Resumo da Semana: notícias do mercado imobiliário corporativo #50

Confira abaixo as mais recentes notícias do mercado imobiliário corporativo, além de artigos com temas relacionados.

Volta ao escritório: 3 prioridades da liderança para reconectar as equipes

02/11 – Exame

Com o avanço da vacinação, as expectativas para o retorno ao trabalho no escritório são tão numerosas quanto as incógnitas.

Entre as dúvidas surgidas, um dado da pesquisa global da JLL deve ser a maior preocupação para gestores e os profissionais de recursos humanos: 36% da força de trabalho está se sentindo sem energia e desmotivada.

A consultoria especializada em imóveis comerciais realizou a pesquisa com mais de 3 mil trabalhadores em 10 países, para medir o sentimento de bem-estar e engajamento no momento e para o pós-pandemia.

E o resultado chama atenção para uma questão que deve ganhar destaque no planejamento do retorno ao presencial: a necessidade de reconexão.

No levantamento, um terço dos respondentes disseram que não consideram mais a empresa como um bom lugar para trabalhar e 25% relataram estar exaustos demais para cuidar de seu bem-estar.

“As pessoas vão sair muito transformadas e muito machucadas desse período. Mesmo quem saiu igual, ainda vai ter certa dificuldade no retorno. E a relação de confiança é o pilar para o trabalho em equipe e a alta performance”, destacou a especialistas em comportamento organizacional, Daniela Tessler.

Washington Botelho, presidente da JLL Work Dynamics para América Latina comenta que o retorno ao escritório tem tido um quórum abaixo das expectativas.

“O escritório voltou e não necessariamente funcionou. Se a expectativa era ocupar de 25 a 30%, tenho ouvido de executivos que a adesão é em torno de 5 a 10%”.

Botelho explica que antes trabalho era representado por um local e houve uma quebra dessa mentalidade desde o início da pandemia. Agora, é necessário pensar na atratividade de cada espaço de trabalho.

Segundo a pesquisa, o que os funcionários mais querem para tornar o escritório um local atrativo são:

45% espaço para relaxar; 44% serviço de alimentação saudável; 41% acesso a espaços abertos; 37% áreas sociais e 36% centros para atividades físicas. E a maior expectativa dos profissionais (75%) sinalizou que esperam se sentir seguros no trabalho para falar de saúde mental e expressar dificuldades.

Blue Macaw pretende comprar mais de R$ 1 bi de reais em imóveis até o fim de 2022

30/10 – Estadão

gestora de investimentos Blue Macaw está com apetite para mais de R$ 1 bilhão de reais em imóveis. A companhia pretende aumentar sua carteira de ativos sob gestão para R$ 4 bilhões de reais, até o fim do ano que vem.

Condomínio Pátio Victor Malzoni, na capital paulista/Crédito: Getty Images

Recentemente,  atingiu o patamar de R$ 2,8 bilhões de reais com a aquisição de seis andares do Edifício Pátio Victor Malzoni, na Faria Lima, na capital paulista, por R$ 365 milhões de reais – em uma das maiores transações imobiliárias do ano, em parceria com a Catuaí Asset.

O grupo procura empreendimentos que possa espremer e tirar mais suco do que o rendimento atual. Esse é o caso de prédios comerciais com baixa ocupação ou contratos de aluguéis defasados. A estratégia da gestora é fazer pequenas reformas, buscar inquilinos e negociar por valores mais altos.

Foi assim, por exemplo, na compra de um terço da Torre Oeste do Centro Empresarial Nações Unidas (vizinho do Hilton, na Marginal Pinheiros), cuja área adquirida estava inteiramente desocupada. Após uma requalificação, os espaços foram locados para Petlove e Horizon.

Os principais alvos são os prédios de escritórios e hotéis urbanos, com muitos espaços vagos em meio à pandemia.

O maior risco do investimento, entretanto, está nos chacoalhões da economia brasileira, que podem adiar o crescimento das empresas, eventos e viagens de negócios.

O portfólio da gestora é composto hoje por R$ 1 bilhão de reais em galpões logísticos e R$ 580 milhões de reais em prédios corporativos, além de hotéis, fundo de fundos e certificados de recebíveis.

Reabertura e alta da Selic guiam apostas no mercado de fundos imobiliários

31/10 – Folha de S.Paulo

Em meio a uma incômoda pressão inflacionária que não dá sinais de que irá arrefecer tão cedo, os economistas vêm paulatinamente revisando as projeções para a taxa Selic tida como suficiente para conter a alta dos preços.

Imagem: Unsplash (Charlota Blunarova)

No último relatório Focus, a estimativa dos especialistas apontava para uma taxa de 8,75% no fim deste ano, chegando a 9,5% em 2022 — em janeiro, as estimativas eram de 3,25% e 4,75%, respectivamente.

