Resumo da Semana: notícias do mercado imobiliário corporativo #34

Confira abaixo as mais recentes notícias do mercado imobiliário corporativo, além de artigos com temas relacionados.

“Tiramos os fundos imobiliários da reforma para não destruir essa indústria”, diz Paulo Guedes

14/07 – Info Money

O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou na última quarta-feira, dia 14, que os fundos imobiliários serão retirados da proposta de tributação de dividendos prevista na reforma tributária. “Tiramos os fundos imobiliários da reforma para não destruir essa indústria”, afirmou, durante live.

Imagem: Banco free

O ministro disse que o governo tem dado “ganho de causa” ao setor privado na costura da reforma, o que levou à revisão do que admitiu ser um erro de calibragem, em função de cálculos conservadores da Receita Federal, nas alíquotas previstas na primeira versão do projeto que trata do imposto de renda. Segundo ele:

“Recebi muito bem a reação do setor privado à reforma … Não acho que o secretário da Receita (José Tostes) sabe mais que os empresários.”

Guedes também disse que, a exemplo dos FIIs, a transferência de dividendos entre subsidiárias também não será tributada, conforme definido após “acerto de contas interno”.

Após fazer um aceno ao presidente da Câmara, Arthur Lira, que, segundo Guedes, vem trabalhando de forma “brilhante” na coordenação de matérias encaminhadas pelo Executivo, o ministro demonstrou confiança de que, corrigidas as falhas da reforma, o texto será aprovado ainda neste ano.

Segundo ele, o objetivo da reforma tributária é transferir para o capital de investidores o peso da carga de impostos que hoje recai sobre a produção.

Tecnisa faz aposta em coworking e compra 25% da BoxOffice

13/07 – Valor Econômico

A Tecnisa comprou 25% da “proptech” BoxOffice Soluções em Mobilidade. Com a aquisição, a incorporadora pretende expandir sua atuação no segmento de “coworking” e, quem sabe, fazer parte de um negócio que possa, futuramente, se tornar maior do que o seu principal – de desenvolvimento, produção e venda de imóveis residenciais.

Da esquerda para a direita: Christian Hunt, Cesar Moitavan Concone, Joseph Nigri e Roberta Carvalho de Souza — Foto: Divulgação

“A meta é que a plataforma vire um unicórnio”, diz o presidente da Tecnisa, Joseph Nigri.

O valor da aquisição não foi divulgado, nem a avaliação de preço da plataforma de locação de gestão de espaços flexíveis de trabalho. A BoxOffice é uma empresa especializada em novas tecnologias de escritórios.

Por enquanto, a empresa opera dez “mini offices” próprios, localizados em shopping centers, lobbies de edifícios de escritórios e faculdades, tendo como clientes profissionais autônomos, segundo a presidente, Roberta Carvalho de Souza.

A atuação da plataforma poderá vir a se expandir para fora da capital paulista.

A partir da parceria com a Tecnisa, o foco será direcionado para empresas que buscam se adequar a um modelo híbrido de trabalho.

A plataforma oferecerá serviço de consultoria em relação à área do escritório a ser mantida, conforme a necessidade da empresa, além de seus espaços e os da Tecnisa, e áreas de empresas tradicionais de “coworking” que passarem a ser negociadas pelo aplicativo.

Segundo Febraban, 68% dos brasileiros dizem que economia só se recuperará em 2022

14/07 – Folha de S.Paulo

Mais de dois terços dos brasileiros, ou seja  68%, acreditam que a economia do país só começará a se recuperar a partir de 2022. Esse número foi apontado pelo Radar Febraban, feito pela federação brasileira dos bancos junto ao Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas).

Mais da metade (52%) da população acredita que o desemprego vai aumentar no país – Mathilde Missioneiro – 30.set.2020/Folhapress

Apesar de o número registrar uma melhora em relação ao observado na pesquisa anterior, feita em março (75%), a sinalização ainda é negativa quando comparada a outras categorias: apenas 13% dos entrevistados acreditam que a economia brasileira se recuperará ainda este ano (contra 9% em março).

