Conteúdo Exclusivo – Por Ellen Costa
Construção logística e taxa de vacância são destaques no 3º trimestre de 2025; forte demanda do setor é impulsionada por grandes players do e-commerce.
São Paulo, 06 de outubro de 2025 – O mercado de condomínios logísticos no Brasil mantém-se em rápida expansão no 3º trimestre de 2025, segundo dados da Buildings. Nesse sentido, o setor registrou a menor taxa de vacância desde o início da série histórica da Buildings, em 2013: 7,30%.
Atualmente, o mercado possui 1.029 condomínios logísticos prontos para ocupação, totalizando um estoque de 42,5 milhões de m² de área locável em todo o país, contemplando todas as classes de imóveis.
Além disso, a atividade construtiva segue intensa, com 5,7 milhões de m² em obras programadas para entrega nos próximos anos.
O acréscimo de mais de 760 mil m² em novo estoque neste trimestre abriu oportunidades para locações e pré-locações, muitas delas realizadas por importantes players do e-commerce. Leia mais aqui: Gigantes do e-commerce disputam metro a metro por espaços logísticos no Brasil
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Condomínios logísticos: destaques do perfil Classe A por região
Ao analisar o segmento de condomínios Classe A, dados da Buildings indicam um estoque total nacional de 33,7 milhões de m² distribuídos em 625 empreendimentos prontos para ocupação.
A região Sudeste consolida sua liderança, com 24,6 milhões de m² de estoque em 421 condomínios de alto padrão. Ademais, a construção de novos empreendimentos logísticos Classe A soma 3,3 milhões de m² em andamento.
Por fim, no mesmo período, a região Sudeste recebeu 436 mil m² de novo estoque, registrando absorção líquida positiva de 503,7 mil m², embora este valor seja inferior ao do trimestre anterior.
Construção logística: o desempenho do estado de São Paulo surpreende
São Paulo se destaca ao possuir 2,2 milhões de m² em construção para condomínios Classe A, enquanto a taxa de vacância caiu de 9,44% no trimestre anterior para 8,12%, uma redução de 1,3 pontos percentuais.
O preço médio pedido de locação também apresentou aumento, passando de R$ 29,98/m² para R$ 30,48/m². Para saber mais sobre os indicadores logísticos, consulte a plataforma CRE Tool.
No terceiro trimestre, São Paulo recebeu 232,5 mil m² de novo estoque, com imóveis de grande área entregues, como:
- CL Imigrantes 4 (região do ABCD) – 61,0 mil m;
- CL Castelo Branco (Barueri) – área de 58,6 mil m²;
- Braspark III Nova Odessa (Campinas) – 38,8 mil m².
Outros estados em evidência: construção logística versus novo estoque
Ao comparar os dados logísticos Classe A de outros estados, Santa Catarina lidera com 675 mil m² em construção no período, indicando intensa atividade no setor. Minas Gerais aparece em segundo lugar, com 311 mil m², e destaca-se pela entrega acelerada de novo estoque, com 103,6 mil m².
Pernambuco registra 309,3 mil m² em construção, evidenciando dinamismo similar.
No Rio de Janeiro, a atividade construtiva atingiu 124,9 mil m². Já o Rio Grande do Sul apresenta o menor volume entre os avaliados: 92,3 mil m². Apesar disso, o estado gaúcho se posiciona em segundo lugar em entregas, com 62,9 mil m² no período.
Importante notar que, apesar da forte atividade construtiva em Santa Catarina, o novo estoque entregue ficou em 80 mil m². Isso sugere prazos mais longos para conclusão ou início de fases adicionais.
Por conseguinte, Pernambuco e Rio de Janeiro não registraram novo estoque entregue no período. Esse resultado indica variações nos ciclos de desenvolvimento e entrega nos diferentes mercados estaduais.
Este panorama reforça as distintas dinâmicas e estágios de desenvolvimento do mercado de condomínios logísticos no Brasil, mostrando crescimento consistente, especialmente nas regiões com maior demanda, e prazos de entrega variados conforme a localidade. Para mais detalhes sobre o cenário logístico, consulte a plataforma CRE Tool.
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