Confira as últimas notícias do mercado imobiliário corporativo de São Paulo e outras regiões, abrangendo o período de 13/03 a 19/03 de 2026. Além disso, explore artigos e conteúdos relacionados que trazem insights valiosos sobre o setor. Para não perder nenhuma novidade, inscreva-se no canal da Buildings no YouTube clicando aqui.
Escassez de galpões e investimentos em portos colocam SC no radar logístico
O mercado logístico brasileiro inicia o ano pressionado por uma equação que combina alta ocupação e oferta limitada de espaços, sobretudo nas regiões mais estratégicas para o escoamento de cargas.
Após um 2025 marcado por forte absorção, o segmento de condomínios logísticos chega a 2026 com indicadores apertados e crescente disputa por ativos bem localizados.
Dados da Colliers apontam que o estoque locado atingiu 4,8 milhões de metros quadrados, enquanto a taxa de vacância recuou para 7%. O valor médio pedido de locação alcança R$ 31 por metro quadrado ao mês.
Já a Cushman & Wakefield registra absorção líquida de 1,63 milhão de metros quadrados e vacância ainda mais restrita, de 6,56%, reforçando o cenário de escassez.
Nesse contexto, Santa Catarina emerge como um dos principais vetores dessa nova dinâmica. O estado reúne simultaneamente baixa disponibilidade de galpões e um robusto ciclo de investimentos em infraestrutura portuária e logística, o que intensifica a pressão por áreas próximas aos principais corredores de transporte.
Entre os projetos em andamento, o Porto Itapoá avança em sua quarta fase de expansão, com investimentos de R$ 500 milhões.
Em Navegantes, a Portonave executa um pacote de R$ 2 bilhões voltado à modernização de seu cais.
Iguatemi movimenta R$ 372 milhões com venda de participações para XP Malls
A Iguatemi (IGTI11) concluiu, na última sexta-feira, dia 13, a venda de participações minoritárias em quatro shoppings para o fundo imobiliário XP Malls. A transação totalizou R$ 372 milhões.
A operação envolveu ativos relevantes do portfólio da companhia, com diferentes percentuais de participação em cada empreendimento.
Entre os ativos negociados, a empresa vendeu 9% do Shopping Iguatemi Alphaville; 23,96% do Shopping Iguatemi Ribeirão Preto; 18% do Shopping Iguatemi São José do Rio Preto e 7% do Shopping Praia de Belas. Para saber mais, acesse a Revista Buildings.
Como a ocupação estratégica de escritórios fortalece o mercado imobiliário
O mercado imobiliário corporativo brasileiro atravessa um momento de maturidade sem precedentes. Se em anos anteriores a discussão era pautada quase exclusivamente pela vacância e embate de preços, hoje, o diálogo evoluiu para algo mais sofisticado: a qualidade da ocupação.
Nesse sentido, o papel de uma consultoria focada no ocupante (Tenant Representation) tem sido cada vez mais fundamental para encontrar o escritório ideal.
Ao apresentar soluções, o foco já não é apenas o aspecto financeiro. Uma ocupação bem-sucedida hoje é aquela que oferece alinhamento estratégico e visibilidade em pautas de ESG (Ambiental, Social e Governança).
Trazer uma nova empresa para o país ou viabilizar uma nova locação estratégica significa, acima de tudo, conectar o DNA da corporação ao espaço físico que ela ocupa.
Para saber mais sobre o tema e expandir a discussão, acesse a Revista Buildings.
No Raio 30 de São Paulo, o aluguel dos galpões nunca subiu tanto
Os proprietários de galpões logísticos de alto padrão em São Paulo nunca subiram tanto o valor da locação.
Um levantamento feito pelo Secovi-SP – em parceria com a CBRE – mostra que o preço médio dos aluguéis no Raio 30 cresceu 20,8% em 2025 entre os imóveis classe A/A+, a maior alta anual da série histórica.
Quase duas vezes o avanço de 2024, que foi de 11,8%. A média de preço está em R$ 35/m².
A expansão dos operadores logísticos para dar conta da demanda no ecommerce reduziu a oferta disponível – com a taxa de vacância caindo para 7,8%, o menor nível desde 2012 – e gerou “um aumento contínuo no preço médio pedido,” apontou o Secovi-SP.
A alta do aluguel também reflete uma maior disposição dos proprietários para chamar os inquilinos para revisar os contratos em andamento.
Segundo a CBRE, este foi o primeiro ciclo de revisões de contrato que o mercado logístico experimentou no Brasil, com mais força no Raio 30 de São Paulo e com algumas conversas levando a reajustes de 20% a 30% no ano passado, enquanto o mercado paulistano de escritórios já passou por vários ciclos.
Chegadas e Partidas: a evolução do mercado corporativo
O refrão de uma música antiga afirmava que “chegar e partir são dois lados da mesma moeda”. Essa sentença, talvez, se aplique para quem está viajando. Para o mundo corporativo, entretanto, não é bem assim.
As empresas mudam de região, endereço ou prédio por diferentes razões. Crescimento de suas operações, fusões, aquisições, reduções.
Nesse movimento há diferentes expectativas, positivas ou não. Um dos locadores terá o imóvel desocupado — significando despesa no lugar de receita; o segundo locador terá a boa notícia de uma nova locação.
Já o locatário, por sua vez, estará focado na mudança para o novo escritório, certamente com a expectativa de um novo espaço, planejado especialmente para atender seu plano de ocupação.
Nesse contexto todo, existe um ponto pouco discutido.
Por anos, o mercado assistiu à desmontagem completa de espaços de alto padrão apenas para atender cláusulas de devolução. Um processo que levanta uma questão importante: faz sentido destruir para reconstruir?
Para saber mais, leia artigo exclusivo que revela tensões, paradoxos e oportunidades de evolução no mercado imobiliário corporativo.
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