O mercado logístico ainda é a bola da vez?

Neste novo vídeo no canal da Buildings no Youtube, Fernando Didziakas avalia o fechamento dos dados do mercado logístico neste 2T 2021 no Brasil, região Sudeste e em São Paulo. Diferentemente do mercado de escritórios, que sofreu muito com os efeitos negativos da pandemia em 2020 (e ainda segue tentando se recuperar), o mercado logístico cresceu muito neste um ano e meio em razão do aumento exponencial do e-commerce.

A Buildings monitora o mercado de condomínios logísticos do Brasil inteiro: são 621 condomínios com estoque total de 25 milhões de m² e taxa de vacância de 13,78% (2T de 2021). De forma geral é um mercado equilibrado – algo próximo dos 10%. Com essa vacância, o preço do m² tende a subir.

Dos 621 condomínios logísticos existentes no Brasil todo, a região Sudeste detém 433 deles. E apenas em São Paulo são 327 galpões, ou seja, mais da metade de todo o universo, com estoque equivalente a 14 milhões de m².

No 1T deste ano, a taxa de vacância em SP era de 14%. No 2T caiu para 13,6%. Para quem não sabe, a taxa de vacância é a relação de espaços existentes, ocupados e vagos. Não é a melhor índice para medir o crescimento ou retração do mercado.

Pelo que se pode observar, praticamente não houve nenhum trimestre na série histórica sem que houvesse novas entregas de empreendimentos. Para se ter uma ideia, um galpão demora de 6 a 9 meses para ficar pronto, bem diferente do mercado de escritórios que gira em torno de 3 a 4 anos.

O setor logístico segue crescendo bastante, e ainda não atingiu todo o potencial que pode. Lá atrás, em 2012, tínhamos 2 milhões de m², agora são 4 milhões de m².

Absorção líquida: o setor logístico ainda é a bola da vez?

O que aconteceu nos trimestres passados? Quando olhamos para 4T de 2020 em comparação ao 3T de 2020, o mercado cresceu 511 mil m². O ano passado cresceu de forma acelerada por causa da pandemia, e da expansão do e-commerce. Ele continua ganhando força em 2021, porém em outro patamar de velocidade.

E agora, nestes 2 primeiros trimestres de 2021, o mercado cresceu 140 mil m² (1T) e 114 mil m² (2T). Ou seja, neste último trimestre, o mercado despejou 73 mil m² de novos empreendimentos. E absorveu 114 mil m² e isso tende a reduzir a taxa de vacância.

Neste sentido, o segredo é sempre manter a absorção líquida maior do que o novo estoque.

Lembrando que, por meio da plataforma Buildings CRE Tool, é possível ter acesso a informações de mais de 8.000 imóveis comerciais, entre escritórios, condomínios logísticos e fundos imobiliários. Se você ainda não conhece, não perca tempo!

Confira nosso vídeo:

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