Resumo da Semana: notícias do mercado imobiliário corporativo #016

Apresentamos abaixo as mais recentes notícias do mercado imobiliário corporativo nesta segunda semana de janeiro, além de artigos com temas relacionados.

Após flexibilizar home office, grandes empresas voltam a pedir que funcionário fique em casa

09/03 – Folha de S.Paulo

O movimento de flexibilização do home office nos escritórios centrais de grandes empresas em São Paulo, que começou em julho do ano passado, voltou para a direção contrária com a piora da pandemia.

O GPA, dono das redes Extra e Pão de Açúcar, recomendou que os funcionários da sede administrativa retornassem ao trabalho remoto por causa do recomeço da fase vermelha em São Paulo no último fim de semana.

Na metade do ano passado, quando os números da pandemia deram sinais de melhora, o GPA tinha decidido resgatar o presencial no prédio corporativo de forma limitada para os funcionários fora do grupo de risco.

A Ambev, que também tinha liberado até 30% da capacidade do escritório central para quem quisesse usar eventualmente, voltou a orientar a equipe a ficar só no home office durante esta nova fase da pandemia.

O BTG Pactual diz que vinha mantendo uma equipe presencial reduzida, mas, com o agravamento do cenário nas últimas semanas, a parcela dos profissionais em home office aumentou para 90%.

OCDE melhora previsões para PIB do Brasil e projeta crescimento de 3,7% em 2021

09/03 – Info Money

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE, melhorou suas previsões para o desempenho da economia do Brasil nos próximos anos.

Em relatório sobre perspectivas, a entidade informou que elevou a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto, o PIB, do País em 2021, de 2,6% na estimativa de dezembro para 3,7% na atual. Já a expectativa de expansão em 2022 passou de 2,2% para 2,7%.

No documento, a organização destaca que a maior economia da América Latina é um dos países que planejam a continuação de programas de apoio à renda, referindo-se ao auxílio emergencial.

Também pontua que a recuperação de emergentes tem ocorrido de forma “relativamente rápida” em muitos emergentes.

No entanto, a OCDE enxerga riscos no horizonte dessas nações. Segundo explica:

“Para muitas economias emergentes e em desenvolvimento, o risco de uma distribuição de vacinas mais lenta do que o esperado é uma preocupação imediata que poderia diminuir os gastos com consumo”.

Magazine Luiza quer diminuir tempo de entrega de 24 horas para algumas horas

09/03 – Valor Investe

O comando do Magazine Luiza disse na última terça-feira, 09, que o foco deste ano é a logística.

Isso porque eles querem melhorar o nível de serviço na operação digital, especialmente de entrega de itens de terceiros, por meio do avanço na velocidade de entrega. A intenção é que esse prazo caia de 24 horas para algumas horas.

A empresa disse que vai acelerar significativamente os investimentos do ano para converter as 1,3 mil lojas em pontos de apoio logístico para os lojistas do “marketplace” (shopping virtual).

Além disso, também vão aumentar o número de centros de distribuição e de “cross dockings” [pontos de distribuição rápida] e automatizar essa infraestrutura.

A empresa não mencionou valores de investimentos.

Há 324 pontos com retirada de produtos de lojistas do marketplace na empresa, desse total de 1,3 mil lojas.

No Magazine Luiza, 45% das entregas são em até 24 horas — eram 5% em 2019.

O lucro da empresa cresceu 30,6% no quarto trimestre, na comparação anual, para R$ 219,5 milhões de reais, com o resultado sentindo os efeitos positivos do aumento da receita e pela melhora na linha financeira.

A receita líquida avançou 57,6%, para R$ 10,06 bilhões de reais. A geração de caixa cresceu 104% em 2020, para R$ 3,1 bilhões de reais.

