Resumo da Semana: notícias do mercado imobiliário corporativo #42

Confira abaixo as mais recentes notícias do mercado imobiliário corporativo, além de artigos com temas relacionados.

Mercado projeta Selic e inflação mais altas no fim de 2021 e em 2022

06/09 – Valor Investe

Uma semana após o IBGE anunciar um recuo de 0,1% no PIB do segundo trimestre deste ano, a estimativa do mercado para o crescimento da economia brasileira foi revisada para baixo pela quarta vez seguida, em um movimento de queda de 5,22% para 5,15%.

Para 2022, a projeção para a expansão do PIB seguiu o mesmo caminho de redução e caiu de 2,00% para 1,93%.

As previsões constam no Boletim Focus, do Banco Central, divulgado na última segunda-feira, dia 6.

Quanto à inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, ocorreu um movimento contrário. Subiu de 7,27% para 7,58%, na 22ª revisão consecutiva para cima.

Para 2022, a estimativa avançou mais uma vez, de 3,95% para 3,98%.

Em relação à taxa básica de juros da economia, a Selic, a expectativa subiu de 7,50% para 7,63% no final de 2021. Para 2022, a projeção também acelerou, saindo de 7,50% para 7,75%.

Na última reunião, o Copom do Banco Central, elevou a taxa em 1 ponto percentual, de 4,25% para 5,25% ao ano, e indicou que outras altas estão por vir até que o juro alcance o patamar acima do neutro.

Locação de escritórios começa a reaquecer após o pior período da pandemia

03/09 – Valor Econômico

O presidente da BR Properties, Martín Jaco, disse durante uma Live, que o mercado de locação de escritórios vem retomando as operações após o pior período da pandemia.

Segundo ele, a companhia já locou 900 mil metros quadrados desde agosto do ano passado.

O executivo ressaltou que o retorno aos escritórios no Rio de Janeiro e São Paulo está acontecendo de forma gradual.

Até agosto, 25% dos usuários dos edifícios que a empresa administra já voltaram a trabalhar de forma mais flexível. E, segundo ele, a estimativa é que em setembro a ocupação alcance 35%.

Ele ressalta, ainda, que as companhias já entenderam a nova realidade e agora retomam as atividades com maior flexibilização.

“Agora, as empresas dão mais atenção a toda a parte de serviços dos edifícios, o conforto para o usuário, e no entorno também é considerado se há uma infraestrutura. Aquele empreendimento que tem um bom nível de serviço interno e no entorno é considerado agora um 3A”.

Se durante a pandemia, a companhia aumentou o volume de concessões para manter os contratos ou fechar novos acordos, agora essas vantagens foram reduzidas com o retorno aos escritórios.

“Para as empresas que já tínhamos no nosso portfólio, os contratos já estavam em um valor baixo e o reajuste segue a inflação. Para os novos, tivemos mais concessões do que em 2019. Na prática, essas locações mais recentes voltaram ao patamar de preços do primeiro semestre de 2019, quando se iniciou a recuperação do setor.”

Reunião no escritório e buscar filhos na escola: trabalhadores querem flexibilidade no pós-pandemia

04/09 – Folha de S.Paulo

O relaxamento das restrições e o avanço da vacinação contra a Covid-19 vão lentamente abrindo caminho para a volta aos escritórios.

Ainda que o home office tenha sido um privilégio de uma minoria – somente 11% dos brasileiros tiveram esse direito em 2020, segundo o IBGE – foram 8,1 milhões de trabalhadores que tiveram de improvisar estações de trabalho e conciliar rotinas profissionais e pessoais enquanto seguiam suas jornadas a partir de suas casas.

Agora, com o pós-pandemia no horizonte, termos como flexibilidade e trabalho híbrido ganham espaço.

Segundo pesquisa da Ipsos sobre a volta aos escritórios, 66% dos trabalhadores acham que as empresas terão de ser flexíveis quanto a exigir a presença no local de trabalho, e 63% querem poder decidir quando ir ou não.

As preferências dos trabalhadores quanto a voltar ou não aos escritórios, porém, aparecem bem divididas. Quatro em dez disseram que preferem trabalhar totalmente fora de casa assim que a pandemia terminar. Na outra ponta, 31% querem trabalhar totalmente em casa.

“O dado mais óbvio da pesquisa é o de que a flexibilidade não tem volta”, diz o presidente da Ipsos no Brasil, Marcos Calliari.

Quando a Ipsos perguntou quantos dias os trabalhadores gostariam de cumprir jornada em casa, 30% optaram por todos os dias da semana, tendo em conta uma semana de cinco dias.

Os demais se dividiram entre preferir um dia (10%), dois dias (15%), três dias (18%) e quatro dias (7%) de home office ao fim das restrições.

“Vai ser complexo lidar com isso e entender a posição de cada funcionário. O grande achado não é mais se vai ser home office total ou parcial. As empresas vão precisar ter um modelo que respeite as peculiaridades individuais”, afirma Calliari.

