Resumo da Semana: notícias do mercado imobiliário corporativo #019

Confira abaixo as mais recentes notícias do mercado imobiliário corporativo, além de artigos com temas relacionados.

Logística tem pouco investimento e muita demanda

31/03 – Valor Econômico

Foi um ano difícil, marcado por poucos investimentos na infraestrutura logística, mas que também pôs em destaque o papel fundamental das empresas de transportes na distribuição de produtos essenciais. E tudo isso durante uma pandemia.

Apesar das dificuldades, o ano ainda terminou com bons resultados para o setor.

Este é um resumo do que foi 2020 para os transportadores de carga do país – e do que continua prevalecendo neste primeiro trimestre de 2021.

De acordo com Vander Costa, presidente da Confederação Nacional do Transporte, a CNT.

“O lucro médio das companhias de carga rodoviária aumentou 15% em relação a 2019. E o movimento em fevereiro deste ano já foi 4% maior do que o de fevereiro de 2020, quando ainda não tínhamos a pandemia. No caso do transporte de passageiros, porém, ocorreu o oposto, com prejuízo generalizado”.

Segundo estudo do Instituto de Logística e Supply Chain, a movimentação de carga no país, considerando todos os modais, foi até ligeiramente maior em 2020 em relação a 2019. Ele totalizou 1.771 bilhões de TKUs – unidade que combina toneladas com quilômetros percorridos em 2020 – ante os 1.753 bilhões de TKUs de 2019, um aumento de 1%.

Apesar dos pequenos recuos no transporte por rodovias (-0,6%) e por ferrovias (-1%), houve avanços promissores nos modais aquaviário (+10,2%) e dutoviário (+6,2%).

O segmento aéreo, que responde por uma parte mínima nesse processo, permaneceu estável, com 1 bilhão de TKUs transportadas.

Maurício Lima, do Ilos, avalia que:

“Hoje o consumidor está no centro do processo econômico, impulsionando redes como a Amazon e a Alibaba. Estamos vendo muitas fusões e aquisições, lojas comprando logística e indústrias montando startups como o Zé Delivery, da Ambev. A logística pesada no Brasil ainda vai piorar antes de melhorar, mas o mundo vai nos ajudar na retomada”.

81% dos trabalhadores querem continuar em home office, diz estudo

28/03 – Neo Radar

Uma pesquisa realizada pela Universidade Harvard Business School descobriu que 81% das pessoas que estão em home office em razão da pandemia preferem continuar trabalhando remotamente ou em um sistema híbrido após o fim da crise sanitária.

Participaram do estudo 1.500 mil pessoas, das quais 27% esperam que o trabalho se mantenha remoto e 61% almejam a adoção de um sistema híbrido, com trabalho presencial de 2 a 3 dias por semana.

Apenas 18% dos entrevistados querem retornar ao escritório de modo integral.

Os pesquisadores descobriram, inclusive, que pessoas casadas ou com filhos em casa eram mais suscetíveis a escolherem essa opção.

O diretor executivo da Harvard Business School, Patrick Mullane, afirmou em comunicado:

“Enquanto estamos nos preparando para voltar aos negócios normais, parece que os profissionais não querem ‘os negócios de sempre’. Eles querem flexibilidade por parte de seus empregadores para manterem um novo equilíbrio entre trabalho/casa e a produtividade”.

A pesquisa também abordou o tema vacinação. Ao serem questionados sobre o retorno ao sistema presencial, 51% dos entrevistados afirmaram que querem estar vacinados quando isso ocorrer, enquanto 71% deles não mencionaram a vacinação, mas a implementação de distanciamento nos escritórios, assim como o uso de máscaras.

IGP-M volta a subir em março e acumula alta de 31,1% em doze meses

30/03 – Estadão

O Índice Geral de Preços – Mercado, o IGP-M, também conhecido como “inflação do aluguel”, por ser muito usado no reajuste de contratos, subiu 2,94% em março, após uma alta de 2,53% em fevereiro.

Esta informação foi publicada na última terça-feira, 30, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com o dado, o indicador já acumula alta de 8,26% no ano e de 31,10% em 12 meses. É a maior variação em 12 meses desde maio de 2003.

Com esses números, a avaliação é de que não haverá mudança de tendência e que os preços no atacado (que têm maior peso no IGP-M) seguirão pressionando a inflação ao consumidor, segundo André Braz, coordenador dos Índices de Preços da FGV.

“Isso mostra que boa parte do impacto das commodities de 2020 ainda se faz presente. As commodities acumulam 70,13% (de alta em 12 meses até março) e ainda se espalham pela cadeia produtiva”.

