoque logístico/industrial, distribuído em 55 empreendimentos (de todas as classes).

O perfil mais procurado no mercado são os chamados galpões logísticos ‘triple A’, com infraestrutura moderna: pé-direito de pelo menos 8 metros, docas, piso de alta resistência e segurança reforçada. Por isso, os condomínios logísticos têm se tornado protagonistas no setor.

O especialista reforçou que o mercado de galpões em Feira de Santana representa uma oportunidade de investimento de alta rentabilidade. Os aluguéis variam entre R$ 12 e R$ 28 por metro quadrado, dependendo da estrutura e da localização.

“Um galpão moderno de 3 mil metros quadrados pode gerar algo em torno de R$ 75 mil por mês e mais do que o valor, é importante lembrar que é um investimento com baixíssima vacância, o que garante retorno rápido e contínuo”, analisou.

Os coworkings estão furando a bolha do Sudeste

11/06 – MetroQuadrado

Os coworkings e escritórios flexíveis estão indo além das fronteiras do Sudeste.

Embora a região ainda concentre a maior parte dos espaços do tipo, a cidade onde a categoria mais cresceu no ano passado é Fortaleza.

O número de escritórios flexíveis saltou 128% na capital do Ceará, passando de 64 para 147 unidades. Esse dado é do último censo de coworkings da Woba.

No recorte entre estados, o maior avanço também se deu fora do eixo Rio-São Paulo, com Goiás avançando 81% em 2024 e chegando ao número de 103. Já entre as regiões, a maior alta foi no Sul, de 205%.

Segundo Pedro Vasconcellos, um dos fundadores da Woba, um dos fatores que explica essa diversificação geográfica é a expansão das operações de empresas que mais costumam demandar o modelo.

São companhias que pertencem principalmente aos setores financeiro, de tecnologia e vendas. Estas vêm atraídas pela velocidade e custo menor para a abertura dos escritórios do tipo, conhecido pelos espaços abertos e layouts facilmente adaptáveis.

Juntos, esses segmentos representam 57,5% do total de usuários no Brasil.

“O cliente não precisa colocar capex, contratar todos os fornecedores e reformar e, com isso, conseguem um custo de 30% a 50% mais barato do que no modelo tradicional,” Vasconcellos disse ao Metro Quadrado.

Outras empresas

A XP, por exemplo, que é uma das clientes da Woba, hoje está presente em mais de 180 cidades por meio desse modelo. O IFood, outro cliente da casa, já ultrapassa as 200 cidades.

O fundador da Woba acredita ainda que o perfil de quem é dono dos coworkings ajuda a explicar o boom recente.

Apesar de cada vez mais players entrarem nesse mercado, os escritórios flexíveis e coworkings ainda representam apenas 7% do mercado corporativo. Vale destacar que esse percentual era de 5% antes da pandemia.

Segundo estimativas da JLL, 30% de todos os escritórios do mundo devem ser flexíveis até 2030.

Vasconcellos aposta que a expansão contínua de grandes nomes do setor financeiro deve seguir impulsionando esse mercado.

Para não perder nenhuma novidade, inscreva-se no canal da Buildings no YouTube clicando aqui.

Deixe uma resposta

Translate

Descubra mais sobre Revista Buildings

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo