Apresentamos abaixo as notícias mais recentes do mercado imobiliário corporativo, de 18/05 a 25/05, além de artigos e conteúdos com temas relacionados. Para se inscrever no canal da Buildings no Youtube, clique aqui.
Fundos de galpões logísticos e lajes corporativas vivem bom momento
Os fundos imobiliários que investem em imóveis físicos se destacaram dentro da classe no último mês. Também conhecidos como fundos de “tijolo”, essa classe de ativo sofreu as agruras da pandemia.
Mas a boa notícia é que o mês de abril marcou uma mudança de perspectiva na indústria em sua totalidade.
Após anos seguidos de forte valorização dos fundos de “papel”, focados em títulos de renda fixa do setor imobiliário, o setor de tijolo deu uma guinada.
Prova disso é que ele dominou a lista de fundos imobiliários com maior retorno. Esse levantamento foi feito pela Quantum Finance. O destaque está justamente para os fundos de galpões logísticos e lajes corporativas.

Imagem: Unsplash
Outro destaque interessante para o mercado aponta que o Ifix, índice de referência da classe de fundos imobiliários, vem em uma trajetória de 19 pregões seguidos de alta, de volta aos 3 mil pontos. Este patamar não era alcançado desde outubro do ano passado.
Mesmo com a volatilidade da renda variável desde o início do ciclo de alta dos juros, houve fundo que entregou em abril rentabilidade superior à Selic no mês passado.
Segundo Caio Nabuco Araujo, analista de fundos imobiliários da Empiricus Research, existem dois motivos por trás da valorização do segmento em abril.
Como os fundos de tijolo são mais sensíveis à dinâmica de juros, a perspectiva de redução da taxa Selic no horizonte à frente deu força a um movimento mais pujante de retomada do segmento em abril.
Para se ter ideia, entre os 10 fundos imobiliários com maior rentabilidade no último mês, nove são do setor de tijolo, o que muito interessante. Vale ressaltar que apenas um pertence ao segmento de papel.
No topo, um fundo de galpões logísticos entregou retorno de 15,13%, enquanto outro de lajes corporativa teve rentabilidade de 14,16%. Detalhe importante: ambos acima do patamar de 13,75% da taxa básica de juros.
Quer saber quais foram os 10 fundos com maior retorno em abril? Acesse a Revista Buildings.
Fundo TRX Real Estate vende imóvel em Indaiatuba por R$ 36,3 milhões
O setor de fundos imobiliários segue no radar dos investidores. O fundo imobiliário TRX Real Estate (TRXF11) vendeu um imóvel em Indaiatuba, no interior de São Paulo. O valor da transação é de R$ 36,3 milhões.

(Imagem: Wirestock/Freepik)
Com 12,6 mil metros quadrados de terreno, o imóvel tem área bruta locável (ABL) de 3,6 mil metros quadrados. Atualmente, o empreendimento abriga um supermercado e está alugado para o GPA (PCAR3).
Em comunicado ao mercado, o TRXF11 explica que, após o cumprimento das condições previstas no contrato, deverá receber R$ 25,4 milhões. Isso ocorrerá quando a escritura de compra e venda for assinada.
No entanto, os quase R$ 10,9 milhões restantes serão pagos em 12 parcelas mensais e consecutivas de R$ 907,5 mil, corrigidas pelo índice oficial de inflação (IPCA).
Segundo o fundo imobiliário, a venda faz parte da sua estratégia de aproveitar boas oportunidades de vendas de imóveis com ganho de capital. Além disso, é para compressão da taxa de retorno de aquisição, distribuição de lucros extraordinários aos cotistas e geração de caixa para reinvestimento.
Para saber mais, leia aqui.
IGP-M cai 1,50% na 2ª prévia de maio, ante queda de 0,66% na mesma leitura de abril
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) recuou 1,50% na segunda prévia de maio, após queda de 0,66% na mesma leitura de abril, informou na última semana a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Imagem: FreePik
O movimento foi puxado por mais um recuo na margem do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), de 2,21%, ante declínio de 1,03% no mesmo período em abril.
Nesta leitura, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) também arrefeceu, a 0,02%, após alta de 0,24% em abril. Por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) acelerou de 0,38% para 0,54% entre a segunda leitura de abril e a segunda medição de maio.
Volta ao escritório esbarra em demanda do trabalhador por modelo híbrido
O avanço na cobertura vacinal e o controle da pandemia, sobretudo com o fim da emergência de saúde decretado no início de maio pela OMS (Organização Mundial de Saúde), pareciam um presságio de volta massiva ao escritório.
No atual momento, porém, especialistas entendem que as empresas até gostariam de um retorno completo ao presencial, mas vão precisar buscar um equilíbrio que não imponha a volta da noite para o dia.

Imagem: Unsplash
Um levantamento da Mercer Brasil, feito em novembro passado, aponta que 76% das empresas ainda se sentem inseguras quanto à perda de produtividade no trabalho híbrido ou totalmente remoto, 66% reclamam de excesso de reuniões, e 51% falam que é difícil acompanhar profissionais iniciantes.
Os dados também mostram que 7 de cada 10 funcionários gostariam de manter o trabalho híbrido e uma proporção semelhante de líderes prefere ter mais pessoas no escritório, diz Antonio Salvador, diretor-executivo de carreira da Mercer Brasil.
“O trabalhador nem fala mais de ficar todos os dias em casa, mas também não quer perder suas conquistas.”
Para Salvador, há pelo menos um ano não é mais o medo de ficar doente que faz o empregado preferir evitar a volta ao presencial: ele se acostumou a poder ficar mais com os filhos e evitar perder horas com deslocamento.
O levantamento da Mercer, no entanto, também mostra que 61% das empresas não perguntaram aos funcionários o modelo de trabalho que eles preferiam.
Fundo imobiliário quer comprar imóveis em São Paulo
O fundo imobiliário The One (ONEF11) fez oferta para adquirir seis conjuntos do edifício de mesmo nome, mas que pertencem a outro FII.

Imagem: Reprodução/The One
Em comunicado, o Pátria Edifícios Corporativos (PATC11), dono das unidades 31, 32, 33, 34, 51 e 52, informou ao mercado que recebeu proposta do ONEF11 com a intenção de comprar os imóveis. Contudo, não há informações sobre valores ofertados.
O edifício The One fica no Itaim Bibi, em São Paulo. No entanto, no mês passado, o ONEF11 comunicou que recebeu proposta não vinculante para vender quatro andares do prédio. Mas o preço de oferta equivalente a R$ 26 mil por metro quadrado não agradou.
Segundo o The One, o montante era aproximadamente 13% abaixo do valor patrimonial do empreendimento. Com isso, o fundo imobiliário reiterou que não havia qualquer processo ativo de venda do imóvel em andamento.
Para se inscrever no canal da Buildings no Youtube, clique aqui.
Deixe uma resposta