Conteúdo Exclusivo – Por Ellen Costa
Escritórios no Sul: dados da Buildings mostram reacomodação em Porto Alegre após nova entrega de estoque, oferta restrita em Florianópolis e equilíbrio em Curitiba.
São Paulo, 11 de fevereiro de 2026 – Não apenas o mercado de escritórios corporativo de alto padrão de São Paulo, principal polo comercial do Brasil, iniciou 2026 com indicadores positivos e crescentes.
O mercado imobiliário corporativo da região Sul do Brasil também encerrou 2025 com dinâmicas distintas entre Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba, refletindo diferentes estágios de maturidade, oferta e demanda.
Nesse sentido, os dados monitorados pela Buildings mostram que, embora o cenário macroeconômico ainda imponha cautela, há sinais de retomada e movimentos estratégicos por parte de ocupantes e investidores.
Em Porto Alegre, por exemplo, o estoque corporativo totaliza 771,3 mil m² distribuídos em 128 edifícios (todas as classes). Deste universo, 247 mil m² são de 20 edifícios Classe A, segundo dados da Buildings.
No 4T 2025, a capital gaúcha recebeu 20,1 mil m² de novo estoque Classe A. Já a taxa de vacância fechou o trimestre em 15,36% (maior que os 9% do trimestre anterior), mas como reflexo do estoque adicionado.
Por outro lado, a absorção líquida foi positiva em 2,6 mil m². Do mesmo modo, a atividade construtiva somou 13,8 mil m².
Esse avanço da vacância está diretamente ligado à entrada de novo estoque, o que amplia a oferta e tende a gerar maior poder de negociação no curto prazo, especialmente em ativos de alto padrão.
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Mercado residencial também ganha força no Sul

Isael Oliveira
Saindo um pouco do segmento corporativo, o mercado residencial também apresenta sinais de aquecimento na região Sul, como observa Isael Oliveira, corretor de imóveis na Serra Gaúcha:
“Na região Sul, especialmente em Porto Alegre, houve uma combinação de fatores que pressionou os valores de locação, como a redução da oferta de imóveis disponíveis e o aumento da demanda, principalmente por unidades compactas e bem localizadas”, explicou.
Já em Gramado e Canela, onde atua, ele aponta que, além da demanda tradicional por moradia, existe uma pressão adicional causada pelo forte apelo turístico das cidades:
“Muitos proprietários optam por direcionar seus imóveis para locação por temporada, o que naturalmente reduz o estoque de locações residenciais de longo prazo e contribui para a valorização dos contratos”.
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Florianópolis opera com estoque enxuto e vacância zerada
Em Florianópolis, o mercado corporativo mantém um perfil mais enxuto e consolidado. São 102 edifícios que somam 329,6 mil m² (todas as classes), sendo 78,9 mil m² distribuídos em 8 empreendimentos Classe A.
No 4T 2025, segundo dados da Buildings, os indicadores apontaram um cenário de oferta restrita e pouca margem para expansão imediata. Isso pode sustentar valores de locação e estimular, no médio prazo, novos projetos, caso a demanda se mantenha consistente.
Já Curitiba apresenta o maior estoque entre as três capitais analisadas, com 842,7 mil m² em 182 edifícios corporativos (todas as classes), dos quais 329 mil m² estão concentrados em 33 ativos Classe A.
No 4T 2025, a taxa de vacância ficou em 7%, a absorção líquida atingiu 1,9 mil m² e a atividade construtiva somou 5,4 mil m².
Além disso, o preço médio pedido foi de R$ 64,92/m², levemente abaixo do registrado no 3T 2025 (R$ 65,70/m²), sinalizando estabilidade com viés competitivo.
Assim, o mercado curitibano demonstra equilíbrio entre oferta e demanda, com espaço para negociações pontuais e manutenção de patamares de ocupação relativamente saudáveis.
Indicadores apontam cenários distintos
Mercado Corporativo Classe A – Região Sul (4T 2025)
| Indicador | Porto Alegre | Florianópolis | Curitiba |
|---|---|---|---|
| Estoque Classe A | 247 mil m² | 78,9 mil m² | 329 mil m² |
| Nº de Edifícios Classe A | 20 | 8 | 33 |
| Novo Estoque (4T 2025) | 20,1 mil m² | — | — |
| Taxa de Vacância | 15,36% | 0% | 7% |
| Absorção Líquida (4T 2025) | 2,6 mil m² | 0 | 1,9 mil m² |
| Atividade Construtiva | 13,8 mil m² | 0 | 5,4 mil m² |
De forma geral, o Sul do país apresenta três realidades complementares.
Porto Alegre vive um momento de reacomodação após a entrada de novo estoque. Florianópolis opera com oferta extremamente restrita. Já Curitiba se mantém em equilíbrio, com indicadores estáveis e vacância controlada. Tem interesse nos dados imobiliários do Sul? Acesse a plataforma CRE Tool.
Paralelamente, o segmento residencial — especialmente na Serra Gaúcha — segue aquecido, reforçando o dinamismo do mercado imobiliário regional todo. E evidenciando que, mesmo em ciclos distintos, há oportunidades tanto no corporativo quanto no residencial. Para conhecer o trabalho de Isael Oliveira, clique aqui.
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