Resumo da Semana: notícias do mercado imobiliário corporativo #29

Confira abaixo as mais recentes notícias do mercado imobiliário corporativo, além de artigos com temas relacionados.

MadeiraMadeira compra startup de logística e abre sua temporada de aquisições

09/06 – Neo Feed

Em janeiro, quando anunciou um aporte de US$ 190 milhões de dólares liderado pelo Softbank e pela Dynamo, a MadeiraMadeira abriu a temporada de unicórnios brasileiros em 2021.

Guide Shop da MadeiraMadeira, em Curitiba

Cinco meses depois, com o caixa reforçado, a plataforma online de móveis e produtos para casa está inaugurando uma agenda de aquisições.

A empresa anunciou na última quarta-feira, 9 de junho, a compra da iTrack Brasil, startup paulistana de softwares para logística. A transação é a primeira aquisição da empresa e marca o início de uma estratégia de crescimento inorgânico.

O valor da transação não foi revelado.

Segundo Daniel Scandian, cofundador e CEO da MadeiraMadeira.

“A logística é um dos pilares para destravar o potencial da nossa categoria, que tem entregas muito complexas. E a compra da iTrack está alinhada com a necessidade de incorporar tecnologias para lidar com essa questão”.

Fundada em 2017, a iTrack Brasil tem um portfólio que cobre e ajuda a gerenciar todas as etapas do transporte de mercadorias. O leque inclui desde softwares de rastreamento de carga e de roteirização até um programa de avaliação, mensuração e compensação de emissões de CO2 nas entregas.

Digitalização e autonomia do colaborador. Este é o escritório do futuro segundo o Banco Original

09/06 – Época Negócios

A digitalização das atividades, acelerada pela pandemia, deve impactar e dar novos ares ao ambiente corporativo, influenciando inclusive em sua composição física, na opinião do presidente do Banco Original, Alexandre Abreu. Segundo ele.

O presidente do Banco Original, Alexandre Abreu (Foto: Divulgação)

“Vivenciar a pandemia foi uma experiência impactante para toda a sociedade, tanto do ponto de vista pessoal quanto profissional. A tendência à digitalização, que ficou ainda mais clara durante o período com o papel da tecnologia crescendo exponencialmente, é muito relevante para pensarmos o futuro dos escritórios”.

O período de isolamento trouxe algumas mudanças para os planos da companhia, entre elas algumas adequações para a nova sede.

“Em 2020, tínhamos planejado a nossa mudança de sede para um prédio novo, mais moderno, com 24 andares e que unificaria todas as equipes do banco que antes estavam espalhadas em cinco sítios diferentes. Com os efeitos da pandemia, alguns planos foram adaptados, entre eles o trabalho remoto”, explica Alexandre Abreu.

Enquanto o modelo anterior englobava somente 30% dos colaboradores trabalhando em casa, o novo ampliou esse percentual para 80%.

“Acreditamos na liberdade de escolha, tanto para os clientes como para as nossas equipes. Por isso, o colaborador terá autonomia para optar pelo formato mais efetivo: podendo realizar o trabalho de onde estiver, sempre acertando com sua liderança. Acreditamos que há uma tendência para esse modelo híbrido de forma geral no mercado”.

A segurança foi uma das palavras de ordem nesta estruturação. Em um andar onde trabalhavam 100, hoje a empresa terá entre 30 e 40 pessoas, aproximadamente.

“Sabemos o quanto a sede de uma empresa é importante e trouxemos um novo espaço para nossos colaboradores, com ambientes amplos, arejados e práticos”, conclui o presidente.

Wall Street vê 61% dos trabalhadores nos escritórios em setembro

09/06 – Exame

Wall Street está mais otimista quanto à missão de convencer os funcionários a retornarem aos escritórios. Empresas do setor de serviços financeiros esperam que 61% dos funcionários estejam de volta no final de setembro em relação a 50% no levantamento de março, segundo pesquisa da Partnership for New York City.

Para funcionários de escritórios em geral, 62% do total deve retornar ao local de trabalho em setembro (Paul Morris/Bloomberg/Getty Images)

Cerca de 14% dos profissionais do setor financeiro já retornaram, a segunda maior ocupação entre os setores pesquisados, mas ainda bem atrás do segmento imobiliário, com 70%.

Os maiores empregadores de Wall Street começaram a apresentar planos para persuadir o retorno dos funcionários aos escritórios mais de um ano depois que a pandemia levou ao trabalho remoto em massa.

O Bank of America encorajou os principais gerentes em Nova York a voltarem ao escritório, enquanto o Goldman Sachs disse aos funcionários para planejarem o retorno na próxima semana.

Para funcionários de escritórios em geral, 62% do total deve retornar ao local de trabalho em setembro, em comparação com 45% na pesquisa realizada em março.

Apenas 27 das 180 empresas pesquisadas pela Partnership planejam exigir que os trabalhadores sejam vacinados contra a Covid-19 antes do retorno, embora outras ainda planejem incentivar os funcionários a se vacinarem.

Alta na oferta de escritórios na Faria Lima abre janela para negociar locação

07/06 – Folha de S.Paulo

A região da Faria Lima, avenida que cruza os bairros de Pinheiros, Itaim Bibi e Vila Olímpia, na capital paulista, é uma espécie de objeto de desejo do mercado corporativo.

Faria Lima Plaza, já em fase de acabamento, é um dos últimos grandes edifícios a serem entregues na avenida de mesmo nome, na capital paulista – Danilo Verpa/Folhapress

Mais do que uma área que concentra prédios de bancos, financeiras, startups e grandes empresas, a via carrega o simbolismo de ser uma zona de circulação de cifras importantes.

