Confira as últimas notícias do mercado imobiliário corporativo de São Paulo e outras regiões, abrangendo o período de 22 a 28 de agosto de 2025. Além disso, explore artigos e conteúdos relacionados que trazem insights valiosos sobre o setor. Para não perder nenhuma novidade, inscreva-se no canal da Buildings no YouTube clicando aqui.
Crescimento do PIB favorece o mercado de imóveis comerciais no Brasil?
Em 2024, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 3,4% em relação a 2023, alcançando o total de R$ 11,7 trilhões. No primeiro trimestre de 2025, o PIB cresceu 1,4% em comparação ao último trimestre de 2024, com forte destaque para a agropecuária, que avançou 12,2%.
Nesse sentido, o crescimento do PIB brasileiro exerce um impacto positivo no mercado imobiliário comercial. Ao estimular a geração de empregos, elevar a renda da população e intensificar a atividade empresarial, o avanço econômico aumenta a demanda por espaços comerciais. Tanto para instalação, como expansão e criação de novas operações empresariais.

Além disso, a confiança renovada no mercado impulsiona investimentos e financiamentos no setor imobiliário, fazendo-o crescer.
Segundo dados recentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a previsão de crescimento do PIB em 2025 permanece firme em 2,3%. Essa estimativa aparece mesmo diante do aumento das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras.
Embora a indústria tenha sua expectativa reduzida ligeiramente de 2% para 1,7%, o setor agropecuário surpreende positivamente, elevando sua projeção de crescimento de 5,5% para 7,9%.
Por conseguinte, este cenário, aliado a um mercado de trabalho aquecido, sustenta a perspectiva otimista para a economia nacional.
PIB e o desempenho do mercado imobiliário
A correlação entre o crescimento do PIB e o desempenho do mercado imobiliário corporativo é um termômetro da saúde econômica e da confiança empresarial.
Quando o PIB avança, a atividade empresarial tense a se intensifica, ocasionando maior demanda por espaços de escritórios.
A absorção líquida – que corresponde à diferença entre a metragem de escritórios ocupados e desocupados em um período – é um indicador fundamental para avaliar essa movimentação.
Nesse sentido, dados recentes do Buildings CRE Tool apontam que no segundo trimestre de 2025, São Paulo registrou mais de 90 mil m² de absorção líquida positiva em escritórios Corporate Classe A, consecutivamente pelo nono trimestre.
Para acesse conteúdo exclusivo na Revista Buildings.
Mercado imobiliário corporativo: Retrofits aquecem preços de imóveis e terrenos no Centro de SP
Os projetos de retrofit no Centro de São Paulo, impulsionados pelo programa municipal Requalifica Centro e por incorporadoras privadas, vêm aquecendo o mercado imobiliário da região, elevando preços de imóveis e terrenos.
Um exemplo emblemático é o Edifício 7 de Abril, inaugurado em 1939 no bairro da República e antiga sede da Telesp, que está sendo transformado pela Metaforma em um condomínio residencial e polo gastronômico, rebatizado de Basílio 177.

Desde o início da captação de recursos e vendas, em julho de 2023, o empreendimento já valorizou cerca de 30%, com o valor do metro quadrado variando de R$ 8,5 mil nas unidades maiores a R$ 17,5 mil no estúdio restante.
Inicialmente, os valores estimados eram de R$ 9,3 mil/m², mas hoje a média real está em R$ 12,5 mil/m², projetando um retorno financeiro que pode alcançar IPCA + 25% ao ano. As vendas estão 80% concluídas, e a entrega do imóvel está prevista para outubro de 2025.
Além do Basílio 177, outros 30 projetos vinculados ao Requalifica Centro estão em andamento na região. O primeiro retrofit finalizado no programa, o edifício Renata Sampaio, já apresenta aluguel mensal mínimo de R$ 8,46 mil em unidades de 25 a 28 m² e diárias para locação temporária a partir de R$ 270.
Potencial para crescer no Brasil
Conforme especialistas, o retorno do interesse pelo Centro de São Paulo está ligado à pandemia, que motivou incorporadoras e investidores a recuperarem prédios abandonados. Issso ocorre porque reconheçam que esse mercado ainda tem potencial para crescer no Brasil. Apesar disso, encontra entraves devido à complexidade dos projetos, que demandam maior diligência e tornam o processo mais lento.
Os preços dos prédios e terrenos nas regiões já revitalizadas, como a República, subiram cerca de 50%. Eles passaram de faixas entre R$ 2 mil a R$ 3 mil para R$ 4 mil a R$ 5 mil por metro quadrado.
Já áreas ainda menos valorizadas, como Anhangabaú e Campos Elíseos, apresentam oportunidades para investimentos de longo prazo. Especialmente com a perspectiva da volta da sede do governo estadual para os Campos Elíseos após décadas no Morumbi.
Com previsão de investimento total de R$ 1 bilhão em incentivos e subvenções, o programa da Prefeitura estimula o segmento. A gestora Unitas projeta investir R$ 300 milhões em retrofits, incluindo o Basílio 177 e outro projeto em Santa Cecília. Além disso, avalia oportunidades no Rio de Janeiro pelo programa Reviver Centro.
A Metaforma lidera três empreendimentos que somam R$ 700 milhões em VGV e adquiriu recentemente ativos na Mooca e Santo Amaro que totalizam mais R$ 680 milhões.
XP quer pedaços de shoppings da carteira da Capitânia — entre eles o Metrô Tatuapé
O fundo imobiliário XP Malls (XPML11), cujo patrimônio soma R$ 6,5 bilhões, está negociando a compra de pedaços de shoppings hoje na carteira do fundo imobiliário Capitânia Shoppings (CPSG11).

