KNRI11 vai pagar R$ 570 milhões por 57% de uma das torres do edifício Rochaverá
24/07 – FIIs.com.br
O fundo imobiliário KNRI11, um dos maiores do mercado no segmento de renda urbana, firmou acordo para aquisição de 57% da torre Crystal do Rochaverá Corporate Towers.
O edifício tem classificação AAA e está situado na zona sul de São Paulo, próximo ao Shopping Morumbi.
O KNRI11 reportou um patrimônio líquido de R$ 4,566 bilhões, alocado em 20 diferentes empreendimentos, nos segmentos de lajes corporativas e centros de distribuição e logística, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
O valor inicial da transação com o Rochaverá será de R$ 570.809.400,00, com correção pela variação do IPCA entre 19 de julho e a data efetiva do pagamento, quando houver a assinatura da escritura definitiva, após a conclusão de condições precedentes.
Os Imóveis têm uma área bruta locável (ABL) total de 30.438 metros quadrados, e o FII KNRI11 fará jus a uma renda mínima garantida de R$ 70.338.000,00 pelo prazo de 72 meses a contar do fechamento do negócio. Isso leva a um valor líquido de R$ 16.442 por metro quadrado.
O fundo imobiliário KNRI11 já detém participação de 20% em outras duas torres do Rochaverá, apresentado pela gestão como “um dos mais emblemáticos empreendimentos corporativos AAA da cidade de São Paulo”.
Segundo a Kinea, a aquisição, quando concretizada, não impactará inicialmente a distribuição de rendimentos.
Iguatemi paga R$ 25 milhões para aumentar fatia do shopping Iguatemi São Paulo
A Iguatemi (IGTI11) vai aumentar a fatia que possui no Iguatemi São Paulo para 59,57%. Segundo documento enviado ao mercado, a empresa pagou R$ 25 milhões por 0,8% no ativo, considerado um dos mais nobres da cidade.
As transações, levando em conta o resultado estimado para 2024, representam um cap rate (taxa de capitalização) de 12,3%.
“Esse movimento está alinhado à estratégia da companhia de aumentar sua participação em ativos dominantes nos mercados em que atua”, destaca.
Inaugurado em 1966 em São Paulo, o Iguatemi São Paulo é considerado o primeiro shopping do país, com lojas internacionais no Brasil, como Louis Vuitton, Gucci, Prada e Channel.
Até o final de 2024, o empreendimento contará com a primeira flagship da Tiffany & Co. da America Latina, além de marcas como Balenciaga e Le Labo.
A compra se junta a outras que a empresa realiza ao longo do ano. No começo do mês, a rede elevou uma participação minoritária de 16,6% do Shopping Rio Sul, localizado no Rio de Janeiro.
O investimento na operação foi de cerca de R$ 360 milhões.
Olhando para o futuro, os analistas do Bradesco BBI veem a conclusão do negócio provavelmente desencadeando discussões no mercado sobre a potencial venda dos ativos do portfólio da Brookfield — Pátio Higienópolis e Pátio Paulista, em São Paulo —, que estimam que possam valer quase R$ 2,3 bilhões.
Como ficam os fundos imobiliários com a Selic alta por mais tempo?
A indústria de fundos imobiliários iniciou o ano com o pé no acelerador. Em seis meses, já captou R$ 22,4 bilhões, mais da metade do volume de ofertas registrado ao longo de todo o ano passado, de R$ 30,3 bilhões. Esses dados foram levantados pela Hedge Investments.
Mas a nova dinâmica para os juros, que devem seguir acima de dois dígitos por mais tempo, pode se tornar uma pedra no sapato no próximo semestre.
Até a metade deste ano, os fundos imobiliários de “papel”, como são conhecidas as carteiras que investem em títulos de renda fixa do setor imobiliário, como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), são responsáveis por boa parte das captações neste ano, com R$ 6,7 bilhões, representando 30% do total.
Em seguida aparecem os fundos de shoppings, com R$ 5,7 bilhões, o equivalente a 25% das ofertas da classe.
Os fundos de galpões logísticos, lajes corporativas e fundos de fundos (FoFs), por sua vez, correspondem a 14%, 9% e 8%, respectivamente, das captações em 2024.
Em termos comparativos, os fundos de papel também foram os grandes protagonistas em captação no ano passado, com 41% do total.