Empresas fazem ‘retrofit’ de escritórios para o novo normal pós-pandemia

09/08 – Portal Terra

Há praticamente um consenso de que o trabalho híbrido será adotado por um grande número de empresas. Como haverá dias em que o trabalho será presencial – no escritório – as companhias já começaram a preparar os ambientes para que eles sejam adequados para o “novo normal”.

 

Dentre as principais mudanças estão pontos de trabalho mais espaçados, dada a necessidade de distanciamento, e áreas de convívio social – com muito verde.

Por trás desse engajamento das empresas em busca de escritórios mais agradáveis está também a expectativa de que, quando chegar a hora do retorno, os funcionários queiram voltar, mesmo que por alguns dias da semana – e as empresas torcem para que isso não seja algo compulsório.

A Locaweb, empresa de tecnologia, ocupa um prédio no Morumbi, na zona sul de São Paulo. A decisão de reformar o espaço, principalmente para tirar os carpetes, já tinha sido tomada antes da pandemia. Uma dificuldade que vinha atrasando a obra era esvaziar o prédio.

Com o home Office acontecendo, a empresa bateu o martelo e decidiu que a hora da reforma tinha chegado. No entanto, a pandemia mostrou que a obra deveria abarcar novas necessidades que surgiram diante da crise sanitária, que foram incorporadas ao projeto.

“Decidimos por um ambiente mais descontraído e colaborativo”, disse a diretora de gente e gestão da empresa, Simony Morais.

O retorno ao escritório ocorrerá com bastante cautela e de acordo com o avanço da vacinação dos funcionários. Segundo a executiva:

“Vai demorar muito para termos o escritório cheio. Temos visto um encantamento em relação ao ambiente, um local onde eles gostam de estar. Para aqueles que conheceram o novo escritório, o retorno tem sido positivo”.

A presidente da consultoria Newmark, Marina Cury, afirma que muitas empresas, entre os anos de 2014 a 2018, fizeram um movimento de “flight to quality” em seus escritórios. Agora, o que se vê é uma mudança de configuração dos espaços.

“Estão surgindo mais espaços de convivência e colaborativos. A sinergia entre as equipes é uma das grandes perdas com o trabalho 100% remoto”, avalia.

Conforme a especialista, esse movimento de retrofit tem se concentrado em regiões em que o estoque de imóveis corporativos é mais antigo, como a região da Avenida Paulista.

De olho nas necessidades do pós-pandemia, o banco norte-americano Citi, que ocupa o mesmo prédio na avenida há 35 anos, foi todo remodelado e adequado a questões de distanciamento social e sustentabilidade, mais uma demanda da sociedade e dos próprios funcionários.

O investimento na reforma, a maior feita nas últimas três décadas, foi de R$ 150 milhões.

Impulsionada pelo e-commerce, empresa de galpões Fulwood busca IPO

02/09 – Estadão

A empresa de galpões logísticos Fulwood pediu registro para uma oferta inicial de ações (IPO), no mais recente exemplar de empresa em busca de recursos no mercado para financiar projetos de expansão. Esse interesse foi impulsionado pelo boom do comércio eletrônico no Brasil, catalisado pelos efeitos da pandemia.

Criada em 2013, a Fulwood tem 90 contratos de locação em 13 empreendimentos entre São Paulo e Minas Gerais, para clientes incluindo Mercado Livre, Huawei e Foxconn. Ao todo, tem mais de 800 mil metros de galpões desenvolvidos.

No prospecto preliminar da operação, a companhia informa que pretende usar os recursos da venda de ações novas para comprar terrenos, fatias de sócios em negócios atuais, construção de novos galpões e para capital de giro.

Além disso, membros da família fundadora da companhia, vão vender fatias no negócio, que será coordenado pelo BTG Pactual, Bradesco BBI e Itaú BBA.

Desde o ano passado, na esteira de medidas de isolamento social, o comércio eletrônico disparou no país, incentivando empresas do setor a acelerarem planos de expansão.

Desde então, ao menos uma dezena de empresas brasileiras ligadas a este mercado já estrearam na B3 ou em bolsas nos Estados Unidos, incluindo VTEX, Infracommerce, Mosaico, Mobly, Sequoia e Enjoei.

No primeiro semestre, a Fulwood teve receita líquida de R$ 69,2 milhões de reais.

ARTIGOS BUILDINGS

Antes de finalizar, te convido para conferir os artigos e outros conteúdos na Revista Buildings e também no nosso canal no Youtube.

Nesta semana publicamos um artigo exclusivo sobre a resiliência do mercado imobiliário já adaptado a superar crises.

Após enfrentar um período de crise entre 2015 e 2017, o mercado imobiliário corporativo vinha mostrando sinais de recuperação ao longo de 2019, trazendo boas perspectivas para 2020. Sim, o ano foi iniciado com otimismo, mas em menos de três meses, vimos a corda ruir em razão da pandemia protagonizada pelo novo coronavírus.

Entretanto, pode-se dizer que agora, ventos de calmaria começaram a surgir.

Para entender melhor o cenário atual do mercado imobiliário, a retomada das atividades presenciais e as oportunidades que se desenharam durante a crise sanitária, acesse aqui.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

2 × um =