Mobilidade e estacionamento: como será o futuro?

Ao consultar o dicionário, a palavra “mobilidade” está definida como “facilidade em se movimentar, andar, dançar etc; possibilidade de mover (-se)”. Analisando a história é possível compreender que a mobilidade está diretamente conectada à necessidade do ser humano em fazer constantes deslocamentos, para diversos pontos, com o intuito de realizar determinada atividade. O objetivo desse artigo é justamente debater esse tema.  

Por Gabriel Mesquita da Autovagas

A prática do deslocamento exerce uma função importante dentro da evolução humana e, principalmente, da sociedade moderna. A partir disso, foi-se capaz de desenvolver grandes centros urbanos e conectar regiões metropolitanas, facilitando o ir e vir diário não só de pessoas, mas também de produtos.

Na sociedade contemporânea, a cada ano a mobilidade cresce e ganha mais popularidade ao ser relacionada à qualidade de vida das pessoas. Não à toa é muito comum existirem altos níveis de fluxo pendular nas cidades gerando grandes congestionamentos, além da poluição sonora e ambiental.

Quando pensamos em estacionamento, a primeira definição que nos vem à cabeça é de um local para guardar o carro. Porém, com todas as mudanças que a sociedade vêm sofrendo nas últimas décadas, é preciso que o estacionamento ofereça muito mais do que isso. Como exemplo podemos citar carregadores elétricos, armários inteligentes para logística, adaptabilidade para novos modais de transporte e intermédio para transição entre os modais.

Considerando, principalmente, estes dois últimos quesitos, é fundamental que o estacionamento desenvolva um novo papel dentro do fluxo pendular da cidade, adaptando-se para atender às novas demandas da atual e moderna sociedade, em constante movimento e mudança.

Visão econômica e sustentabilidade

Abordando pela visão da sustentabilidade, que é um ponto cada vez mais relevante nos dias atuais, é nítida a necessidade que o setor de estacionamentos tem em desempenhar um papel fundamental na transformação e no uso das novas tecnologias sustentáveis. Isso, claro, para tentar diminuir as emissões dos gases de efeito estufa (GEE) e atender as novas demandas de seus consumidores.

Como exemplo podemos citar a disponibilização de carregadores elétricos nos estacionamentos para que um veículo receba uma carga de oportunidade durante a sua estadia na garagem. Passar a atender as novas necessidades dos transportes que são 100% sustentáveis, como bicicleta, patins e patinetes, que estão cada vez mais populares por todos os benefícios que oferecem ao meio ambiente, à saúde e agilidade, que é incentivado pela ampliação das ciclofaixas nas cidades.

Já pelo ponto de visto econômico, estudos apontam que em regiões onde existem estacionamentos, sendo estes públicos ou privados, o volume de vendas pode aumentar em ate 30%.

Levando em consideração todos os apontamentos acima, o setor de estacionamentos deve em primeiro lugar mudar o paradigma de que atende única e exclusivamente carros. Ele deve mostrar que está se inovando e se adaptando às novas tendências, dos diferentes modais utilizados nos centros urbanos, além de utilizar os espaços ociosos com novas comodidades para o consumidor.

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