Outros fundos
Os fundos de galpões logísticos ficaram logo atrás, mas com apenas 17%, enquanto os fundos de shoppings representaram somente 13%.
Os fundos de lajes corporativas e os fundos de fundos (FoFs) ficaram com uma fatia ainda menor, de 7% e 2%, respectivamente.
Do ano passado para cá, a classe em geral foi favorecida pelo ciclo de cortes nos juros. No começo do ano, a expectativa de taxa Selic em um dígito ao fim de 2024 jogou a favor, em especial, dos fundos de “tijolo”, que investem no imóvel físico.
Destaque em retorno no último ano, com ganhos de 31,5%, o segmento de shoppings desfrutou de um cenário de crescimento de vendas e resultados, puxado pelo aumento do consumo das famílias.
Para se ter ideia, a rentabilidade do setor superou a do Ifix, índice de referência da indústria, de 15,5% em 2023.
Novas locações de galpões logísticos batem recorde
Segundo André Romano, gerente de industrial e logística da JLL, o setor de condomínios logísticos e industriais do Brasil teve um segundo trimestre “surpreendente”.
Ele aponta que a absorção bruta (novos contratos e renovações) foi recorde para um trimestre, em 1,4 milhão de metros quadrados, e a líquida (diferença entre novos contratos e devoluções) quase dobrou ante o primeiro trimestre, para 848 mil metros quadrados.
No levantamento da Binswanger, a absorção líquida também cresceu, de 224 mil para 614 mil metros quadrados.
Esses resultados vieram acompanhados de uma leve queda na vacância, de 0,6 ponto percentual para a JLL e de 0,8 ponto para a Binswanger. As empresas calculam a taxa em 9,2% e 10,2%.
Segundo a JLL, o preço ficou estável sobre o primeiro trimestre, em R$ 26,1 por metro quadrado, mas subiu 7,6% na comparação com junho de 2023.
A presença forte de empresas de comércio virtual nas locações do trimestre também surpreendeu, já que se esperava um arrefecimento dessa área. Mercado Livre e Shopee responderam por 32% das novas locações do trimestre, segundo a JLL.
A Binswanger destaca que o Mercado Livre, maior inquilino de galpões no país, com mais de um milhão de metros quadrados alugados, fez duas das cinco maiores contratações do trimestre; e a Shopee realizou a segunda e a quinta maior locação.
Trabalho presencial é “essencial para facilitar conexões”, diz Zoom
Quem não se lembra da presença marcante do Zoom durante a crise sanitária no Brasil? A empresa reconhecido quando o assunto é videoconferências, agora quer suas equipes de trabalho de volta aos escritórios.
Paradoxal? Nem tanto.
Sob o argumento central, eles citam a importância das conexões no mesmo ambiente para um dia-a-dia de trabalho mais engajado e produtivo.
“Facilitar conexões é essencial à medida que expandimos além de nosso negócio principal para outros setores verticais”, explicou Matthew Saxon, diretor de pessoal do Zoom.
Tendência em muitas empresas no mundo todo, o modelo presencial de trabalho ainda convive com o home office e formatos híbridos. Apesar disso, a grande maioria dos profissionais voltou aos escritórios.
“A maioria de nós ainda está trabalhando de forma remota. Acho que muitas pessoas esquecem de nossos diversos produtos e soluções projetados apenas para trabalho presencial”, destacou Saxon.
Conexão entre as equipes
Ainda segundo o executivo, a Zoom tem clientes que estão trabalhando inteiramente a partir do escritório.
“Atendemos clientes totalmente remotos e também toda uma variedade de modelos híbridos. Nosso foco é garantir uma forte centralização no cliente; isso implica compreender profundamente os casos de uso e os desafios específicos dos clientes”.
Segundo especialistas, um motivo frequentemente mencionado para justificar o trabalho presencial é que ele ajuda a incentivar a conexão entre as equipes.
Talvez por isso, tem-se notado um aumento no número de empregadores convocando seus funcionários para trabalhar de quatro a cinco dias por semana no escritório.
O argumento se concentra na importância da colaboração e na sensação de pertencimento. Além disso, alguns líderes acreditam que estes atributos só podem ser promovidos em um ambiente físico compartilhado.
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