É provável que novos ajustes ocorram após a alta de 1,5 ponto percentual do Comitê de Política Monetária do Banco Central que levou a Selic para 7,75%.

Além de reduzir a atratividade das ações da Bolsa, o aumento dos juros, que subiram ainda mais nos últimos dias por conta das incertezas sobre a política fiscal do governo, tem causado impactos negativos para o mercado imobiliário.

Após uma queda de 10,2% no ano passado por conta das restrições impostas pelo isolamento social, o Ifix, índice que reúne os principais fundos imobiliários, acumula desvalorização próxima de 6,5% em 2021, até 27 de outubro.

Na avaliação de especialistas que atuam no setor, apesar da retomada em curso permitida pela vacinação, as revisões constantes nas projeções do mercado para a Selic, que refletem, em última instância, a incerteza para o cenário de curto prazo, têm contribuído para a performance errática dos fundos.

“O que de alguma maneira tem atrapalhado a precificação no mercado secundário de fundos imobiliários é a falta de visibilidade sobre qual será o patamar dos juros nos próximos meses”, explica Luis Stacchini, sócio e co-diretor de investimentos imobiliários da gestora Navi.

Multiplan planeja expansão do Morumbi Shopping para 2022, diz presidente

28/10 – Valor Econômico

A administradora de shoppings centers Multiplan planeja construir nova expansão do Morumbi Shopping, em São Paulo, em 2022, disse o presidente da companhia, José Isaac Peres.

José Isaac Peres: ova expansão do Morumbi Shopping, em São Paulo, em 2022 — Foto: Valor

A companhia já tem duas expansões em andamento, do DiamondMall, em Belo Horizonte, e do ParkShoppingBarigüi, em Curitiba, que demandaram investimentos de R$ 11, 9 milhões de reais no terceiro trimestre.

Além disso, a Multiplan vai inaugurar em 18 de novembro um novo shopping, na região oeste do Rio de Janeiro, que já tem ocupação de 95% de lojas. A empresa também tem em andamento um empreendimento imobiliário em Porto Alegre, chamado de Golden Lake, próximo ao Barra Shopping Sul.

O projeto compreende sete condomínios, com valor geral de vendas esperado de R$ 4 bilhões de reais, e investimento total estimado é de R$ 2,5 bilhões de reais.

A Multiplan anunciou o lançamento do projeto em 5 de outubro, e até o dia 25, 31 unidades foram vendidas, que correspondem a R$ 162 milhões de reais em vendas.

Outubro deve ser o primeiro mês a ter vendas totais superiores às do mesmo mês em 2019 nos shoppings da Multiplan. Até o último dia 25, foi registrado crescimento de 9,7%.

“Estamos animados com o fim do ano. O turismo interno cresceu muito por conta de restrições de viagens” disse o diretor vice-presidente financeiro e de relações com investidores, Armando D’Almeida.

Câmara de Campinas aprova redução de IPTU para galpões industriais e logísticos

03/11 – G1

A Câmara Municipal de Campinas, em São Paulo, aprovou, em sessão realizada na última quarta-feira, dia 3, o projeto de lei que reduz as alíquotas de Imposto Predial e Territorial Urbano (o IPTU) para galpões industriais e logísticos. O texto recebeu 22 votos a favor e cinco contrários.

Vereadores de Campinas durante sessão no mês de outubro — Foto: Câmara de Campinas

O PL substitui a alíquota de 2,9% por quatro alíquotas diferentes, que variam de 1,1% a 1,8%, a depender do valor venal.

A proposta sobre redução do IPTU para galpões foi apresentada pela prefeitura em setembro e, à época, ela destacou que o objetivo é atrair investimentos em logística, abrir vagas de emprego e reduzir a ociosidade de espaços, estimada em 80% durante estudos da proposta.

Por outro lado, a medida deve gerar renúncia fiscal de R$ 15 milhões de reais para o próximo exercício.

A administração estima que a medida econômica deve beneficiar aproximadamente 500 empresas, e que a atração de novas empresas e negócios também deve viabilizar investimentos em infraestrutura e mobilidade na cidade.

ARTIGOS BUILDINGS

Antes de finalizar, te convido para conferir os artigos e outros conteúdos na Revista Buildings e também no nosso canal no Youtube.

Nesta semana, publicamos a entrevista em texto e em vídeo da visita que realizamos à WeWork Brasil (unidade da Vila Madalena). O foco da conversa foi falar dos Escritórios flexíveis e das soluções para o mercado imobiliário neste momento de crise e pós-pandemia. Para conferir na íntegra, clique aqui.

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