A força motriz por trás da disparada do e-commerce e ocupação recorde de galpões no Brasil

Conteúdo Exclusivo – Por Ellen Costa

Disparada do e-commerce: comércio pela internet movimentou R$ 225 bilhões em 2024 no Brasil, com expectativa de atingir R$ 234 bilhões em 2025.

São Paulo, 29 de julho de 2025 – Segundo dados da Buildings, o mercado logístico brasileiro atingiu um marco inédito no segundo trimestre de 2025, superando os 40 milhões de metros quadrados de estoque total (41,4 milhões de m², empreendimentos de todas as classes).

Esse resultado consolida o setor como um dos mais dinâmicos da economia nacional.

Além disso, os galpões logísticos no Brasil atingiram recorde de ocupação no 2º trimestre de 2025, alcançando o menor patamar de taxa de vacância histórica, de apenas 7,8%, entre abril e junho.

E esse resultado não é à toa!

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as vendas online de micro e pequenas empresas no Brasil cresceram aproximadamente 1.200% entre 2019 e 2024, atingindo R$ 67 bilhões.

O comércio eletrônico na totalidade movimentou R$ 225 bilhões em 2024. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pela pandemia e manteve-se elevado pela recuperação econômica posterior.

Além disso, a expectativa é atingir R$ 234 bilhões em 2025.

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Crescimento exponencial do e-commerce no Brasil 

Dessa forma, o crescimento exponencial do e-commerce no Brasil tem gerado uma demanda sem precedentes por galpões logísticos bem localizados. Além disso, pela alta qualidade nas principais regiões do país.

Essa relação é intrínseca: para que as empresas do setor possam oferecer entregas rápidas, eficientes e com custos competitivos, a proximidade com os grandes centros consumidores e as principais vias de distribuição é fundamental.

Com a disponibilidade cada vez menor de imóveis logísticos nos grandes polos, surge o desafio de pequenas e grandes empresas do e-commerce em encontrar o espaço ideal para sua operação.

A Buildings, como especialista em pesquisa imobiliária corporativa, desenvolveu um produto que pode ajudar nessa demanda. Para saber mais, acesse o portal WebIndustrial e encontre o condomínio ou galpão logístico ideal para sua empresa.

Do last mile aos megacentros

O consumidor do e-commerce, especialmente a Geração Z, exige cada vez mais agilidade. Entregas no mesmo dia ou no dia seguinte tornaram-se um diferencial competitivo.

Assim, a exemplo disso, segundo dados da Builings, o raio de 15km de São Paulo (o mais caro e competitivo e chamado de “last mile”) é composto por 14 condomínios prontos para ocupação, de alto padrão (Classe AAA, AA e A). Além disso, detém 2 imóveis em construção e outros 4 ainda em projeto (dados do 2º trimestre de 2025). Saiba mais no Buildings CRE Tool.

Para atender a essa demanda, as empresas precisam de centros de distribuição que funcionem como verdadeiros hubs logísticos, capazes de processar um grande volume de pedidos e distribuí-los rapidamente.

Nesse sentido, a valorização dos galpões logísticos tem sido acelerada, com projeções de crescimento de quase 20% até o final de 2025.

Grandes players do e-commerce, como Mercado Livre, Amazon, Shopee e Magalu, são os maiores ocupantes desses espaços, o que demonstra a importância estratégica da infraestrutura logística para o sucesso no comércio eletrônico.

Para se ter ideia, o Mercado Livre atua como um veterano de guerra em terras brasileiras. Dados do Buildings CRE Tool apontam que a gigante argentina expandiu sua presença logística em 2025 para a impressionante marca de 2,8 milhões de m² de área logística locada.

Esses espaços estão distribuídos em 77 ocupações industriais, espalhadas em diversas regiões do Brasil.

Em comparação à data de início – com apenas 51 mil m² locados em 2018 –, esse crescimento representa mais de 5.,000% em menos de oito anos. 

Apenas no primeiro e segundo trimestre de 2025, já alugaram ou expandiram sua atuação em oito condomínios, totalizando mais de 400 mil m² de área. Para saber mais sobre o setor logístico, acesse a plataforma Buildings CRE Tool.

Shopee, Amazon e Magalu seguem na disputa

A Shopee aparece em segunda colocação no ranking, com 980 mil m² de espaços logísticos ocupados em 2025. No total, são 89 ocupações industriais até agora.

Apenas no primeiro e segundo trimestre de 2025, a empresa de Cingapura já alugou ou expandiu sua atuação em 18 condomínios ou galpões, totalizando mais de 145 mil m² de área.

Na disputa pela preferência dos consumidores brasileiros, de acordo com o Buildings CRE Tool, a Amazon iniciou sua atuação logística no Brasil no terceiro trimestre de 2018, com uma ocupação inicial de 48 mil m². 

Desde então, já soma mais de 700 mil m² ocupados em 22 projetos industriais espalhados pelo país, confirmando sua trajetória ascendente no setor.

Por fim, o Magalu também tem se destacado com uma atuação logística de 720 mil m², distribuída em 25 ocupações industriais. Além disso, possui 144 lojas em shoppings do Brasil. Para saber mais sobre o setor logístico, acesse a plataforma Buildings CRE Tool.

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