“Prédios ganham novo perfil de inquilinos”, matéria do Estadão

Em matéria publicada no Estadão e republicada na Isto é Dinheiro, ambas no dia 05/04, os dados da Buildings e informações compartilhadas por Fernando Didziakas, trouxeram o perfil dos novos inquilinos para os prédios comerciais de São Paulo. O setor imobiliário conta com aumento da demanda de empresas de tecnologia, saúde e finanças para tentar reduzir a taxa de vacância.

Edifício B32, em São Paulo, foi entregue com 60% de seus andares alugados Foto: Felipe Rau/Estadão

 

Após uma onda de devoluções de escritórios no rastro do home office, no ano passado, uma leva de novas empresas começa, aos poucos, a ocupar esses espaços, dando uma fisionomia nova aos prédios corporativos que antes tinham um perfil “tradicional”, com baias, salas fechadas e de reuniões.

Esse processo de mudança, capitaneado por companhias que foram na contramão da atividade econômica e cresceram em meio à crise, como as de tecnologia, saúde e de assessoria financeira, traz um alento ao setor, que conta com isso para tentar diminuir um pouco a chamada taxa de vacância.

As estimativas iniciais de especialistas é que o porcentual de empreendimentos sem inquilinos possa superar os 20% até o fim deste ano só na cidade de São Paulo, o dobro do observado no período pré-pandemia. Há um outro problema à vista: a chegada dos prédios que ficarão prontos agora em 2021.

Levantamento da Buildings, empresa de pesquisa imobiliária voltada para o segmento de imóveis comerciais, mostra que 31 novos edifícios deverão ser incorporados em breve ao mercado em São Paulo. Em metragem, considerando os projetos de classe A, são mais 352 mil metros quadrados de área para aluguel ou venda, em comparação aos 220 mil metros em 2020 – aumento de 60%.

“A decisão pela construção desses empreendimentos foi tomada há cerca de três anos, quando havia uma indicação de queda na taxa de vacância”, afirma o sócio-diretor da Buildings, Fernando Didziakas. Segundo ele, a solução pode estar nas empresas que estão fazendo planos de crescimento.

“Na pandemia, as empresas conseguiram se adaptar ao home office, mas isso, no longo prazo, não vai se manter integralmente. As empresas vão continuar precisando de espaços físicos, mas a retomada poderá vir de novas empresas que estão chegando ao mercado e aquelas que estão crescendo.”

>> Leia matéria completa no Estadão

>> Leia também na Isto é Dinheiro

CONFIRA TAMBÉM OUTRAS MATÉRIAS PUBLICADAS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

2 + dez =