Shoppings confirmam retomada no primeiro semestre e podem reajustar aluguéis

Da Redação

O setor de shoppings centers amargou nos meses iniciais da pandemia. E não apenas isso: foi um dos setores mais prejudicados no período mais intenso da crise sanitária. Apesar das dificuldades, o setor começou a reagir a partir da reabertura do comércio e diminuição das restrições sanitárias. Prova disso, são os resultados do primeiro semestre deste ano: que apresentou forte retomada nas vendas.

De acordo com a Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers), o setor apresentou crescimento de 34,8% nas vendas no primeiro trimestre se comparado ao ano anterior. Isso demonstra que ele é o segmento imobiliário com os melhores resultados em 2022.

Após esses dados, a Associação revisou a perspectiva de vendas para o ano, saltando de 13,8% para 17,3% na comparação com 2021.

Itaú BBA aposta em aumento dos aluguéis

Com essa retomada do setor, muitos investidores têm questionado a capacidade dos shoppings de continuar crescendo no mesmo ritmo. Essa dúvida também paira sobre os aumentos nos aluguéis.

O Itaú BBA acredita que ainda “há um espaço significativo para novos aumentos de aluguéis”, apesar dos same-store rents “suculentos” reportados no último trimestre.

O Itaú acredita que os aluguéis podem continuar subindo no ritmo de 50% em comparação a 2019, mesmo que as vendas do setor percam fôlego ao longo do segundo semestre.

No primeiro trimestre, o valor médio do aluguel do metro quadrado subiu 37% em comparação ao mesmo período de 2019. Esse é o primeiro motivos por trás da convicção do banco. 

Ao mesmo tempo, o IGP-DI, o benchmark para os reajustes, avançou 62%. Ou seja, ainda existe espaço para mais repasses apenas para corrigir a inflação acumulada. 

O mais interessante ainda é a taxa de ocupação alta dos shoppings, de mais de 95%, o que dá a eles poder de barganha.

Para o banco, o aumento no custo da ocupação não seria um problema para os inquilinos. Mesmo com um repasse total da inflação acumulada no período e um crescimento de vendas conservador, os ganhos de eficiência e a alavancagem operacional dos lojistas permitiriam que eles absorvessem os novos aumentos.

IGP-M desacelera em julho

Outra boa notícia é que o IGP-M desacelerou a 0,21% em julho, segundo apontamento da FGV.

Notícia da CNN Brasil aponta que o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) variou 0,21% em julho, ante 0,59% no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) (28/07).

O índice é conhecido como “inflação do aluguel” e costuma ser utilizado para reajustas anuais de escritórios, galpões e shoppings, além das negociações residenciais.

Com este resultado, o IGP-M acumula alta de 8,39% no ano e de 10,08% em 12 meses. No mesmo período no ano passado, o índice havia subido 0,78% e acumulava alta de 33,83% em 12 meses, mais que o triplo de agora.

Essa queda se dá por causa das commodities e a redução do ICMS sobre a gasolina e a energia elétrica, segundo explicou André Braz, coordenador dos índices de preços do Ibre. 

“Preços de commodities importantes estão cedendo, refletindo os riscos de um cenário macroeconômico pouco animador. Segundo o índice ao produtor, ocorreram recuos importantes nos preços do minério de ferro (de -0,32% para -11,98%), do milho (de -1,21% para -5,00%) e da soja (de -0,80% para -2,05%)”, disse Braz à CNN Brasil.

O IGP-M é composto pela ponderação de três outros índices: Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

Com informações dos portais Brazil Journal e CNN Brasil

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