A jornalista Larissa Vitória, do Metro Quadrado, conversou com Fernando Didziakas, sócio-diretor da Buildings, sobre o cenário logístico de Extrema.
O mercado de galpões logísticos em Extrema está resistindo bem à reforma tributária, ao manter baixa a taxa de vacância. Apesar disso, já há sinais de que a região está deixando de ser um destino para novos projetos.
A cidade viu o nível de atividade construtiva de novos galpões cair à metade depois que o Congresso aprovou a reforma que acaba com os incentivos fiscais que a transformaram em um dos polos do setor.
Segundo dados da Buildings, Extrema registrava 400 mil metros quadrados em construção em 2023. O nível caiu para 300 mil m² em 2024, logo após a aprovação da reforma no Congresso.
E caminha para terminar 2025 em cerca de 190 mil m². Isso ocorre mesmo com o mercado nacional vivendo o seu melhor momento, com recorde de entregas, vacância em baixa e aluguéis em alta.
Já os projetos em fase de aprovação, que chegaram a somar 500 mil m², agora estão em 228 mil m². Trata-se do menor nível desde 2021.
“O desenvolvedor está bem mais receoso,” Fernando Didziakas, sócio da Buldings, disse ao Metro Quadrado.
A reforma proibiu a criação de exceções tributárias além das já previstas em lei para atrair investimentos privados para os estados e cidades, como é o caso de Extrema.
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