Braz adianta que mesmo que o IGP-M desacelere para a faixa de 1%, 2% em abril, por conta do recente recuo nos preços de combustíveis, a taxa acumulada seguirá elevada e o indicador pode até mesmo superar a marca de 23% de 2020, alcançando o nível de 25%.

Piora da pandemia força Santander Brasil a voltar atrás em trabalho presencial

26/03 – Época Negócios

Há menos de um mês, o Santander Brasil tinha cerca de 65% de seus trabalhadores administrativos de volta aos escritórios, contrastando com seus dois maiores rivais, Bradesco e Itaú Unibanco, que continuavam com quase todo o pessoal administrativo trabalhando em casa.

Agora, sob pressão dos funcionários e das autoridades de saúde, a unidade brasileira do banco espanhol está mandando mais empregados trabalharem em casa.

“O grande drama é que todos os hospitais estão lotados. Depois de brigarmos muito, o Santander reduziu o número de funcionários nos escritórios para 30%”, disse a presidente do sindicato dos bancários de São Paulo, Ivone Silva.

Na quarta-feira, dia 25, o Santander disse num comunicado ao sindicato que reduzirá ainda mais o tamanho das equipes que trabalham em sua sede em São Paulo, mas não informou exatamente o tamanho da redução.

Em comunicado aos funcionários, o banco explicou que a decisão de esvaziar os prédios se deve ao recrudescimento da pandemia.

Fundos imobiliários: por que o mercado segue no radar mesmo com a alta da taxa Selic

25/03 – Info Money

A queda de 10,2% em 2020 do Ifix, índice que reflete o desempenho médio dos fundos imobiliários na Bolsa, prossegue em 2021 em meio ao avanço da pandemia.

A perda do referencial era de 1,9% até 24 de março, mas não foi capaz de frear a chegada de novos investidores à classe.

Após saltar de 208 mil, em 2018, para 645 mil, em 2019, o número de cotistas pessoas físicas dos fundos imobiliários chegou a 1,17 milhão, ao fim do ano passado.

E ao longo do primeiro bimestre de 2021, mesmo com a maior aversão ao risco refletida na alta do dólar e na queda da Bolsa, a tendência de maior interesse do público de varejo se manteve, com a marca de 1,25 milhão de investidores em fundos imobiliários alcançada em fevereiro.

Ajuda a explicar o movimento o retorno dos fundos imobiliários com o pagamento de dividendos acima da taxa Selic, mesmo quando já considerada a estimativa de elevação dos juros para 5% em 2021, no mais recente Relatório Focus, e para 6% até o fim de 2022.

Após cair em 2020 para 5,2%, o menor nível em uma década frente a todos os estragos provocados pelo isolamento social no setor imobiliário, o “dividend yield” voltou a oscilar mais próximo da média histórica dos últimos anos.

Segundo dados da Economatica, o retorno médio com dividendos em 12 meses dos 296 fundos imobiliários listados na Bolsa estava em 7,8% no dia 23 de março.

ARTIGOS BUILDINGS

Antes de finalizar, também te convido para conferir os artigos e outros conteúdos na Revista Buildings e também no nosso canal no Youtube.

Nesta semana publicamos um artigo exclusivo sobre Como será a adaptação dos projetos de escritório pós-pandemia.

Após um ano da Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar publicamente a instauração da pandemia no mundo, a população mundial ainda sofre com os reflexos do vírus que se propagou abruptamente sobre todos os setores do cotidiano.

O comércio que ficara dias de portas fechadas por conta de decretos municipais, os trabalhadores autônomos e informais que se viram obrigados a permanecerem em suas casas e, inegavelmente, os serviços de saúde foram os mais afetados devido à superlotação dos hospitais.

Entretanto, os projetos de arquitetura e, consequentemente, os engenheiros e arquitetos se viram perante uma situação completamente nova, sendo submetidos à inúmeras mudanças.

Para ler na íntegra, clique aqui.

Além disso, também publicamos a conquista do Infinity Tower quanto à Certificação Guiaderodas.

Andar de salto alto, carregar uma mala pesada, utilizar bengalas ou muletas, empurrar carrinhos de bebê ou ainda fazer uso de cadeira de rodas. Essas e tantas outras situações podem ser vivenciadas por qualquer pessoa em diferentes fases da vida e, em todos esses momentos, a acessibilidade é fator indispensável para uma vida autônoma e digna. Além disso, tão importante quanto oferecer uma estrutura acessível, é ter pessoas preparadas para lidar com a diversidade.

A Certificação Guiaderodas é um programa para empreendimentos e empresas que aprimora e reconhece as melhores práticas de acessibilidade e inclusão.

Para ler na íntegra, clique aqui.

E para vocês que gostam de Fundos imobiliários, trouxemos uma análise completa sobre o PVBI11, da VBI PRIME PROPERTIES, que possui ativos muito bem localizados em São Paulo.

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