Resumo da Semana: notícias do mercado imobiliário corporativo #48

Confira abaixo as mais recentes notícias do mercado imobiliário corporativo, além de artigos com temas relacionados.

Retorno gradual aos escritórios exige que cuidados sejam tomados

19/10 – Portal Terra

Com o avanço da vacinação, é possível notar o retorno de inúmeras atividades em espaços coletivos. Com isso, as empresas estão se preparando para a retomada do trabalho presencial, de forma gradual, já que a pandemia não acabou. 

Foto: DINO

Porém, a segurança dos colaboradores que é, sem dúvida, uma grande preocupação, não deve ser a única a embasar um retorno bem planejado aos escritórios.

Os últimos 18 meses de home office trouxeram à tona questões como os prós e contras dos esquemas de trabalho em casa ou híbrido e a atenção à saúde mental dos colaboradores. 

Nesse exato momento, já é possível receber alguns feedbacks de pessoas que retornaram aos escritórios e questionam que as medidas oferecidas pela empresa ficam na esfera do espaço físico e higienização. 

Duas pesquisas realizadas por renomadas instituições revelam realidades que parecem incompatíveis quando se pensa na dicotomia trabalho presencial versus home office. 

Segundo a apuração feita pela Korn Ferry, empresa global de consultoria organizacional, 70% dos profissionais acham que home office é o novo normal e que retornar ao escritório será “difícil”. 

Mais da metade dos respondentes diz que pensar em voltar ao escritório é causa de estresse, mas ao mesmo tempo sente que a distância física pode comprometer seu desenvolvimento profissional.

Por outro lado, a pesquisa feita pela Fundação Dom Cabral mostra que, apesar do aumento de produtividade indicado por mais de 58% dos respondentes, para muitos a experiência do home office implicou também em maior carga horária. Além disso, destacaram dificuldades de relacionamento com colegas de trabalho e maior desequilíbrio entre demandas pessoais e profissionais.

Dados levantados pela Kenoby, software de recrutamento e seleção, demonstram que 71% das organizações não possuem uma área ou pessoa dedicada ao tema e que 53% dos entrevistados não souberam dizer em quanto tempo a empresa pretende investir na área.

Avanço da vacinação incentiva retorno de grandes empresas ao trabalho presencial

17/10 – CNN Brasil 

O trabalho presencial, mesmo de maneira híbrida, já é realidade em grandes empresas como o Magazine Luiza desde agosto do ano passado. Com o crescimento acelerado da companhia, muitas funções e reuniões precisavam ser presenciais, inclusive na sede, a Arena Magalu, na zona norte de São Paulo.

Imagem: Pexel

Agora, com o avanço da vacinação, a frequência na sede aumenta semana a semana.

Pesquisa da KPMG realizada entre julho e agosto aponta que 52% das empresas pretendem voltar com a sua operação ainda neste ano.

O Magalu fez um grande esquema para evitar a contaminação dos seus colaboradores. Por lá, quem optou pelo esquema presencial precisa realizar um teste PCR por semana, bancado pelo Magalu. De acordo com a varejista, o escritório alcança diariamente 60% de sua capacidade máxima.

Na sede, todos são obrigados a usar máscaras e a cumprir o distanciamento recomendado. “Nosso time sentia falta dessa agilidade que a conversa e a troca proporcionam às soluções de problemas”, diz Patrícia Pugas, diretora de gestão de pessoas da empresa.

Assim como a varejista, diversas empresas começam a retomar o trabalho presencial com o avanço da imunização. Na semana passada, o País ultrapassou a marca de 100 milhões de pessoas imunizadas.

A capital dos galpões: megadepósitos da economia online são vizinhos e abastecem bairros nobres de Cajamar, em São Paulo

20/10 – Uol  

Lidiane da Silva sai correndo de seu barraco, desvia do esgoto que escorre na rua de terra, dribla o trânsito de galinhas, chega ao asfalto e à casa da irmã. Na volta, tem na mão um envelope amarelo. “É um carregador de celular. O outro pifou. A gente comprou hoje e já chegou.”

Imagem: Banco free

A encomenda de Lidiane veio de bem perto. Duas fileiras de alambrados e um sistema de câmeras separam o precário bairro Novo Paraná do tecnológico megagalpão do Mercado Livre, em Cajamar, município da Grande São Paulo que, por sua posição geográfica, concentra centros de distribuição do comércio online.

Lidiane, de 27 anos, trabalha para uma empresa terceirizada que faz a limpeza no estoque central do supermercado Assaí, vizinho ao do Mercado Livre. Seu irmão Marcos faz carga e descarga da empresa norte-americana Penske Logistics, à beira da rodovia Anhanguera.

As vendas online cresceram cerca de 60%, numa comparação entre o primeiro trimestre de 2021 e o primeiro trimestre de 2020, e se popularizaram com a pandemia (13 milhões de brasileiros fizeram a primeira compra online no período). 

As entregas no mesmo dia são uma realidade nos grandes centros, e o próximo passo é bater na porta do consumidor em até uma hora, sem cobrança de frete. O avanço se adaptou rapidamente ao atraso social do Brasil, chegando às favelas e concorrendo com as lojas das redondezas. Cajamar é uma mostra disso.

Hoje, a desconexão entre a produção e a distribuição de um produto nos leva a uma lógica quase mágica quando apertamos um botão e o objeto pixelado se materializa horas depois diante de nós.

No início de 2021, Cajamar contava com 1,3 milhão de m² de depósitos cobertos, mas há planos para mais que duplicar essa extensão. Essas catedrais do consumo digital não chamam atenção por sua arquitetura, mas por seu tamanho. 