Prologis eleva aportes em expansão

08/03 – Valor Econômico

A americana Prologis segue otimista com o mercado de galpões nas proximidades das cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Armando Fregoso diz que do total dos novos projetos, metade está pré-locada para clientes nacionais e internacionais — Foto: Silvia Zamboni/Valor

De olho na demanda por áreas por parte de clientes do comércio eletrônico, de logística e do varejo, a Prologis Brazil Logistics Venture (PBLV) – joint venture formada pela empresa com a gestora canadense Ivanhoe Cambridge – reforçou em R$ 500 milhões de reais o total de investimentos em curso, definido em R$ 1 bilhão de reais no ano passado.

Os aportes de R$ 1,5 bilhão de reais se destinam à construção e entrega de 12 galpões nos próximos 16 meses.

Segundo conta o principal executivo da Prologis no Brasil, Armando Fregoso:

“Do total dos empreendimentos, metade está pré-locada para clientes nacionais e internacionais”.

Há 525 mil metros quadrados em construção que vão se somar ao 1 milhão de metros quadrados em operação.

Na semana passada, a joint venture comprou de um investidor privado terreno na Rodovia Raposo Tavares para a construção de dois galpões.

A Prologis encerrou 2020 com 100% de ocupação de seus empreendimentos, ante 93,8% em 2019. A empresa atua no raio de 60 quilômetros tanto da cidade de São Paulo quanto do Rio de Janeiro.

Outras desenvolvedoras de galpões também apostam na demanda por áreas para investir em novos projetos neste ano.

A Golgi Condomínios Logísticos prevê investimentos de R$ 800 milhões de reais, a Goodman Brazil Logistic Partnership (GBLP) estima desembolsos de R$ 540 milhões de reais e a Log Commercial Properties projeta aportes de R$ 500 milhões de reais.

Principal empresa do setor com atuação no Brasil, a GLP também está investindo em novos empreendimentos.

Com salto, IGP-M é posto em xeque em aluguéis e também pelos fundos imobiliários

09/03 – CNN Brasil

A fama do Índice Geral de Preços-Mercado, o IGP-M, continua piorando no mercado imobiliário em 2021. Somente em fevereiro, o indicador medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) registrou alta de 2,53%, acumulando avanço de 5,17% no ano e salto de 28,94% em 12 meses.

O indicador carrega preços de commodities na sua cesta, o que desencadeia dois problemas no atual momento: é impactado pela alta dos produtos em si e também pela valorização do dólar, devido ao nível de internacionalização dessas cadeias produtivas.

De acordo com André Braz, Coordenador dos Índices de Preços:

“O resultado mostrou que a pressão exercida pelas matérias-primas brutas se espalhou pelas demais classes do IPA favorecendo o acréscimo das taxas dos grupos bens intermediários, influenciada por materiais e componentes para a manufatura, e bens finais, este influenciado pelo aumento da gasolina, cujo preço subiu 17,43%, ante 6,63% no mês anterior”.

O salto do IGP-M em 2020 propiciou, na teoria, aumentos gigantescos nos aluguéis imobiliários, já que o índice lastreia a maioria dos contratos do setor. O que se viu na prática foi o locatário negociando o seu contrato para não absorver todo o reajuste.

Prevendo uma continuação dessa volatilidade, empresas do ramo de aluguel, como QuintoAndar, decidiram trocar o índice da FGV pelo IPCA, do IBGE.

De acordo com Gabriel Braga, cofundador e CEO do QuintoAndar.

“Essa variação não é boa para ninguém. O proprietário tem dificuldade em conseguir a correção integral e ainda corre o risco de o inquilino rescindir o contrato. Para o morador, também não é bom, pois ele tem todo o desgaste de ter de procurar um imóvel novo e se mudar caso não haja negociação”.

ARTIGOS BUILDINGS

Antes de finalizar, também te convido para conferir os artigos e outros conteúdos na Revista Buildings e também no nosso canal no Youtube.

Nesta semana, publicamos um novo vídeo Sobre as regiões de São Paulo que mais sofreram com as devoluções de escritórios em 2020. Se interessa pelo assunto? Então confere abaixo:

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