Outros 12% não acreditam de nenhuma maneira que a economia vai se recuperar (eram 9% três meses atrás).

A pesquisa foi feita entre 18 e 25 de junho deste ano, com 3.000 pessoas, por telefone.

Ela considera uma amostra representativa da população adulta brasileira – de 18 anos ou mais – e de todas as cinco regiões do país, com cotas de sexo, idade, localidade e controle de instrução e renda.

Ainda segundo o estudo, o pessimismo quanto à recuperação da economia é pior entre as pessoas de 18 e 24 anos, na qual 71% dos entrevistados acreditam que a economia só se recuperará depois de 2021 e 15% dizem que a economia não se recuperará.

Segundo o levantamento, apesar da melhoria da percepção em relação ao observado em março, quanto à percepção dos brasileiros em relação ao desemprego, crédito e renda, mais da metade (52%) dos entrevistados ainda acredita que o desemprego vai aumentar no país (o percentual era de 70% em março).

Além disso, 73% apostam no crescimento da inflação e do custo de vida (contra 80%) e 72% afirma acreditar no aumento da taxa de juros (contra 76% em março).

RBR LOG celebra contrato de locação do Condomínio Logístico de Hortolândia para Grupo B2W

13/07 – Fato Relevante

A RBR Asset informou no último dia 13 de julho, por meio de Fato Relevante, que o FII RBR LOG celebrou “Contrato de Locação” com a Direct Express Logística, empresa do grupo B2W, para a locação de quase 27 mil m² do Condomínio Logístico RBR Hortolândia II.

Imagem: Banco free

A empresa ocupará 2 módulos e meio no empreendimento de classe B, localizado na cidade de Hortolândia, na região de Campinas, São Paulo.

O documento informa também que a locação ocorreu um mês após a desocupação do imóvel pela antiga locatária, a FCA.

Neste período, o Fundo deu início às adaptações para conversão do empreendimento em um condomínio multiusuário. Com isso, substitui-se uma empresa do setor automobilístico por uma de e-commerce, segmento que é destaque nas absorções de empreendimentos logísticos nos últimos trimestres.

Escritórios compartilhados têm aumento na procura

08/07 – CNN Brasil

A pandemia afetou diretamente o setor imobiliário, com empresas devolvendo escritórios e diminuindo as áreas utilizadas.

Imagem: Banco free

E agora, com a retomada da economia, as empresas começam a mesclar o trabalho em home office com o presencial. Com isso, aqueles escritórios compartilhados, que a gente conhece como espaços de coworking, tiveram um aumento na procura.

Este modelo entrega flexibilidade de se poder assinar contrato de qualquer prazo, por um mês, um dia ou um ano. Não é necessário fazer investimento para entrar e você paga somente pelo que utilizar.

Mas como deve se comportar o mercado imobiliário corporativo após a pandemia?

O especialista da Buildings, Fernando Didziakas, diz que cada empresa tem uma necessidade e uma linha de trabalho. Por isso, existem várias alternativas.

“A vantagem do coworking é flexibilidade para a empresa poder crescer, de espaços, e também da possibilidade de reduzir de uma forma rápida, o que nesse momento de mercado acabou sendo uma opção muito boa”.

Para o empresário Alessandro, que tem uma empresa de soluções digitais, a opção que une as duas alternativas é a melhor.

“É um caminho sem volta. A nossa equipe tem trabalhado perfeitamente bem nesse modelo híbrido e o coworking tem atendido muito bem as nossas necessidades”.

ARTIGOS BUILDINGS

Antes de finalizar, te convido para conferir os artigos e outros conteúdos na Revista Buildings e também no nosso canal no Youtube.

Nesta semana publicamos vídeo exclusivo sobre “A história do ciclo imobiliário: para onde o mercado está indo?”.

Se você se interessa por essas análises, não deixe de conferir nosso vídeo.

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