O veículo da XP quer 10% do Shopping Praia de Belas, em Porto Alegre, no qual já detém fatia de 13%; até 8,3% do Shopping Metrô Tatuapé (SP); e 15% do Shopping Metrô Boulevard Tatuapé. No caso do Praia de Belas, a transação envolveria 10% da edificação principal, 24% das lojas do edifício corporativo Prime Offices e 10% do estacionamento Deck Parking.
A operação ainda não foi consumada, e o XP Malls — que se tornou o maior fundo imobiliário de shoppings do país e vem adquirindo ativos em série Brasil afora — quer um aval prévio do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para fechar o negócio.
O fundo da XP tem 100% de três blocos do shopping Downtown, no Rio; 90% do Tietê Plaza (SP); e 70% do Metropolitano Barra (RJ), por exemplo.
Mercado imobiliário corporativo: Barzel investe R$ 83,3 milhões em retrofit do Edifício Rachid Saliba, na região Paulista
A Barzel Properties, empresa especializada em projetos de retrofit e gestão de ativos imobiliários, vai iniciar a modernização do Edifício Rachid Saliba, localizado na Rua Bela Cintra, a poucos metros da Avenida Paulista, importante polo corporativo de São Paulo.
O imóvel foi vendido, recentemente, pelo fundo Hedge Office Income (HOFC11) no valor de R$ 83,3 milhões. Esse montante foi 28% inferior à avaliação prévia, segundo reportagem do Metro Quadrado.

Entregue ao mercado em 1974 e com área locável total de 12,3 mil m², o edifício, atualmente, apresenta ocupação em torno de 50%. Além disso, possui inadimplência de 20% e resultado operacional negativo.
Mesmo assim, a localização privilegiada promete forte potencial de valorização. Assim motivando o investimento da Barzel Properties, que detém cerca de R$ 7 bilhões em ativos e destaca-se pela expertise no mercado imobiliário.
O retrofit, que terá duração estimada em 12 meses, vai promover uma ampla requalificação do imóvel, que será rebatizado como Edifício Citadel. Entre as melhorias previstas estão a renovação da fachada com instalação de nova pele de vidro, ampliação do lobby, substituição do sistema de ar-condicionado, modernização dos elevadores e revitalização do paisagismo.
Dados recentes da plataforma Buildings CRE Tool indicam que a região Paulista concentra 288 edifícios corporativos, totalizando cerca de 1,9 milhão de m² de estoque, com imóveis de todas as classes.
No segundo trimestre de 2025, a Avenida Paulista apresentou absorção líquida positiva de 26,6 mil m², superior aos 18 mil m² do trimestre anterior, apesar da leve redução no preço médio pedido de locação, que caiu de R$ 102,00 para R$ 98,56/m². Além disso, a taxa de vacância geral na região também diminuiu para 13,53%.
Para uma análise completa da região da Paulista, acesse a Revista Buildings.
Log investe R$ 742 milhões na construção de galpões em seis capitais do Nordeste
A Log anunciou investimento de aproximadamente R$ 742 milhões para construir novos galpões classe A em seis capitais do Nordeste. Esse projeto visa atender à crescente demanda dos setores de e-commerce, farmacêutico, alimentos e bebidas.
Até 2027, a empresa entregará 238 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL) em Recife, Fortaleza, João Pessoa e Maceió, cidades onde já atua. Por lá, pretende destinar R$ 540 milhões a esses projetos confirmados.

Segundo Sergio Fischer, CEO da Log, embora nenhum empreendimento esteja pré-locado, a expectativa é atrair clientes próximos à entrega, dado o histórico da empresa de entregar galpões com taxa de ocupação acima de 90%.
Além disso, a Log planeja ingressar em São Luís e Teresina. Nessas capitais está em fase de aprovação de projetos para dois galpões com ABL de 48 mil m² e 50 mil m², respectivamente. Os investimentos previstos são de cerca de R$ 100 milhões em cada cidade.
A expansão integra a estratégia da Log para atingir 2 milhões de metros quadrados entregues até 2028. O projeto conta com cerca de 40% da área concentrada no Nordeste.
Fischer destaca a carência logística na região, que conta com grandes populações com demanda significativa por galpões. O investimento total planejado na região até 2028 deve chegar a R$ 1,5 bilhão.
Para viabilizar essa expansão, a Log aposta na reciclagem de capital — foram realizadas vendas de ativos que totalizaram R$ 425 milhões no primeiro semestre de 2025, incluindo a recente operação em Brasília, negociada por R$ 163,7 milhões a um fundo gerido pela Oaktree Capital e Huma Capital. A empresa prevê anunciar novos negócios relevante ainda este ano.
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