Confira as últimas notícias do mercado imobiliário corporativo de São Paulo e outras regiões, abrangendo o período de 06/03 a 12/03 de 2026. Além disso, explore artigos e conteúdos relacionados que trazem insights valiosos sobre o setor. Para não perder nenhuma novidade, inscreva-se no canal da Buildings no YouTube clicando aqui.
Galpões estão quase cheios — e ainda mais nos Fundos
Os galpões logísticos no Brasil operam com níveis baixos de vacância, refletindo a forte demanda por centros de distribuição e infraestrutura de armazenagem.
Segundo estudo do BTG Pactual, a taxa média de vacância do setor encerrou 2025 em 7,1%, um dos menores patamares observados na série recente do mercado.
O levantamento, baseado em dados da Buildings e analisado pelo banco, mostra que o mercado brasileiro de galpões passou por forte expansão nos últimos anos. O estoque total saltou de 23 milhões para 53 milhões de metros quadrados de área bruta locável. Isso representa um crescimento de cerca de 130% em pouco mais de uma década.
Se o mercado como um todo já apresenta vacância reduzida, os fundos imobiliários logísticos operam com níveis de ocupação ainda mais elevados.
Levantamento do portal, a partir de relatórios gerenciais recentes de grandes fundos do setor, mostra vacância inferior à média nacional em diversos portfólios.
O fundo BTG Pactual Logística reportou vacância financeira de 2,9% em seu portfólio logístico, composto por 34 imóveis e cerca de 1,4 milhão de metros quadrados de ABL. Para saber mais, acesse a Revista Buildings.
O escritório como destino: a nova fronteira da Arquitetura Corporativa
O setor de escritórios atravessa um período de amadurecimento profundo. Após alguns anos de experimentações com modelos híbridos e remotos, o espaço físico reafirma sua relevância, mas sob uma nova ótica.
Assim, temos observado que o projeto corporativo contemporâneo deixou de ser apenas uma questão de eficiência espacial para se tornar uma ferramenta estratégica de conexão.
O escritório de 2026 não é mais um local onde as pessoas precisam estar, mas um destino onde elas desejam estar. Essa transformação é sustentada por três pilares fundamentais: hospitalidade, cultura e sustentabilidade.
Para entender mais sobre esse novo momento dos escritórios em São Paulo e como esse movimento tem transformado o setor imobiliário, leia artigo completo na Revista Buildings.
São Paulo tem 2ª maior absorção de escritórios em 5 anos
O setor de escritórios de alto padrão em São Paulo registrou 834 mil m² de absorção bruta nos últimos 12 meses, a segunda melhor marca em cinco anos segundo Secovi-SP e CBRE.
O indicador reforça a resiliência do mercado corporativo premium na capital paulista, que segue atraindo empresas em busca de localização estratégica e eficiência operacional.
No quarto trimestre de 2025, a Pesquisa e Análise do Mercado de Locação de Escritórios monitorou cerca de 8,7 milhões de m² de áreas locáveis de padrão elevado.
Embora o volume anual tenha recuado levemente frente a 2024, o dinamismo permanece acima do observado na maior parte do período recente, sustentando expectativas positivas para a ocupação em 2026.
A preferência por edifícios contemporâneos ganhou força, com 60% da absorção bruta concentrada em imóveis Classe A ou A+ no trimestre.
Esse percentual, o maior em cinco anos, evidencia o “flight to quality”, movimento em que empresas migram para ativos com melhores especificações técnicas, maior eficiência e serviços integrados.
Fundos logísticos devem desacelerar em 2026 após forte valorização em 2025, aponta XP
Os fundos imobiliários de galpões logísticos devem registrar valorização mais moderada em 2026, segundo análise da XP.
Em 2025, uma cesta de FIIs do segmento que compõem o Ifix avançou 23%, impulsionada pelo bom momento da logística, com recorde de entregas, aluguéis em alta e demanda aquecida.
Neste ano, porém, o desempenho perdeu força. Até o início de março, esses fundos acumulam alta de 3,3%, abaixo do avanço observado em FOFs, hedge funds imobiliários e fundos de shopping.
De acordo com Marx Gonçalves, head de fundos listados do research da XP, o ritmo mais moderado ocorre porque boa parte das cotas já reflete a forte performance operacional do setor.
“Os fundos fizeram a lição de casa, já colhem frutos e estão melhor precificados, então não esperamos valorizações substanciais”, afirmou o executivo.
Ainda assim, os indicadores operacionais permanecem sólidos. Alguns Fundos registram aumento real do preço dos aluguéis, algo incomum no segmento. Além disso, os ativos cobertos pela XP apresentam vacância média de 3,3%, bem abaixo da média nacional de 7,2%.
Logística last mile no raio de 15 km de São Paulo sustenta novo ciclo
A promessa de entregar produtos essenciais em até 15 minutos marca uma nova fase da logística urbana no Brasil. Com o lançamento do Amazon Now, a Amazon não apenas amplia sua atuação no varejo alimentar e de conveniência, mas também eleva o nível de exigência da logística last mile — especialmente em mercados densos como o de São Paulo.
Nesse sentido, por trás do botão “Chega em 15 min”, existe uma engrenagem imobiliária estratégica. E ela se concentra, de forma decisiva, no raio de até 15 quilômetros da capital paulista — onde a oferta de galpões de alto padrão, a vacância reduzida e a escassez de terrenos moldam o novo ciclo da logística urbana.
Assim, o mercado de condomínios logísticos e galpões industriais nesse raio segue aquecido. O resultado é sustentado por uma vacância extremamente baixa, de apenas 4,25%.
Além disso, existe a predominância de ativos de alto padrão e forte concentração nos principais eixos metropolitanos.
Levantamento do Buildings CRE Tool aponta a existência de 24 empreendimentos mapeados na região, todos de perfil Classe A e A+, representando um estoque total de aproximadamente 550 mil m².
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