Para as empresas com esse tipo de aspiração, o momento é favorável para iniciar negociações. O preço do metro quadrado não caiu, mas novas entregas previstas para este ano elevarão a taxa de vacância na região, em meio a incertezas quanto à velocidade da vacinação contra a Covid-19 e da retomada nas ocupações dos escritórios.

O Faria Lima Plaza, por exemplo, deve colocar 40 mil metros quadrados em lajes de alto padrão no mercado. Um diferencial do empreendimento é a localização. Fica no Largo da Batata, na chamada “Faria Lima com metrô”, próximo à estação de mesmo nome.

Fernando Didziakas, sócio-diretor da Buildings, diz que são grandes as expectativas com a performance de locação deste edifício.

Já se calcula que a região da Faria Lima chegue, até o meio do ano, a uma taxa de disponibilidade de 15%, o que o mercado considera um cenário de neutralidade para negociações, quando não pende nem para os locadores, nem para os locatários.

Hoje, essa taxa está em 11%, considerado favorável aos proprietários.

Segundo Didziakas, da Buildings, são poucos os empreendimentos da região na estrutura de fundos imobiliários. Por serem muito caros, o retorno é baixo. A expectativa em relação ao Faria Lima Plaza é alta também por isso: um fundo imobiliário da XP comprou 40% do edifício.

Além disso, a Buildings calcula que essa taxa entre os edifícios corporativos na Faria Lima esteja em 8,32%. No primeiro trimestre do ano passado, estava em 4,18%.

A diretora de transações da JLL lembra que a Faria Lima foi a última das regiões prime — que incluem ainda Chucri Zaidan, Juscelino Kubitschek e Berrini — a sentir o impacto das devoluções de lajes.

Quando 2020 começou, a região tinha apenas cerca de 5% de disponibilidade de escritórios de alto padrão. Com a disputa por espaço, os preços começavam a subir.

Para Didziakas, a taxa de pré-locação desses edifícios demonstra que empreendimentos de alta qualidade e com boa localização encontram demanda. Atualmente, como muitas empresas estão com seus escritórios fechadas, pode haver a sensação, segundo ele, de que a região está esvaziada. No entanto, muitas optaram por esperar.

Ele explica.

“Em grande parte dos contratos de locação, a empresa tem que devolver no formato que alugou. Sem parede, sem móveis, com pintura branca. O custo de devolução, de desmobilização, é muito grande. E a depender do momento do contrato, a empresa paga uma multa, e pode ser bem elevada”.

Com a alta dos juros, como fica o rendimento dos fundos imobiliários?

09/06 – Exame Invest

A forte queda da taxa básica de juros nos últimos anos atraiu muitos investidores para a aplicação em fundos imobiliários, os FIIS. Apenas em dois anos, quando a taxa caiu de 6,5% para a mínima histórica, o valor de 2% ao ano, o número de pessoas que colocaram dinheiro em FIIs saltou de 90 mil para 1,1 milhão, segundo levantamento feito pelo Núcleo de Real State da Poli-USP.

Foto: Invest Exame

Agora, com a perspectiva de aumento da Selic para cerca de 6% até o final do ano, quem entrou na aplicação deve reconsiderar aportes feitos nos fundos?

Segundo Arthur Vieira de Moraes, especialista em fundos imobiliários e professor da EXAME Academy, não. Para ele, a alta dos juros pode até valorizar as aplicações.

Isso porque muitos fundos imobiliários, quando emitem novas cotas, precisam ter caixa para aquisições de imóveis, e essas operações não acontecem rapidamente.

Hoje, o dinheiro dos fundos aplicado nessa reserva, cautelosamente indexada ao CDI, está rendendo 3,5% bruto, sem descontar impostos. Enquanto isso, os FIIs precisam continuar a manter o valor dos dividendos distribuídos em cerca de 7%.

De acordo com o professor.

“Quanto mais tempo demorar para comprar o imóvel, que pode chegar a seis meses, pior tende a ser o fluxo financeiro do fundo, pois o dinheiro rende pouco. Isso diminui o resultado da aplicação e os cotistas pressionam por compras rápidas ou para que os gestores abram mão da taxa de gestão. Se os juros chegarem a 6%, carregar esse caixa não será tão penoso”.

A alta prevista para a Selic muda pouco os rendimentos distribuídos pelos FIIs. A alta dos juros que deve acontecer até o final do ano já está precificada no valor.

Ainda segundo Moraes, “A meta da Selic e o CDI chegaram a 2% ao ano, mas o rendimento dos títulos públicos prefixados se manteve entre 6% a 8% ao ano porque o mercado nunca achou cabível um juros neste nível no país”.

 

ARTIGOS BUILDINGS

Antes de finalizar, te convido para conferir os artigos e outros conteúdos na Revista Buildings e também no nosso canal no Youtube.

Nesta semana, publicamos uma matéria exclusiva sobre o que é O escritório do futuro”. Trouxemos o case da Ecogen Brasil que trocou as paredes altas, as portas fechadas e as salas de reuniões imponentes por um escritório moderno e mais humanizado. Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.

Além disso, publicamos uma Pesquisa de Mercado sobre a relação atual das empresas com seus escritórios. Se ainda não respondeu nossa pesquisa, queremos deixar aqui o convite. Divida com a gente: Quanto seu escritório mudou nestes últimos meses em razão da pandemia? Para responder à pesquisa, clique aqui.

E para aqueles que se interessam por fundos imobiliários, publicamos recentemente uma análise completa sobre o fundo JSRE11, que possui em seu portfólio edifícios em São Paulo de padrão AAA.

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