Confira as últimas notícias do mercado imobiliário corporativo de São Paulo e outras regiões, abrangendo o período de 31/10 a 06/11 de 2025. Além disso, explore artigos e conteúdos relacionados que trazem insights valiosos sobre o setor. Para não perder nenhuma novidade, inscreva-se no canal da Buildings no YouTube clicando aqui.
A Faria Lima está cara ou as demais regiões de São Paulo estão com seus aluguéis baratos?
Na quarta-feira (29/10), a Buildings marcou presença no RBR Talks, evento da RBR Asset Management que inaugurou o Edifício Jacks Rabinovich, na Vila Olímpia (SP). Fernando Didziakas, sócio-diretor da Buildings, apresentou um painel sobre o mercado de escritórios em São Paulo, questionando por que a Faria Lima possui aluguéis tão mais caros que as demais regiões consolidadas.
Dados do 3T/2025 mostram que a Faria Lima se mantém como a região mais cara para escritórios Classe A, com preço médio pedido de R$ 265,00/m², enquanto as demais regiões primárias (excluindo-a) registram uma média de R$ 110,00/m².

Didziakas destacou que, nos últimos 10 anos, a inflação acumulada no aluguel em São Paulo foi de 81%. Em 2015, o preço na Faria Lima era R$ 150,00; se a inflação fosse integralmente aplicada, o valor hoje seria R$ 271,00, indicando que o preço atual (R$ 265,00) está abaixo do ajuste ideal. Já nas outras regiões primárias, o preço médio de 2015 (R$ 112,00) deveria ter subido para R$ 203,00 com a inflação, mas, na prática, os proprietários mantiveram a média em R$ 110,00/m², um valor inferior ao de uma década atrás.
Entre o 3T/2023 e o 3T/2025, Faria Lima e Pinheiros registraram aumentos consistentes, enquanto a Vila Olímpia viu seus preços diminuírem, e regiões como Berrini e Chácara Santo Antônio permaneceram em patamares baixos. No 3T/2025, a taxa de vacância total em São Paulo é de 16,5% (15,8% para Classe A), e a absorção líquida total foi de 64,5 mil m², sendo a maior parte (55,3 mil m²) em edifícios Classe A.
As regiões com maior vacância são Chácara Santo Antônio (33,5%) e Chucri Zaian (17,5%), apesar da intensa atividade construtiva de edifícios Classe A nessas áreas, que somam 111 mil m² e 105 mil m², respectivamente.
A “Nova Faria Lima” também se destaca com 108 mil m² em construção. O evento contou ainda com um segundo painel de Sergio Athié, da Athié Wohnrath, que debateu o retorno massivo aos escritórios e novos projetos imobiliários. A Buildings concluiu parabenizando a RBR Asset Management, especialmente Ana Carolina de Araújo Azem, pelo evento e pela entrega do novo ativo. Para conferir a matéria completa, clique aqui.
Os investidores já estão deixando Extrema para trás
Em entrevista à jornalista Larissa Vitória, do Metro Quadrado, Fernando Didziakas, sócio-diretor da Buildings, analisou o cenário logístico de Extrema.
Ele destacou que, embora o mercado de galpões na cidade resista bem à reforma tributária, mantendo a taxa de vacância baixa, já há sinais de que a região está deixando de ser um destino para novos projetos. Isso se deve à aprovação da reforma pelo Congresso, que acabou com os incentivos fiscais que transformaram Extrema em um polo do setor.

Segundo dados da Buildings, a atividade construtiva de novos galpões na cidade caiu pela metade: o volume em construção, que era de 400 mil m² em 2023, baixou para 300 mil m² em 2024 e caminha para terminar 2025 com cerca de 190 mil m². Esta queda ocorre mesmo com o mercado nacional vivendo seu melhor momento, com recordes de entregas e aluguéis em alta.
Os projetos em fase de aprovação também caíram, passando de um pico de 500 mil m² para 228 mil m², o menor nível desde 2021. Didziakas afirmou que “o desenvolvedor está bem mais receoso”, pois a reforma proibiu a criação de novas exceções tributárias para atrair investimentos privados, como as que beneficiavam a cidade. Para conferir a matéria completa, clique aqui.
RBRL11: fundo imobiliário anuncia lucro 46% maior
O fundo imobiliário RBRL11 encerrou setembro de 2025 com um lucro significativo de R$ 7,337 milhões, um aumento expressivo de 46% em relação aos R$ 5,025 milhões registrados no mês anterior. Esse resultado foi impulsionado por uma receita total de R$ 8,593 milhões, contrapondo-se a despesas de R$ 1,255 milhão.
O fundo distribuiu R$ 5,015 milhões em rendimentos, correspondendo a R$ 0,75 por cota, valor que se mantém dentro do guidance estabelecido para o segundo semestre, embora a gestão reforce que essa projeção reflete apenas expectativas atuais e não é uma garantia de retorno.

