Prologis vê inviabilizado projeto de moderno hub logístico em São Bernardo; entenda o caso

Prologis enfrenta desapropriação de 24% do terreno da antiga Ford em São Bernardo do Campo para implantação da Linha 20-Rosa do Metrô.

São Paulo, 19 de novembro de 2025 – A Prologis anunciou a inviabilidade de seu projeto para construir um moderno hub logístico no terreno da antiga fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (SP). Isso ocorreu após a publicação de decreto do governo de São Paulo que determina a desapropriação de 24% da área para estacionamento de vagões da Linha 20-Rosa do Metrô, com início previsto para 2028.

Segundo notícia do Metro Quadrado, o terreno, adquirido pela Prologis em janeiro de 2024 por R$ 850 milhões, estava desativado desde 2021, quando a Ford encerrou operações no Brasil após mais de 50 anos.

Inicialmente comprado por um consórcio, o ativo passou por estudos de viabilidade ao longo de um ano.

Devido à pressão de custos, a Prologis precisou revisar o projeto e reduzir a área construída. Afinal, locar o m² por cerca de R$ 80 era inviável em uma região onde o preço máximo chega a R$ 40/m².

Por fim, conforme fonte do setor, “o custo da obra ficou tão alto que inviabilizou o projeto. O retorno não pagaria o investimento da construção.”

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Desapropriação torna projeto impossível

Com a desapropriação, a Prologis declarou que a continuidade do empreendimento tornou-se impossível. Isso ocorre mesmo prevendo investimento de R$ 33 bilhões em 10 anos no local. Do mesmo modo, destaca-se que este valor é considerado exagerado por fontes do mercado, dadas as dimensões reduzidas do novo projeto.

Enquanto o governo buscava desapropriar áreas também na antiga fábrica da Rhodia, em Santo André, o projeto local foi mantido após a venda para a australiana Goodman. Esta já havia locado cerca de 60 mil m² para o Mercado Livre, maior inquilino logístico do País.

O governo paulista justificou a escolha pelo terreno da antiga Ford por atender a critérios logísticos essenciais para o Metrô. Assim, rejeitando alternativas propostas pela Prologis, que investiu em uma junta técnica para buscar soluções de coexistência entre o hub e o pátio da linha.

Com poucas chances de reverter a decisão judicialmente, a expectativa é de que a Prologis busque uma indenização justa.

Por fim, o governo teria oferecido inicialmente R$ 150 milhões pela área desapropriada. Segundo Luanda Backheuser, sócia do KLA Advogados, o processo deverá avançar com a concessionária do Metrô ajuizando o pedido e negociando a compensação pelo impacto financeiro.

Notícia do Metro Quadrado

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