Conteúdo Exclusivo – Por Ellen Costa
A crescente demanda por espaços modernizados e a valorização de ativos reposicionados apontam para a recuperação sólida do mercado corporativo em Santiago Centro.
São Paulo, 27 de novembro de 2025 – O interesse por investir em Santiago Centro, no Chile, volta a crescer e as projeções para 2026 apontam para um cenário de reativação e reposicionamento dentro do mercado imobiliário corporativo.
De acordo com uma publicação recente do portal Izimedia, a região caminha para uma fase de recuperação impulsionada por maior demanda por espaços modernizados, novas políticas urbanas e um renovado apetite de investidores institucionais.
O jornal também aponta que o segmento de escritórios mostra sinais claros de estabilização, com empresas buscando localizações centrais que ofereçam melhor conectividade e custos atrativos de ocupação.
De acordo com dados da Buildings, empresa brasileira de pesquisa imobiliária, presente no Chile desde 2021, o mercado completo da cidade de Santiago concentra 233 edifícios Corporativos de alto padrão (Classe A), totalizando 3 milhões de m² de escritórios. O segmento apresenta uma taxa de vacância de 11,25% (dados do 3T/2025 do Buildings CRE Tool).
Por conseguinte, a atividade construtiva atual é de 120,5 mil m² e a absorção líquida do terceiro trimestre apresentou 52,7 mil m² de resultado.
Analisando exclusivamente o Centro de Santiago, existem 294 edifícios recepcionados, totalizando uma área construída de 1,8 mil m², com taxa de vacância de 12,27%, e 220,5 mil m² disponíveis para locar. Além disso, eles têm um preço médio pedido de 0,28 UF/m².
Agora, considerando apenas o mercado Corporate Classe A de Santiago Centro, existem somente 35 imóveis, representando uma área total de 499 mil m². Da mesma forma, apresenta uma taxa de vacância de 11,75%, e 58,6 mil m² de escritórios disponíveis para locação, com um preço médio pedido de 0,32 UF/m².
Santiago Centro: expectativas para bons negócios
Vale observar que este mercado, de alto padrão em Santiago, ainda possui bastante área a ser locada. São estes imóveis que oferecem boas expectativas para bons negócios nos próximos trimestres.
Afinal, as regiões mais consolidadas para este padrão de imóvel, já apresenta desafios para encontrar disponibilidade de áreas. Isso ocorre, sobretudo, em pisos interligados/próximos, com metragem do tamanho ou acima de 2.000 m².
Nesse sentido, quem acompanha o mercado imobiliário chileno sabe que o Centro tem vantagens por sua localização. Além disso, preço pedido das unidades disponíveis são muito atrativos. Motivos importantes para esta fase de recuperação do Centro.
Um ponto importante também é que estes edifícios Classe B e C não estão ficando para trás. Já que são buscados pelos investidores com a visão de deixá-los mais modernos, sem perder suas características históricas de construção.
Um exemplo disso é o imóvel localizado na esquina entre a Rua Moneda e Bandeira. Lá foi assinado um contrato de Compra e Venda no último dia 24/11: a empresa Territória, dona do MUT & Futuro Campus Santander, é quem está à frente da compra do imóvel da Holding Bursátil Regional S.A. (NUAM.SN).
O objetivo dessa transação é reformá-lo e usá-lo como coworking, comércio e espaços urbanos que se interligam ao edifício.
Exemplos como este têm aquecido mais o Centro. E de uma certa forma incentiva a ter de volta os serviços essenciais e a melhoria da segurança local.
O que vem em 2026
Para 2026, a expectativa é que Santiago Centro consolide um novo ciclo de investimentos. Este virá marcado pela valorização de ativos reposicionados e pela recomposição gradual da ocupação corporativa.
Por fim, para proprietários e gestores, o desafio será identificar os ativos que podem capturar essa nova demanda. Bem como adaptar-se às exigências de um mercado mais seletivo e profissionalizado. Para conhecer mais sobre o mercado de escritórios de Santiago, acesse o Buildings CRE Tool.
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