Um dos principais movimentos estratégicos do fundo foi a assinatura, em 30 de junho de 2025, de uma Carta de Intenções com o XP Log FII (XPLG11) para a venda integral de seu portfólio imobiliário por R$ 688,97 milhões, valor que implica um cap rate de 9,24%.
Essa operação visa a reciclagem do portfólio e o reposicionamento do fundo em novos ativos logísticos com melhor perfil de risco e retorno, uma estratégia que, segundo a gestão, já resultou no desinvestimento bem-sucedido de três outros ativos.
A conclusão da transação com o XPLG11 foi prorrogada para o fim de novembro de 2025, pois ainda depende do cumprimento de condições precedentes, como a due diligence, a assinatura de contratos definitivos, a oferta pública das cotas do XPLG11 e as aprovações formais dos administradores.
Paralelamente, em setembro, o RBRL11 reajustou um contrato de locação em 3,03%, com o efeito financeiro esperado a partir de outubro. O portfólio atual do fundo apresenta um desconto de 18,47% em relação ao seu valor de avaliação, indicando potencial de valorização.
Além disso, o fundo, que detém 2,82% de participação no empreendimento CL Imigrantes V – Maria Loprete, em São Bernardo do Campo (SP), espera a entrega do galpão em outubro de 2025 e segue ativo no processo de comercialização do imóvel, que já recebeu diversas visitas de potenciais locatários.
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Amazon ultrapassa 250 centros logísticos no Brasil
A Amazon alcançou a marca de 250 centros logísticos distribuídos por todos os estados do Brasil, resultado de uma forte expansão em 2025, na qual adicionou mais de 100 novas unidades a uma média de duas por semana. Essa estratégia visa acelerar os prazos de entrega, ampliar a capacidade de armazenamento e consolidar sua presença no e-commerce nacional.

A empresa, que investiu mais de R$ 13,6 bilhões em 2024 em inovação, automação e inclusão de vendedores locais, conta agora com mais de 36 mil funcionários diretos e indiretos no país.
Juliana Sztrajman, presidente da Amazon Brasil, afirma que o DNA da empresa permite esse alto crescimento mantendo o foco nas nuances locais. A expansão logística foi acompanhada de apoio aos mais de 100 mil vendedores parceiros, incluindo a gratuidade do programa FBA até dezembro e a redução de taxas em serviços como DBA e FBA Onsite, facilitando o acesso à rede logística e ampliando o alcance dos empreendedores.
A implementação de inteligência artificial e automação acelerou essa transformação, permitindo à Amazon crescer de um para mais de 250 centros em seis anos, reduzindo em 77% o tempo de implementação de cada unidade. Nesse período, a seleção de produtos saltou de 1 milhão para 180 milhões de itens, com 30 milhões adicionados apenas em 2025.
Sztrajman destaca que essa rede logística e tecnológica distribuída por todas as regiões melhora a experiência do cliente e acelera as entregas em 100% dos municípios brasileiros, sendo que 78% das vendas do marketplace ocorrem fora dos estados onde os vendedores estão sediados.
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SP cresce em lajes corporativas, enquanto RJ enfrenta dependência do setor público
O mercado de escritórios apresenta cenários opostos entre São Paulo e Rio de Janeiro, segundo Fernando Didziakas, sócio da Buildings.

A capital paulista se destaca por estreias e crescimento real, impulsionado principalmente pelos setores de tecnologia e financeiro, com empresas como Shopee, Amazon e a recém-chegada BYD.
Uma análise da Buildings revelou que a maior parte das novas ocupações em São Paulo é de empresas em expansão, que aumentam sua área, e cerca de 10% vêm de companhias que sequer estavam na cidade.
Em contraste, o Rio de Janeiro continua preso a um ciclo de pouca expansão, onde o setor público (governo e prefeitura) domina a absorção de áreas.
No setor privado fluminense, o movimento predominante é a simples troca de inquilinos entre prédios, comparada a um jogo de “robamonte”, sem crescimento real de área ocupada.
Como resultado, o Rio ainda enfrenta uma vacância elevada, próxima de 30% no segmento classe A, o que impede uma recuperação consistente dos preços de aluguel, diferentemente da tração observada em São Paulo.
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