Prefeitura de São Paulo apresenta projeto para reajuste do IPTU a partir de 2026, com aumento limitado e ampliação das faixas de isenção.
São Paulo, 26 de setembro de 2025 – A Prefeitura de São Paulo encaminhou à Câmara Municipal projeto de lei para atualização da Planta Genérica de Valores (PGV) a partir de 2026, impactando o cálculo do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) na cidade.
Notícia da Isto é Dinheiro aponta que a medida, obrigatória a cada quatro anos, revisa o valor do metro quadrado, base para o imposto que incide sobre o valor venal dos imóveis residenciais e comerciais. Isso reflete possíveis valorizações urbanas.
De acordo com a proposta do prefeito Ricardo Nunes (MDB), o reajuste do IPTU manterá uma “trava”, limitando o aumento em até 10% para imóveis residenciais e até 15% para imóveis comerciais.
Além disso, o texto prevê atualização das faixas de isenção. Nesse sentido, o limite para isenção total sobe de R$ 120 mil para R$ 150 mil no valor venal dos imóveis.
Para contribuintes que possuam apenas um imóvel, a isenção passa a valer para imóveis com valor venal até R$ 260 mil (atualmente, R$ 230 mil). Também está prevista redução do IPTU para imóveis entre R$ 260 mil e R$ 390 mil.
O prefeito destacou que, com essas alterações, “teremos mais imóveis com redução de impostos do que com correção”. O reajuste do IPTU, portanto, alia atualização ao mercado imobiliário e medidas para mitigar o impacto sobre os contribuintes.
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Aumento de 15% do IPTU gera custos para proprietários e locatárias de escritórios
O aumento do IPTU para imóveis comerciais em São Paulo pode gerar impactos financeiros significativos para proprietários de prédios e empresas locatárias de escritórios comerciais.
Nesse sentido, para os proprietários, o reajuste de até 15% no IPTU significa aumento na despesa tributária sobre seus imóveis. Isso, claro, pode reduzir a rentabilidade dos investimentos imobiliários, especialmente para aqueles que mantêm imóveis ociosos ou com contratos de aluguel defasados.
Para as empresas locatárias, o aumento do IPTU pode refletir em custos operacionais mais altos. Isso ocorre porque muitos contratos comerciais preveem que o inquilino seja o responsável pelo pagamento do IPTU do imóvel.
Do mesmo modo, isso pode levar a um reajuste nos valores de aluguel ou a um impacto direto no custo fixo da empresa. Nesse sentido tende a afetar sua margem financeira e planejamento de despesas.
Além disso, o aumento do imposto pode incentivar proprietários e empresas a buscarem revisões contratuais, renegociações ou adaptações no uso dos imóveis para otimizar custos, como a adoção de espaços mais eficientes ou planos de retrofit para reduzir despesas operacionais.
De forma geral, o aumento do IPTU comercial em São Paulo representa um custo adicional para o setor imobiliário comercial e para as empresas ocupantes, o que pode impactar decisões de investimento, locação e gestão patrimonial no mercado local.
Texto com informações da Isto é Dinheiro
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