São caixotes brancos de até 12 metros de altura, na maioria das vezes assentados sobre morros retificados com gigantes degraus de grama. Um deles possui 150,5 mil m², área superior à do Santuário Nacional de Aparecida.

Há vários galpões em construção também. Só em Cajamar estão os QGs da Amazon, Correios, B2W, Carrefour, Walmart, FedEx e dezenas de outras empresas.

GTIS compra quatro galpões em SP por R$ 1,37 bilhão de reais

19/10 – Valor Econômico 

A gestora GTIS Partners comprou quatro galpões de padrão triple A por R$ 1,37 bilhão de reais, por meio de seu fundo de logística – R$ 717,3 milhões de reais – e de certificados de recebíveis imobiliários – R$ 655,5 milhões de reais. 

Imagem: Unsplash (Adrian Sulyok)

Os ativos pertenciam a dois outros fundos geridos pela própria GTIS e que estavam em fase de desinvestimento. Fizeram parte da operação o Centro Logístico Embu – CLE, o Distribution Center Barueri – DCB, o Distribution Center Cajamar – DCC e o Distribution Center Rodoanel – DCR.

A locação média dos empreendimentos está em 89%, e 71% dos inquilinos são do segmento de “e-commerce”. Todos os galpões se localizam a menos de 30 quilômetros da capital paulista, região mais valorizada no segmento.

A gestora pretende manter o foco de seus investimentos em galpões – desenvolvimento e aquisições – no entorno de São Paulo, segundo a diretora-executiva da GTIS Brasil, Maristella Diniz. 

Na disputa pelo cliente, algumas empresas de comércio eletrônico, por exemplo, do ramo farmacêutico, já oferecem a possibilidade de entrega dos produtos no mesmo dia da compra. 

O fundo de logística da GTIS – comprador dos ativos CLE, DCB, DCC e DCR – foi o primeiro levantado pela gestora com captação nacional de recursos. Com esforços restritos, a operação direcionou recursos para os ativos adquiridos. O DCB pertencia, em sua totalidade, a um fundo da GTIS. 

Além do segmento de galpões logísticos, a GTIS investe, no Brasil, em residencial, escritórios e hotelaria. Em escritórios, a gestora não tem vacância em São Paulo, e registra ocupação superior a 60% no Rio de Janeiro. 

No residencial, faz parcerias com incorporadoras em projetos do Casa Verde Amarela e da faixa logo acima do programa habitacional. Em hotelaria, os investimentos são feitos pela BHG – Brazil Hospitality Group, presente em São Paulo, no Rio, em Campos dos Goytacazes (RJ), Salvador, Recife e Curitiba. No Brasil, o capital já comprometido pela GTIS soma R$ 7,1 bilhões de reais.

Um dos maiores gestores de fundos imobiliários do mercado avisa: os shoppings estão baratos e o investidor ainda não percebeu

21/10 – Seu Dinheiro 

Os shopping centers estão entre os segmentos da economia mais afetados pela pandemia. Mas os empreendimentos já começam a retomar as atividades e gerar resultados, o que representa uma oportunidade de investimento em fundos imobiliários na área — e com preços convidativos.

Essa avaliação é de Maximo Lima, CEO da Hemisfério Sul Investimentos (HSI), uma das gestoras mais importantes do setor.

Imagem: Unsplash (Joshua Rwson-Harris)

A busca por recursos para novos investimentos acontece apesar de a gestora não estar otimista com o ambiente macroeconômico, diante da alta da taxa básica de juros (a Selic), da instabilidade política e da desaceleração do crescimento global. Segundo ele.

“No curto prazo, não estou animado, mas a vantagem é que o Brasil não é como a Europa, que tem taxa de juros negativa e a economia não cresce. As nossas soluções estão dadas, a questão é querer fazer.”

O momento de fato não é dos melhores para os fundos imobiliários. 

O IFIX, principal índice do setor, segue abaixo dos níveis pré-pandemia e acumula uma desvalorização da ordem 4% neste ano.

Enquanto aqueles que investem em shoppings tiveram a rentabilidade bastante afetada pelas restrições de abertura para conter a pandemia, os FIIs que investem em galpões se mantiveram aquecidos — ao mesmo tempo em que a oferta também avançou consideravelmente.

O CEO da HSI cita uma recuperação “robusta” entre os shoppings que a gestora acompanha. “A gente voltou para 2019 e tenho uma expectativa de que a gente passe o ano já rodando acima de 2019 e com 2022 com uma cara boa”, afirma.

Para Lima, essa é a classe relativamente mais barata entre os fundos imobiliários. Para ele, o investidor vai acabar entendendo isso à medida que a distribuição de resultados começar a chegar no bolso.

No cenário incerto atual, o setor tem uma capacidade de valorização razoável nos próximos seis meses, apesar da reprecificação em curso no mercado. 

“Os bons shoppings começaram a distribuir resultados como era antes da pandemia meio que agora. O investidor pequeno não entendeu isso ainda”, avalia.

ARTIGOS BUILDINGS

Nesta semana, publicamos um artigo exclusivo e completo sobre Mercado logístico no Brasil que bateu novos recordes no 3 trimestre de 2021. Grande volume de novo estoque, taxa de vacância caindo e varejistas e e-commerces aumentando as ocupações são alguns destaques do fechamento dos dados do terceiro trimestre. Confira aqui.

Imagem: Unsplash (Adrian Sulyok)

 

Além disso, também publicamos vídeo com 5 destaques do mercado de escritórios no 3° trimestre de 2021. Não deixe de conferir abaixo:

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